domingo, 5 de fevereiro de 2012

INOCENTES, uma lenda Punk em Mogi Guaçú!


 Após a festa de 3 anos do Coda On Line, Eduardo e Júnior decidem dar um tempo nas festas e seguem apenas com o programa no ar. Este tempo levou um ano e o programa só voltou a organizar um show devido ao aniversário de 4 anos do Coda On Line e que traria à Mogi Guaçú e toda sua região (pela primeira vez também) a maior lenda viva do Punk-BR, INOCENTES.
  O show foi marcado para o dia 24 de Agosto de 2002 e estaria de volta à Tempo Clube, sem pompa e frescuras como manda um bom show de Punk Rock, as bandas selecionadas para abrir o show seriam a banda LETAL de Mogi Guaçú, que praticava uma espécie de Punk e era formada por Cristiano 'Minhoca' no baixo e backing vocals, Ademir 'Bagaceira' na guitarra e vocais e Bruno (na época com apenas 12 anos) na bateria. Esse power trio foi formado no final de 2000 com a saída do Bagaceira da banda BB Manko e aliando-se ao Bruno (filho do grande Ivaldir, baterista de várias bandas desde os anos 80 aqui na região entre elas D.B.T. que era formada também pelos músicos Bachin no baixo e os guitarristas Maurício Kemp e Hudson (futuro Insígnia), a mais conhecida foi o Rotten Corpse, ao lado do Irineu no baixo e do Bijú na guitarra) e também o baixista Cristiano 'Minhoca' e que estavam nesta época lançando sua demo em CD 'Letal - Violence' que vendeu muitíssimo bem na época e a banda foi só crescendo. ao pedir umas palavras sobre o show ao Bruno (sim, pois os outros dois desapareceram do mapa faz tempo, infelizmente), ele me disse que não se lembrava de nada em destaque, até pelo fato da sua tenra idade na época (12 anos como já citei) e preferiu apenas agradecer : "Bom meus agradecimento são pro meu pai, os caras do Coda , banda Inocentes que foram muito foda , e a galera que sempre tava com agente.". 


Bruno (bateria) e Bagaceira (g/v) ao vivo com o LETAL

Capa do CD-demo da banda LETAL










Outra banda que abriria o show dos INOCENTES era uma sugestão minha e vinha da cidade de Itapira, o já aclamado ANONIMATO, também um trio formado por Osní (baixo e vocal), Fernando Bazani (guitarra e vocal, atual Mr. Speed e Love Gun KISS Cover) e Cristiano 'Grilo' (bateria e vocal), eles também estavam há um bom tempo na estrada e lançavam seu primeiro trabalho também na época chamado 'First' e que trazia uma capa 'singela'...


Osni e Fernando (ANONIMATO) na Rádio

Capa do CD-demo do ANONIMATO


  Decidido as bandas que tocariam era só acertar detalhes burocráticos e esperar pelo dia do show, que começou cedo com a chegada das bandas INOCENTES (que vieram numa van fretada de Sampa pra cá com  algumas alterações na formação como a presença do guitarrista André (do OKOTÔ) no lugar de Ronaldo e um baterista que não me recordo o nome agora substituindo Nonô, além de Clemente (acompanhado de sua patrôa) e Anselmo e seu irmão (que era roadie da banda)), LETAL e ANONIMATO que chegaram fazendo a maior festa (como sempre) numa Kombi branca que eles carinhosamente chamavam de 'Sivuca'! O clima de festa tomou a rádio e surgiram membros de outras bandas da região por lá também, apenas para darem seus CDs ao vocalista e guitarrista Clemente que na época era diretor artístico do programa musical da TV Cultura chamado 'Musikáos', apresentado por Gastão Moreira (ex-MTV), quem se lembra sabe do que eu estou falando.


