Blog dedicado a reais fãs de ROCK AND ROLL e HEAVY METAL em geral.
Música boa você encontra aqui.
Sejam bem vindos os apreciadores deste Estilo de Vida. Aos detratores, por favor pulem pro próximo blog.
Corria o mês de Janeiro de 2005, o Coda On Line
tinha encerrado pela segunda e última vez as suas transmissões (que estavam
ocorrendo pela Nova Onda FM no ano anterior) e eis que Eduardo Maia me liga
avisando que em Março ocorreria a segunda edição do Encontro de Motos de Estiva
Gerbi (cidade vizinha a nossa e ex-distrito guaçuano) e que os organizadores
Flávio e Marcos tinham contatado ele para a direção artística do evento, ou
seja, escolher as bandas. No ano anterior tinha rolado a primeira edição muito
bem sucedida da qual eu tinha feito uma participação mínima no palco e nas
reuniões, então eu já conhecia superficialmente os organizadores e a estrutura
do evento, sendo assim
Flávio, um dos organizadores
Eduardo me convidou a ajudá-lo na escolha das bandas e o
primeiro nome que me veio à cabeça foi BARANGA (grande banda de São Paulo que
estava no seu segundo disco "Whiskey do Diabo"), banda composta por
nomes familiares à nós como Paulão Batera (ex-CENTÚRIAS, HAPPIA, etc...), Deca
(guitarras ex-PITBULLS ON CRACK) Ricardo 'Soneca' Schevanno no baixo que é
irmão do nosso amigo Marcello Schevanno (CARRO BOMBA e ex-PATRULHA DO ESPAÇO) e
o vocalista e guitarrista Xande que eu tinha conhecido uns anos antes num show
da PATRULHA em Campinas. Ainda sugeri a vinda do BURLESQUE PLAYHOUSE de Itapira
e da minha recém formada banda GAMBIARRA SANGRENTA (sim, o nome era idiota, mas
acabou combinando) que, além de mim, era composta por Robert Simoso na
guitarra, Cristiano Minhoca (baixo ex-LETAL) e Fredd Cassiano (batera que tocou
comigo até o fim do WILD SHARK).
Como uma coisa chama a outra, O BARANGA
puxou o CARRO BOMBA recém formada banda do irmão do Soneca, como eu já falei, o
Eduardo se lembrou do ANONIMATO de Itapira também (que tinha aberto o show do
INOCENTES no Projeto Coda de 2002 ao lado do LETAL que tinha o Cristiano que
estava tocando comigo), já que teríamos o ANONIMATO e o BURLESQUE PALYHOUSE de
Itapira, sugeri que viesse o KISS COVER 'LOVE GUN' também de lá que tinha o
guitarrista 'ACE' Fernando Bazani que também tocava no ANONIMATO, além do fato
de Mauro Cintra do BURLESQUE PLAYHOUSE já ter tocado no KISS COVER, ou seja,
ligações perigosas!
Fechando o cast do dia principal (ou seja,
Sábado) viriam também de São Paulo as bandas 1853 e TOMADA, todas amigas das
outras duas da capital.
Para o primeiro dia Eduardo recrutou as
bandas MUZZARELAS (veterana banda de Punk de Campinas), THRAM (Thrash-Metal de
São José dos Campos), ainda no campo Thrash a nova MAD DRAGSTER de São Paulo
que esteve em nosso programa um ano antes e acabamos criando certa amizade e
que, com certeza foi a que roubou a cena naquela primeira noite de 18 de Março
de 2005. Após essas 3 pedradas veio um belo cover do DEEP PURPLE de Piracicaba
chamado FIREBALL e por fim uma banda de covers de Hard Rock da cidade de Aguaí
chamada Mr. HANKEY (que por fim ficou marcada como a única banda que falou mal
do Evento em si até os dias de hoje 7 anos depois, eles devem ter tido seus
motivos...).
O Sábado começou animado com caravanas de
motoclubes de todas as partes do estado e algumas até de outros estados. Flávio
e Marcos disponibilizaram várias tendas-restaurantes de primeiríssima
qualidade, com comida caseira, várias cozinheiras e limpeza impecável, coisa
que nunca mais vimos em nenhum Encontro de Motos seja onde for. O motivo era
bem prático e simples: com toda renda revertida para a APAE e entidades
semelhantes da cidade, a cozinha ficou por conta das funcionárias dessas
entidades que receberam toda verba alimentícia, uma ótima sacada que fez todos
saírem satisfeitos.
