quarta-feira, 10 de abril de 2013

Entrevista com PAULO BARON, proprietário da TOP LINK MUSIC



   



  Nos últimos 10 anos o nome TOP LINK cresceu muito no mercado musical brasileiro, principalmente em se tratando de som pesado, aja visto que esta empresa foi responsável pela criação do Festival LIVE 'N' LOUDER que teve 2 épicas edições em 2005 e 2006 trazendo ninguém mais ninguém menos do que SOCPRIONS, NIGHTWISH, DESTRUCTION, THE 69 EYES, RAGE, SHAAMAN (ainda com André Matos nos vocais), DR. SIN e TUATHA DE DANNAN em 2005 e GOTTHARD, AFTER FOREVER, PRIMAL FEAR, NEVERMORE, DORO, MASSACRATION, MINDFLOW, SEPULTURA, ANDRE MATOS, STRATOVARIUS e DAVID LEE ROTH em 2006.
  Agora às vésperas de mais uma edição, essa comemorativa dos 25 anos da produtora TOP LINK , que trará, MOLLY HATCHET, METAL CHURCH, SODOM, LOUDNESS, ANGRA e TWISTED SISTER, o produtor e proprietário Paulo Baron fala à TOCA DO SHARK e seus leitores sobre sua jornada pelo Heavy Metal.

edição de 2006

  TOCA DO SHARK: Antes de mais nada conte-nos como você se envolveu com música e ROCK AND ROLL?
 PAULO BARON: Desde muito cedo, sempre fui um amante do Rock, aprendi a gostar buscando um radinho de um amigo dos meus pais, aí tive meu primeiro contato escutando LED ZEPPELIN.
Quando fui à Espanha, decidi que eu queria me dedicar a fazer parte do Rock ‘N’ Roll, e assim fui estudar direção de cinema, aí pude ter meus primeiros contatos com alguns artistas, até que finalmente tive a oportunidade de fazer um show em Londres, com SEPULTURA, na Sala Marquee.
  T.S.: Este ano a produtora TOP LINK comemora 25 anos de atividades, como se deu o começo dessa jornada?
 P.B.: Se deu porque um amigo em comum me falou dessa banda brasileira que estava sendo a ultima sensação no Brasil. E esse amigo me apresentou o pessoal do SEPULTURA e a partir deste momento, nunca mais paramos. Comecei levar artistas latinos para tocar em Londres, não só de Metal mas de vários estilos de música.
  T.S.: Em todos esses anos quais foram o ponto mais alto de suas conquistas e o mais descepcionante?
  P.B.: Os mais altos são quando eu tenho um artista que sou fã, ou uma lenda do Rock como JERRY LEE LEWIS ou CHUCK BERRY. Isso significa gravar o nome da minha empresa e o meu para a história. Ter o meu nome em vários DVD’s de artistas de quando eu era adolescente, e agora aparecer como produtor, ou promotor, ou simplesmente como um agradecimento, me faz sentir que cheguei ao ponto muito grande em essa carreira de show business.
  Momentos Decepcionantes, não foram tantos, mas principalmente quando você ve que um artista que parece muito legal é um babaca quando você conhece ele, ou as vezes o contato que você tem com algum booking ou manager, termina as vezes sendo decepcionante.



   T.S.: O Live'n'Louder Festival teve duas icônicas edições em 2005 e 2006 trazendo nomes inigualáveis na cena do Hard Rock mundial que há tempos não visitavam o Brasil como SCORPIONS, DAVID LEE ROTH e outros que nunca tinham antes tocado por aqui como DORO e GOTTHARD. Agora traz novamente o cultuado nome do TWISTED SISTER e MOLLY HATCHET que nunca tocou no Brasil. Gostaria de saber o que deu errado para você abortar o Festival após 2006?
 E quais as suas expectativas para este ano, já que prometeu uma segunda parte do evento mais pro final do ano?
  P.B.: Eu abortei a continuação do Live’n’Louder, devido ao grande trabalho que é organizar um festival e as vezes você vê bandas no meio do caminho complicando uma situação . Além disso, a Top Link não trabalha somente com shows no Brasil, organizamos turnês em toda América Latina, mobilizamos uma média de mais que 100 shows por ano, isso significa que um terço de ano é tomado por shows. Então um festival requer muito tempo, e nem sempre o público sabe valorizar isso.
Para ser sincero, as expectativas de primeiro chegar a este grande dia, já que é uma festa pra mim, porque significa comemoração de nosso 25° ano de aniversário. Mas a continuação da segunda parte do festival, só vai depender de uma coisa, se o sucesso de publico do primeiro for boa, com certeza teremos uma segunda parte. Caso o público não compareça como necessário, não vale a pena um evento que leva tanto tempo, atenção e tanto trabalho.
primeira edição de 2005

  T.S.: Sobre a segunda parte do Live'n'Louder ser mais pro final deste ano, não te assusta ter que concorrer com Rock in Rio, a vinda do BLACK SABBATH e a possível ressurreição do festival Monsters of Rock, tudo prometido para a mesma época?
 P.B.: Claro que competir com Festivais como Monster of Rock, Rock in Rio ou mesmo o BLACK SABBATH é muito difícil, mas essa não é a intenção. Se o público abraça o Live’n’Louder como uma festa do fã, será mais um espaço para muitos seguidores do Heavy Metal conhecer artistas que nunca passaram pelo Brasil, já que esse é o intuito do Live’n’Louder e sempre com uma ideia de cultuar as Lendas do Rock

  T.S.: Considerações finais e algo que queira dizer que não foi citado nesta entrevista?
  P.B.: Todas as bandas que foram escolhidas são bandas que eu pessoalmente curto, que significaram muito para o legado do Heavy Metal atual. Espero que as pessoas consigam enxergar deste jeito o festival e que vejam que esse é um evento deles, com a possibilidade de conhecer bandas que não sabemos se voltarão pra cá. Grande abraço e espero vocês no dia 14 de Abril, no Espaço das Americas.

Paulo Baron e David Lee Roth em 2006

Com Bruce Dickinson em algum lugar no tempo entre os últimos 25 anos.

edição comemorativa de 2013.

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