INOCENTES no ar

  Após uma grande e descontraída entrevista e extensa sessão de fotos pela rádio coube a mim ser o Cicerone da banda e acompanhá-los até a Tempo Clube para descarregarem os equipamentos, ao hotel para descarregarem as bagagens e à churrascaria para jantarem e de volta ao Clube para a passagem de som e por fim ao Hotel para descansarem até a hora do show. Digo a vocês, circular pela cidade por várias horas dentro da van de uma lenda do Punk Brasileiro acompanhado pelos mesmos e acrescido de outra lenda que é o André (que tocou com OKOTÔ e VIRGINIE Virginie Boutaud - da banda METRÔ) é algo que você nunca irá esquecer na sua vida, pois as histórias que circulavam ali na intimidade daquele veículo eram do 'arco-da-velha' , bastidores do Punk e do Pop Brasileiro ali que eu não poderia contar aqui, com excessão de um fato curioso que era bem recente, o lançamento da coletânea 'Só Sucessos' que uma certa gravadora lançou das bandas INOCENTES  e RATOS DE PORÃO, na verdade um caça-niqueis bem mal feito (que inclusive tenho aqui e os fiz autografar, vê se pode? hahahaha) do qual eles estavam reclamando do fato de não terem sido contactados e nem recebido direitos sobre aquilo e pelo fato do lançamento sair com aquele nome esdrúxulo pois desde quando banda Punk e obscura como eles tem 'Sucessos'? Me parece até que o João Gordo andou quebrando uns CDs desses ao vivo em seu (na época) programa da MTV.
o tal CD
 E jantar com eles na maior churrascaria da cidade foi outro capítulo à parte, pois, você imagina adentrar num restaurante grande e cheio de famílias num sábado à noite acompanhado de um bando de Punks, tatuados e com piercings em 2002 (aqui ainda era bem impressionante), mesmo eles sendo senhores respeitáveis, sem jaquetas de couro ou moicanos, mas ainda Punks e mais engraçado ainda era ver que eles comiam mais vegetais do que carne em si, apenas eu e o irmão do Anselmo que comemos mais carne naquela ocasião...


Público variado mas fiel ao Coda!
  Chega a noite e a casa começa a ficar quente e cheia, um típico clima de Rock And Roll no ar, muita gente descolada, divertida e gente fina chegando das cidades da região toda e as bandas começam a tocar, primeiro o ANONIMATO esquentando a turma da região toda, inclusive de sua terra-natal Itapira com seus vários covers de Hard Rock, KISS e sons próprios como 'You Were Made to Me' e 'Rebels', todos ligeiramente 'mamados' mas fizeram um puta show de abertura com certeza! Na sequência do calor veio a prata da casa, LETAL fazendo seu set insano com covers de Dead Kennedys e Nirvana entre seus sons próprios como 'Dinheiro' e o hit 'Porque Não Devemos Confiar nas Mulheres' com sua letra hilária e acelerada, fizeram um grande show do mais puro Punk Rock. 


ANONIMATO ao Palco! (Osni e Fernando)
  Enquanto isso nos bastidores, uma pancada de fãs e músicos de outras bandas circulavam na área a céu aberto atrás da Tempo Clube socializando com o pessoal dos INOCENTES, era cara de moicano colorido, com headbanger cabeludo e desdentado, patricinha de mini saia e vestidinhos e fãs mais 'caretas' e comportados, todos se misturavam numa grande irmandade Rocker. Autógrafos, flashes de fotos, garrafas e guitarras, tudo ao mesmo tempo no mesmo local, saudades mil de uma época que não volta mais!


Cristiano 'Grilo' ANONIMATO
  Chega a hora do grande show da noite e eis que surgem no palco os músicos dos INOCENTES tocando logo de cara o hino 'Rotina' pra não deixar ninguém parado e as rodas se abrem, o Anselmo tocando seu baixo como se não houvesse ontem e vestido com a camiseta do LETAL, André com sua guitarra semi-acústica (típica de rockers) numa elegância digna de psycho-billy, uma galera chapada na beira do palco, uma roda gigante no centro da casa e o restante espalhado à sua volta, e clássicos atrás de clássicos, 'Garotos do Subúrbio', 'Miséria e Fome', 'Não Acordem a Cidade', 'Ele disse Não' e os maiores hinos da banda fizeram punk véio chorar de alegria. 