Logo pelas 14 hs os itapirenses da banda
ANONIMATO subiram ao palco e por lá ficaram por 2 horas, detalhe, tocando com
uma bateria sem os pratos, sim, pois o baterista Cristiano 'Grilo' esqueceu os
pratos e chegando lá não tinha nenhuma banda presente para emprestar os pratos,
pois eles seriam a primeira banda do dia, digno de nota!
1853 e GAMBIARRA SANGRENTA
A segunda banda do dia seria às 16 hs e era
um catado chamado GAMBIARRA SANGRENTA composto pelo guitarrista mogimiriano
Robert Simoso, o baixista ex-LETAL Cristiano 'Minhoca', e os dois ex-WILD SHARK
eu (Alexandre nos vocais) e Fredd Cassiano (bateria). Como nossa banda tinha
sido formada à poucos meses tocamos apenas covers de bandas díspares como MC5,
URIAH HEEP, NAZARETH, ANTHRAX e até VENOM, além de lados B de bandas como VAN
HALEN "Ain't Talk 'Bout Love", KISS "Cold Gin", TWISTED
SISTER "Stay Hungry" e BLACK SABBATH que abria o show com
"Sabbath, Bloody Sabbath" e logo de cara a bateria de Fredd começou a
desabar do praticável suspenso que tinha sido montado no fundo do palco com
tábuas mal apoiadas e que, com as pancadas de Fredd nesse som do SABBATH fez
tudo tremer e logo no meio da música se via pratos de ataque caindo pros lados,
Cristiano saindo de perto com seu baixo e eu e Robert continuamos a tocar
guiando o Fredd para a música não parar, lindo demais de ver! Aliás você pode
ver no Youtube, já que nosso show foi filmado pelas mãos de Eduardo Maia Filho
(o Eduzinho) enquanto seu pai, Eduardo Maia estava sentado ao lado da torre de
som apresentando as bandas com a perna engessada até a cintura quase, e gravado
o áudio direto da mesa, basta você digitar GAMBIARRA SANGRENTA no Youtube e
encontrará esse nosso único show que ficou na história!
vídeo do show da GAMBIARRA SANGRENTA
Lá pelo meio de nosso
show, percebi que começaram a surgir grupos de cabeludos e rockers do lado
esquerdo do palco, era o pessoal das bandas 1853 e BARANGA que acabavam de
descer do 'Magic Bus' que foi fretado pela organização do evento para buscar as
4 bandas de Sampa que tocariam naquele dia, além dessas duas ainda vieram o
pessoal das bandas CARRO BOMBA e TOMADA e mais amigos como Sylvio Passos,
presidente do "Raul Seixas Oficial Fã Clube" desde sempre e membros
de bandas amigas como STRANGEWAYS...
Ao descer do palco fomos interceptados por
Alê Frata, Fábio Hoffman e Bio Fonseca do 1853 e a namorada de um deles que os
acompanhava soltou a seguinte frase: "Nunca pensei que viria ao interior
de SP e encontraria uma banda tão legal tocando cover de bandas como NAZARETH,
VAN HALEN e VENOM!" Além dessa frase um casal de meia-idade cercou nosso
baixista Cristiano parabenizando-o e dizendo que tinham ido às lágrimas quando
tocamos "Suicidal Man" do URIAH HEEP pois tinham se conhecido ao som
dessa música na juventude. Esse tipo de coisa que vale a pena sair pra tocar
por aí!
Cristiano 'Minhoca' relembra agora como foi
essa experiência: “Então Alexandre, foi muito bom fazer esse som com
vocês, grandes amigos Fredd, Robert e você. Foi bem na
"Gambiarra" mesmo, eu já não estava nem tocando mais, mas
não pude negar esse convite. Pena que foi só um ano na Estiva, uma cidade que
Curte o Rock'n Roll!
Abraço a todos e um grande agradecimento ao CODA ON LINE e TOCA DO SHARK: As
BANDAS REGIONAIS precisam de vocês!”
