sexta-feira, 26 de julho de 2013

FERNANDO PIASECKI – O lado Contry Infernal de Mogi Mirim!

TOCA DO SHARK: Pra começar, apresente-se aos leitores, passe sua ficha corrida.
FERNANDO PIASECKI: Primeiramente eu agradeço a oportunidade de pode contar um pouco pra galera o que eu venho aprontando agora. Hehehe.
  Meu nome é Fernando Henrique Piasecki. Tenho quase 23 anos hehehe (faço no dia 17/08/13), sou apreciador fanático de filmes de velho oeste, terror e máfia. Estudo administração de empresa e trabalho em um supermercado. Para me livrar de todo o stress, eu sento a bunda na cadeira do meu estúdio e gravo músicas que eu mesmo escrevi ou algumas homenagens à grandes artistas que admiro de alguma forma. Comecei minha “carreira” musical com 16 anos em uma banda que tocava grandes sucessos como ‘Paranoid’ (Já fui um desses ) chamada HARD’N’ROLL. Me dão arrepios só de lembrar. Era quase um sonho de criança tocar em uma banda.
T.S.: Você começou na bateria da banda BARBÁRIA, o que te fez largar uma das mais promissoras bandas de Heavy Metal na nossa região e largar a bateria também, para logo depois se envolver com o contra-baixo em um projeto de Samba-Rock?
 F.P.: Na verdade, eu fui o baterista e este projeto ocorreu em um tempo paralelo à banda. Senão me engano, estávamos em férias. História muito interessante.
  Estava no meu trabalho quando avistei um cara gigante, todo tatuado com uma peita do Krisiun (Robert Simoso que tocava na MOTORHEART, GAMBIARRA SANGRENTA, etc...). Depois de puxar papo, lhe mostrei uma demo da BARBÁRIA e ele curtiu pra caralho. No fim, ele tinha algumas músicas escritas e quis gravá-las aqui em casa. Como não havia baterista (no começo eu iria apenas produzir o som) assumi as baquetas e começamos a tocar. Um amigo nosso (Edmilson Muoio), que tocava baixo em uma dupla sertaneja, gravou os graves pra gente. Excelente músico. O resultado está no Youtube, pra quem tá curioso, com o nome de BANDA TEQUILARIA.
  Eu realmente precisava experimentar uma nova experiência musical após algumas frustrações na BARBARIA, mas ainda não pensava em deixá-la. Tipo aquele tempo que você dá com a namorada quando enjoa da prexéca dela e quer comer outras.
T.S.: Quando começou a aflorar dentro de você esta necessidade de tocar violão e guitarra?
F.P.: Antes de ser baterista eu aprendi a tocar violão (ohhhh, palmas pra mim). Sim, tocava muito mau e sempre quis alguma coisa mais barulhenta. Nunca soube fazer solo (o MALMSTEEN fazia minha cabeça fritar naquela época) e isso me deixou muito frustrado a ponto de comprar uma bateria bem furreca para tapar o buraco da guitarra. Eu tocava sozinho na sala, era um barulho do caralho, até que minha mãe fez meu estúdio aqui no meu quarto (OBRIGADO MÃE, TE AMO!) e os vizinhos agradeceram de joelhos. Como guitarrista nasce em árvore, algumas pessoas me chamavam pra tocar bateria, mas eu era RUIM! Até que eu montei minha primeira banda. Vendi tudo e comprei uma bateria aceitável (tenho ela até hoje). E tudo foi girando em torno da bateria, mas nunca abandonei meu velho violão. Tanto é que compus a maioria das músicas da BARBARIA nele. Enquanto estava na banda, eu já gravava algumas músicas inteiras (com bateria mal gravada, baixo emprestado e violão com um microfone horrível dentro dele) por isso nunca troquei um instrumento pelo outro.
  Quando saí da BARBARIA, comecei a me dedicar na música country, uma paixão adquirida pelos filmes de velho oeste. Desde então gravei algumas músicas que eu escrevi e vem dando um resultado inesperado. Nunca imaginei que conseguisse liberar esse talento country com minha voz e riffs a ponto de muitas pessoas gostarem.
T.S.: Você teve uma breve queda pelo Rockabilly também, certo?
 F.P.: Tive e tenho. Eu me lembro em uma época que os shows da BARBARIA estavam cozinhando nossas cabeças e fizemos um especial Rockabilly em Araras. Foi muito divertido. Toquei bêbado nas duas vezes hehehe. Mas eu acho um barato mesmo o Psychobilly. Ainda mais com esses temas de horror, zumbis, cripta, aaaaaaaaaah, muito louco!