INOCENTES ao vivo
'Pânico em S.P.' e o maior sucesso comercial deles (talvez o único) 'Cala a Boca', finalizava uma noite memorável e inesquecível para os reles mortais que estiveram por lá naquela mágica noite em que um fã quase quebrou um dente do Clemente, ao agarrar o pedestal dele enquanto ele cantava e bater em sua boca por acidente, coisa de bêbado.....hahahahah...
  Após esta festa Punk, Eduardo e Júnior recarregaram as baterias para dar continuidade neste belo Projeto que era o Coda On Line e organizar mais um ótimo show para breve, aguardem.
Anselmo nos estúdios da Rádio


Família INOCNETES e CODA juntas no final do Programa

Festa nos estúdios do CODA ON LINE

Anselmo recomendando um som pras cabeças!

LETAL ao vivo

LETAL (Bruno, Minhoca e Bagaceira)

Cristiano 'Minhoca' e Clemente no camarim da Tempo Clube

Anselmo tocando com a camiseta do LETAL

INOCENTES (nos estúdios do Coda autografando CDs e LPs)

sábado, 28 de janeiro de 2012

CODA ON LINE: 3 ANOS DE ROCK AND ROLL NUMA FESTA COM 3 GRANDE NOMES!





cartaz oficial
   Após o sucesso dos Projetos Coda do Velhas Virgens e do Korzus, Eduardo e Júnior decidiram dar um tempinho maior entre o último show e o próximo, pulou de um mês para quatro meses, quatro meses de intensos trabalhos para arquitetar o Próximo Projeto Coda que mudaria de nome para 'Festa de 3 Anos do Coda on Line' e também mudaria de endereço pela primeira vez, saindo da modesta, mas aconchegante casa Tempo Clube para o suntuoso espaço do clube da burguesia guaçuana, o Cerâmica Clube, com seu extenso espaço coberto e externo para o público, um grande e equipado palco para as bandas e bares e banheiros mais suntuosos também. Seria a primeira vez que este clube da sociedade guaçuana receberia um show de Rock e não poderia ser em outro lugar, pois desta vez não seria uma banda de fora e mais duas da cidade e sim 3 grandes bandas e duas da cidade. As bandas em questão eram MADE IN BRAZIL, DR. SIN e RATOS DE PORÃO, com abertura da banda guaçuana de Metal Extremo DxOxRx (ou Disorder of Rage), mas daí resolvi recomendar uma banda de Hard também, pois teríamos o MADE e o DR. SIN, então veio a banda de covers de Hard Rock GUERILHA.
Celso Vechionne e fãs nos bastidores da Rádio

Galera de Poços de Caldas (Choose Your Side zine) no quintal da Rádio

Eu entrevistando Oswaldo Rock Vechionne
  Este show rendeu histórias ótimas e algumas não tão agradáveis assim. As boas já começaram na tarde do dia do show 25 de Agosto de 2001 com a ida das bandas referidas aos estúdios da Rádio Vale Verde FM para darem suas entrevistas ao vivo e atenderem os fãs que subiram o morro (sim, a Rádio ficava no topo do mais alto morro da cidade, difícil acesso total) e lá ia eu como fã do MADE com todo meu arsenal de materiais  referentes à história da banda e também do grande DR. SIN que acompanhava desde seu primeiro play. Chegando lá com o guitarrista da minha banda (Paulinho Bomba que levou sua guitarra à tira colo para os meninos do DR. SIN autografarem) me encontrei com o pessoal do Clube Rock de Itapira que me pediu para entrevistar o Oswaldo Vechionne do MADE para eles, pois viram que eu conhecia mais da carreira da banda do que eles, devido ao tanto de discos que levei pra banda autografar e assim o fiz, nervoso, pois a fama de Oswaldo com a imprensa não era das melhores e qual foi a minha surpresa, ele me tratou super bem (e nas futuras oportunidades que não foram poucas também) e me concedeu uma entrevista improvisada super legal da qual eu não tenho nenhuma cópia, infelizmente, tirou várias fotos e autografou toda minha coleção de MADE IN BRAZIL, ele e todo o resto da banda, inclusive o Eduardo me pediu para ser cicerone da banda mais à noite na passagem de som na casa, pois o nosso amigo Júnior teve alguns contratempos devido à saúde fragilizada de seu pai (hoje já falecido) e eu fiz com grande prazer, enquanto o André Luiz (do bloco Maldito Rock Brasileiro) acompanhava os caras do R.D.P.  e o Nê Maia o DR. SIN, ou seja um trabalho de equipe mesmo!