CristianoLetal
membros do CARRO BOMBA e TOMADA no Magic Bus
Após a
nossa apresentação sobe ao palco no começo da noite já, a primeira banda de São
Paulo, a recém formada CARRO BOMBA que continha Fabrizio Micheloni (voz e
baixo), Ricardo Bonx (voz e Bateria) e Marcello Schevanno (ex-PATRULHA DO
ESPAÇO na voz e guitarra) fazendo um Rockão nervoso e virulento na base do
power-trio que estava todo impresso em seu auto-intitulado primeiro CD que
acabava de sair do forno, ao qual fui agraciado pelas mãos de Marcello que me
levou até o ‘Magic Bus’ pra pegar o tal disco autografado pelos outros dois
membros da banda. Só de entrar naquele busão já valeu o rolê, tava todo mundo
lá, bebendo, conversando, cantando, contando histórias, jogando carteado ou
simplesmente bundando após muita ‘Pinga no Bambú’, descoberta pelos caras do
TOMADA e BARANGA!
1853 e BURLESQUE PLAYHOUSE
Já era mais
de 19hs quando os Itapirenses do BURLESQUE PLAYHOUSE banda na época composta
por Mauro Cintra (guitarra/voz), Breno Bolan (baixo) (in memorian), Danny Poison (guitarra) e
André Brunialti (bateria), mas subiu no palco em trio, pois
Danny Poison estava com o braço quebrado. Mesmo assim, transformaram aquele
palco num inferno Glam Rock, cheio de atitude e pegada proto-punk à lá STOOGES,
MC5 e T-REX. Segue as palavras de Mauro Cintra sobre aquela festa: “As lembranças daquele show são ótimas!!!
Palco bacana e som idem, bom público e excelente organização.
E foi uma honra partilhar o palco com tantas bandas legais naquela noite como o
BARANGA, o TOMADA e o 1853.
Bons tempos em que pipocavam bandas novas e geniais em vários shows e festivais
lotados!
Hoje ,em tempos de internet, com acesso a qualquer novidade com um click, o
público absurdamentesó tem
interesse por bandas covers, tocando as mesmas músicas over and over again,ao invés de buscar novas expressões
criativas...”
vista geral BURLESQUE PLAYHOUSE
Mauro BURLESQUE PLAYHOUSE
Mauro e Breno em ação (BURLESQUE PLAYHOUSE)
Das 20hs às
21hs rolou a pausa para o jantar e a socialização entre músicos, fãs de Rock
and Roll e motociclistas (que por incrível que pareça, faziam de tudo para se
distanciarem de nossa classe, ou seja, do meio do recinto para a frente estavam
os músicos e fãs de Rock e láááá no fundo do enorme recinto estavam concentrados
grandes grupos de motociclistas, muitos criticando as bandas por tocarem poucos
covers...
Alpendre, Soneca, Marcello Schevanno eu e um bico ao lado do Magic Bus!
Paulão BARANGA e Alê 1853 no Magic Bus
o que acontecia é que realmente a maior parte das bandas ali eram de
material próprio e quando tocavam covers eram de reais pérolas do Rock
desconhecidas do povão, como por exemplo o 1853 que tocou “Love Removal Machine”
do THE CULT em detrimento à “Born to be Wild” do STEPPENWOLF ou o BARANGA que
tocou “Negro Gato” do ROBERTO CARLOS numa versão Rockão do bom em detrimento de
alguma do CCR).
TOMADA e amigos cantando "Humble Pie"
Ricardo Alpendre - TOMADA
TOMADA
TOMADA "Abaixo o Aceleráço!"
Na volta da
pausa fomos agraciados com a presença da nova banda paulistana TOMADA que
estava promovendo seu primeiro play “Tudo em Nome do Rock and Roll” de 2003 com
os pés cravados em terrenos como HUMBLE PIE, BAD COMPANY, ALLMAN BROTHERS, e
bandas bem lado B. A banda formada na época pelo crooner Ricardo Alpendre nos
vocais, Keko Freire (bateria), Pepe Bueno (baixo) e Rodrigo Casais (guitarra),
esse um personagem à parte que várias vezes em meio ao show regado de ‘Pinga no
Bambú’ proferiu a seguinte frase: "NÃO É PERMITIDO FAZER ACELERAÇO
AQUI NO FESTIVAL. NÃO PODE... FAZER ACELERAÇO..." referente ao fato
do evento ser adepto da campanha ‘Zueira tô Fora!’ que faz de tudo para banir
os arruaceiros desse tipo de evento. Acabou virando jargão no show do TOMADA.