T.S.: Atualmente você vem desenvolvendo seu lado Country (de raiz, temos que esclarecer). Então, vindo você da cena do Rock and Roll pesado, conhecido como Heavy Metal, diga-nos, de onde surgiu essa vertente na sua alma? Como você descobriu esse estilo de som e como surgiu a vontade de se expressar em mais esse estilo?
F.P.: Enquanto eu fazia músicas para BARBARIA eu buscava outras vertentes para me espelhar. Descobri a porra do JOHNNY CASH ouvindo ‘Ain’t no Grave’ e... CARALHO! Essa música foi um choque. Percebi que era esse tipo de som que eu gostaria de tocar. Eu já comentei que sou fã de velho oeste e, como a maioria das músicas que fiz foram baseadas em filmes, porque não me basear no Bang-Bang?  Fora que, pra mim, o timbre de voz é o que comanda. Meu timbre é grave, logo, me daria muito bem em músicas Country. Acho que a mistura deu um resultado legal hehehe.
Fernando e suas referências dos Filmes de Terror
T.S.: Desde a sua saída do BARBÁRIA você vem trabalhando exclusivamente sozinho, tirando as gravações que você fez de Samba-Rock, o que te fez trabalhar sozinho? Egos? Saco-cheio? Liberdade?
F.P.: TUDO! Eu sou uma pessoa ansiosa e egocêntrica (todos temos defeitinhos hehehe). Confesso que meu ego é grande, mas não a ponto de faltar com humildade e desmerecer alguém. Mas é aquela velha história. Se alguém me perguntar: “Você é bom no que faz?” Eu responderei com toda a convicção do mundo: “Sou e posso provar”. Mas a parte da ansiedade é o que mais colabora. Gosto dos resultados no meu ritmo (muitas vezes rápidos).  Quando estou compondo alguma música ou escrevendo alguma letra eu já penso em tudo, é automático. Inspiração alimentando inspiração. Já vou misturando a letra com o riff para traduzir minha mensagem musical, pensando nos efeitos de ambiente para deixar a música rica, enfim. Às vezes eu não tenho paciência de esperar para compartilhar minhas idéias com outras pessoas de uma possível banda. Portanto já vou gravando tudo e quando eu vejo, a música está pronta e tudo funciona perfeitamente. Tenho sido muito produtivo desde o começo do ano. Por enquanto eu já gravei mais de dez músicas eu acho, entre elas, três canções que escrevi. Neste momento já estou pensando na quarta música.
T.S.: Você pretende gravar um disco físico futuramente seja ele de Rockabilly, Country, Rock and Roll ou Metal?
F.P.: Estou juntando matéria pra lançar um CD de Country. Já tenho capa, foto e estou escrevendo as músicas, acho que antes do fim do ano sai.
T.S.: É possível você citar 5 grandes influências musicais suas, independente de estilo e 5 nomes novos que te impressionam?
F.P.: Pecado não citar JOHNNY CASH e ELVIS PRESLEY, mas eu gosto muito de ouvir  TYPE O NEGATIVE, BEE GEES, HANK WILLIAMS III, MISFITS e VAN ZANDT. Eu confesso que estou feliz com alguns artistas em destaques, tanto na cena Pop, quanto na cena da música pesada. Dentre eles, GHOST me deu um chute no saco. Acordei pra vida e disse: “É DIIIIIIIIIISSO QUE O MUNDO PRECISAVA”. Parece que os caras misturam BLACK SABBATH com A-HA, mó barato hehehe! Outro nome é LADY GAGA, mas eu prefiro não comentar hehehehe, eu curto a ousadia dessa mulher (?). Esses dias, uma amiga me mostrou um vídeo do JOHN MAYER, o cara é dos bons e achei bem interessante. Pra finalizar, aí vem a decepção dos leitores ULTRA HEAVY METAL GUYS: ONE NIGHT ONLY. Um bando de moleque com aquela vibe de Indie, mas tocam bem. Eu to cagando pro estilo musical, fãs e bla bla bla, ouvi um som dos caras (‘Say Don’t Want It’) e gostei. Soa nostálgico pra mim.
T.S.: O que acha de lançar uma coletânea sua com várias músicas que gravou em todas suas fases? E shows, teremos?
F.P.: Posso afirmar que isso nunca irá acontecer. Sou metódico e detesto misturar as coisas.
  Estou preparando um repertório pra fazer alguns shows sim e à procura de músicos que estiverem afim, galera que tiver interessada só entrar em contato.
T.S.: Pra fechar, é possível prever o que vem pela frente no currículo musical de FERNANDO PIASECKI?
 F.P.: Acho que vem mais Country por aí. Vou fixar minha bandeira neste estilo e levar um som diferente pra galera daqui. Estou querendo chamar algumas outras pessoas para participar das próximas músicas.




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