Made in Brazil nos bastidores da rádio comigo e Paulinho Bomba.
  Logo, auxiliei na passagem de som do MADE  e o André de acompanhante do R.D.P. (o que renderia uma triste passagem desta festa), até que o Nê chegou para levar os caras do MADE para jantarem, daí eu me dirigí à portaria e bilheteria para o Júnior ir até a sua casa, pois estava revezando entre o show e sua casa alí próxima para auxiliar o seu pai. Os shows rolaram um após o outro com a abertura da banda GUERRILHA seguida do DxOxRx sem muitos percalços e o nosso amigo Roque (guitarrista do DxOxRx) tem a palavra agora para falar da sua experiência perante tudo isso:
 "Porra, esse show foi memorável, pois além de reunir três das grandes bandas brasileiras (cada uma em seu estilo), nós da Disorder Of Rage estávamos completando um ano de estrada justamente nessa data, foi maravilhoso isso, poder comemorar o aniversário em grande estilo. 
  Dividir o palco com o R.D.P. (uma de nossas influências), com o pessoal Dr.Sin (que foram muito humildes conosco, e inclusive o Ivan curtiu pra caralho nosso show, e até pediu uma camisa nossa para tocar na hora do show e depois ele jogou pra galera) e Made In Brazil (um ícone do rock nacional) ... foi foda !!! Um de nossos melhores shows em toda historia da banda.
  Temos varias histórias engraçadas sobre esse dia, envolvendo o pessoal do Made In Brazil e R.D.P., uma delas é que o irmão de nosso baixista iria ver nosso show pela primeira vez nesse dia, mas na hora em que iríamos entrar no palco, ele teve de sair correndo junto com o Pompeu (do Korzus, que estava de técnico de som do R.D.P.) para levar a mulher do Gordo ao hospital pois ela estava passando mal ... resultado: ele acabou nem assistindo nosso show e voltou puto a vida hehehe ... "





Bomba, eu e Ivan Busic nos bastidores da Rádio

Fábio Kill do site CYS com o DR. SIN

Ivan Busic tocando com a camisa do DxOxRx
  E nesse clima de festa a festa em si continuava, inclusive com um bolo de aniversário subindo ao palco do MADE IN BRAZIL devido ao aniversário de Oswaldo Rock Vecchione ser comemorado naquele mesmo dia! 
  Após o maravilhoso e enérgico show do MADE IN BRAZIL, contando com participação mais do que especial da turma do DR. SIN em uma das músicas, eis que eles mesmos (o DR. SIN) sobre ao palco para destruir tudo num espetáculo de música de primeira categoria (após esse show os meninos do DR. SIN estreitaram relações com a equipe do Coda que sempre era convidada a ir aos seus shows nos próximos anos, dois quais eu assisti vários e até firmei amizade com o grande fundador do fã-clube deles, o Michel Camporéze Teér.

DR. SIN na Rádio

Público insano

MADE IN BRAZIL & DR. SIN juntos no palco

Edu Ardanuy e Ivan Busic atendendo aos fãs
Eduardo Maia apresentando o show

Roda Monstro no show do R.D.P.

Rick Vechionne & Ivan Busic

Ratos de Porão
  Eis que, enquanto tudo era festa no palco e platéia, nos bastidores a coisa tava esquentando, mais precisamente no camarim do R.D.P. (que era o maior e mais confortável inclusive) onde João Gordo estava reclamando sem parar do horário que avançava madrugada adentro até que ele disse ao André que se eles não entrassem no palco em meia-hora ele não tocaria mais (em meio ao show do DR. SIN), e o André (que não era um cara pequeno e nem tinha muita paciência) endureceu 'a linha' e partiu pra cima do Gordo jogando a verdade na mesa, que ele tinha sido pago para fazer o show e iria fazê-lo pois ninguém estava extrapolando em horário e que os poucos percalços que tinham rolado era devido à saúde do pai de um dos caras que tinha pago o cachê dele e que era pra ele parar de encher o saco de todos e fazer o show dele. Resultado: o Gordo baixou o facho e depois, na hora do show do R.D.P. fez um esculacho de show, debochando dos artistas que tinham tocado antes e fazendo pouco caso do seu público, eu mesmo não tive saco de ver 'aquilo' até o fim e me debandei de lá dando de ombros pra aquelas 'palavras ao vento'.

Jão (R.D.P.)

Ivan Busic (DR. SIN)

DR. SIN ao vivo


MADE IN BRAZIL ao vivo

Linha de frente do MADE

Rick Vechionne (MADE)

Edu Ardanuy (DR. SIN)

  O saldo da festa foi muito positivo, apesar de tudo, até hoje aquela festa é comentada e lembrada com alegria por quem esteve lá (um público que poderia ter sido muuuito maior mas que não obteve o apoio de certos grupos de 'rockeiros' da região, que, ao invés de prestigiarem um verdadeiro show de Rock, preferiram ir a um encontro de motos qualquer que rolou naquele mesmo fim de semana na região, só porque era de graça para ouvir aqueles covers de sempre, lamentável!), e alguns anos depois nós ( a equipe do Coda) deu de cara com o Gordo num evento em São Paulo e ele cortou caminho do Eduardo (talvez lembrando do que aconteceu), enquanto nos shows do MADE IN BRAZIL e do DR. SIN sempre somos muito bem recebidos, inclusive nos camarins, até hoje!
  Essa festa levou o nome CODA ON LINE para outras cidades e regiões do nosso país, tento cobertura da imprensa especializada (né Fábio Kill?) e nos proporcionando momentos impagáveis na história do ROCK DA BAIXA MOGIANA!

Oswaldo Vechionne dando autógrafos nos bastidores da Rádio



   À seguir, cenas do público fiel que sempre fazia as Festas do Coda valer à pena:





Distribuição de camisetas do CODA ON LINE



domingo, 1 de janeiro de 2012

Projeto Coda 3: KORZUS- A Lenda viva do Metal Nacional!



  Em 1999 surgiram boatos de que o KORZUS, seminal banda da história do Metal Nacional viria tocar em Mogi Guaçú pela primeira vez, mas não pelas mãos da equipe do Coda e sim por terceiros, inclusive foi divulgado pelo próprio Korzus no extinto programa da TV Cultura 'Turma da Cultura' que sempre levava bandas para tocar lá ao vivo todo dia às 18hs e o Coda também divulgou, aliás todo mundo já esperava por eles na nossa cidade, mas nada aconteceu e até hoje não sabemos o porquê que o Korzus não tocou por aqui na época.

KORZUS (no camarim da Tempo Clube)

  Eis que em 2001, com o sucesso do show dos Velhas Virgens na bagagem Eduardo Maia e Williams Rogério se encontraram com Sílvio Golfetti (guitarrista fundador da banda e que hoje infelizmente esta fora da banda por problemas de saúde) em Mogi Guaçú mesmo para negociarem a vinda da banda pra essas terras e deu certo, em 31 de Março de 2001 (menos de 2 meses após o segundo Projeto Coda) o Korzus tocaria no Terceiro Projeto Coda para divulgar seu disco ao vivo 'Live at Monsters of Rock' gravado na última edição do festival no Brasil em 1998 e as bandas de abertura eram nativas da cidade mesmo e tinham um som similar à grande atração da noite, a saber, Insígnia, banda formada em 1999 sob o nome de Trendkill por Rafael (v) e Elery Gomes (bt), também contavam com Digão (bx) e as guitarras de Hudson (ex-D.B.T.) e Gustavo (irmão de Rafael que antes tocava baixo e agora assumira a guitarra com louvor) e a outra banda era o Collapse NR formada por Djamy (g), Tomás (bt), Marcelinho (bx) e Donegá (v).

Insígnia (Gustavo, Rafael, Elery, Digão e Hudson) ao vivo
  Essa foi a única edição do Projeto Coda do qual eu não participei ativamente nos bastidores no dia do show devido à uma dor de dente insuportável que me atacou no dia e quase me excluiu da platéia também, mas não, fui ao menos assistir, afinal ajudei a divulgar com empenho, inclusive levando o baterista do Insígnia Elery Gomes aos estúdios do meu programa 99 Rock Machine para uma entrevista uma semana antes do show, e queria ver de perto mais esse sucesso do Projeto Coda. No dia seguinte a minha cara estava deformada devido ao inchaço do meu dente, o que resultou em um belo canal na segunda feira, mas eu estava lá conferindo de perto.
  Por causa dessas e de outras não acompanhei bem os bastidores desta festa, só me lembro da entrevista deles na rádio para o Eduardo Maia que ouvi de casa mesmo,
Sílvio, Eduardo e Dick na Rádio

Korzus, dando entrevista ao vivo nos estúdios do Coda
de ter conversado um pouco com Silvio Golfetti que estava com uma camiseta belíssima do RUSH do disco 'Test for Echo' de 96 e ter cumprimentado o Dick Siebert (baixista e fundador do Korzus). Então resolvi recrutar o vocalista Rafael Bensi da banda Insígnia (que está voltando aos poucos à ativa depois de alguns anos parada) para nos falar um pouco das lembranças que ele tem daquela noite de sucesso do Projeto Coda e das bandas envolvidas:
 "Sobre o show do Korzus no Projeto Coda, posso dizer que são várias as lembranças legais, pois os caras foram super humildes com a gente (Insígnia) e com o pessoal do Collapse NR que também tocou naquela noite.
  Uma passagem legal que me lembro é que fiquei um bom tempo conversando com o Sílvio Golfetti sobre o S.P.F.C., pois ele é São Paulino roxo, assim como eu e debatíamos sobre o time e etc... mas o que mais marcou foram os elogios que recebemos dos caras no backstage quando terminamos nosso show, que foi relativamente curto. Lembro que o Rodrigo, batera do Korzus, elogiou muito nossa performance, dizendo que tínhamos muito potencial e que deveríamos continuar investindo e trabalhando pelo Metal Nacional. Ouvir esses elogios foi muito importante para o Insígnia, pois continuamos por mais alguns anos tocando, mesmo com todas as dificuldades que sempre encontramos. As histórias ilícitas vou deixar de lado, pois o blog é sério e de respeito...kkkkkkkkkk...
   O Projeto Coda foi, sem dúvida, uma iniciativa de caras que sempre batalharam pela música  pesada e nesse sentido, reafirmo meu respeito e agradecimento à toda equipe do programa que  se tornou um clássico na região!!!! Hail!!!!"
Rafael Bensi (vocal da banda INSÍGNIA)
Rafael Bensi


  Dada essas considerações do Rafael, um grande fã de Black Sabbath que era um membro fixo daquela turma que falei lá no primeiro e segundo posts, que visitava o Coda com a gente quase todo fim de semana, afinal o Rafael morava bem perto da Rádio naquela época, eu me lembro de ter ficado impressionado com a precisão cirúrgica das 'paradinhas mortais' no meio dos sons da banda pro Pompeu (vocalista da banda) atiçar a galera com stage divings matadores além do tradicional 'wall of death' que ensandecia a platéia numerosa que pintou na casa naquela noite (abaixo das expectativas e abaixo da bilheteria anterior, mas mesmo assim bem numerosa e insana) que ia de velhos Headbangers até novos rockers da geração grunge, de velhos e novos Punks até playboys e patricinhas curiosas e bem vestidas, imagina a miscelânea? 

Korzus com Integrantes das bandas Insígnia e Nervous com o Collapse ao fundo

presença constante nos shows do Coda

Do lado de um casalzinho bem vestido e comportados passava um cara de moicano empinado ou um velho headbanger arrebentado que acabou de pular do palco no meio da galera, tudo na mais perfeita harmonia, esse é um ponto que vale ressaltar, em todos os Projetos Coda não me lembro de haver nenhum tipo de estranhamento e violência nem dentro nem nos arredores da casa, o que nós sabemos que é normal, mas para a maioria das seres humanos é incabível em um show de som extremo como esses.
  Resultado financeiro e de bilheteria, como eu já falei, abaixo do esperado, mas nada que fizesse os mentores desistirem do Projeto, apenas deram um tempinho maior pra organizar outro, que seria o maior de todos em termos de tamanho físico e artístico, espere o próximo post e surpreenda-se...