Na sequência veio o 1853 com um dos melhores
shows da noite. Fábio Hoffman (ex-Koolú) na voz e guitarra, Bio Fonseca no
baixo e voz, Alê Frata na bateria e voz e Tatá Pelegrini (guitarra/violão e
voz) marcaram a noite com o seu Hardão calcado no KISS e AEROSMITH registrado
em seus 2 discos “Melvin Bell...” e “Rápido, Antes que as Moscas Cheguem”, além
das versões explosivas de “Love Removal Machine” do THE CULT, “Crazy Train” de
OZZY e “Ace of Spades” de vocês sabem quem cantada pelo baixista Bio Fonseca
para fechar o show dos infernos que fizeram lá como descreve aqui o baterista e
fotógrafo Alê Frata: “Foi muito bom tocar em
Estiva. Naquele busão que saiu super cedo no sábado 19/3/2005, da casa do Paulão
Thomaz, batera do BARANGA, estava a nata do Rock Brazuca dos anos 2000. TOMADA,
BARANGA, CARRO BOMBA e 1853 rumo ao interior paulista pra tocar Rock'n'Roll, nada
melhor!
Sylvio Passos, Paulão, Tatá Pelegrinni e Alê
Assim
que chegamos, a GAMBIARRA SANGRENTA, 2ª banda estava no palco e ainda faltavam
algumas pra chegar a vez do 1853. O meu amigo Sylvio Passos me trouxe a feliz
notícia que a ‘Pinga de Bambú’ era apenas 1 real e o Xande do BARANGA descobriu
um bar que tinha cerveja em garrafa. Quando me dei conta, estava meio
chapado (meio é modo de dizer, estava bem chapado) pra encarar aquele público
imenso, e o show do TOMADA estava por terminar e seríamos os próximos. Quando
encontrei meus irmãos do 1853, percebi que eu não era o único chapado. Melhor
assim. Chegando nossa vez, subimos no palco após o tradicional grito de guerra
da banda e fizemos um dos melhores e mais marcantes shows da história da banda.
Um mês depois, como presente, recebemos a gravação do show, que foi carinhosamente
batizada como "Pirata Oficial". Disponibilizamos em nosso site para
download gratuito, de tão legal que ficou. Foi uma experiência incrível,
daquelas que nos faz sentir muitas saudades da estrada.
Abraços.” Esse show foi realmente gravado por mim
em MD direto da mesa de som, assim como o do BARANGA também e após uns meses
enviamos uma cópia para cada banda e o 1853 realmente lançou na internet depois
o arquivo de graça para os fãs com capinha exclusiva e tudo.
BARANGA em ação!
Vocês perceberam
que vários músicos que tocaram nesse evento fizeram questão de participarem
desse post, pois, até os dias de hoje, quando a gente se encontra na estrada
eles perguntam se não haveria a possibilidade de rolar de novo de tão bom que
foi, dito isso, tirem vocês suas conclusões de como era boa a estrutura.
Após a meia-noite eis que sobe ao palco os
paulistanos do BARANGA, Xande, Deca, Soneca e Paulão começaram o show lotadásso
à essa altura do evento com um clássico esquecido da tia RITA LEE que diz muito
sobre nós, “Orra Meu” seguido de faixas inéditas do disco que viria pela frente
“Whiskey do Diabo” e do début auto-intitulado de 2003, músicas que viraram
hinos do underground paulistano como “Maverick” e “Mulher de Pagodeiro” além de
versões de clássicos do Roquenrou brasileiro (como eles diziam) como “Negro
Gato” de ROBERTO CARLOS, “Gasolina” do MADE IN BRAZIL, “O Bom” de EDUARDO
ARAÚJO e até FABIO JR. entrou na bagunça
com uma versão rockeira de “Carona” que a banda gravou na sua primeira demo de
2001, antológico!
Soneca com
a palavra agora: "Foi bem legal participar deste festival, pois estávamos
divulgando o segundo CD,”Whiskey do Diabo”, com a felicidade de dividir o palco
com mais três bandas que seguram a bronca do Rock Brasileiro feito em
Português: CARRO BOMBA, TOMADA e 1853. Muito bom pegar estrada com bandas das
quais nos identificamos. Valeu!”
Logo após o
BARANGA a festa foi encerrada com a grande LOVE GUN KISS COVER de Itapira,
composta por Edu Colferai (Gene Simmons), Fernando Bazani (também do ANONIMATO
e hoje do MR. SPEED como Ace Frehley), Eduardo (baterista que interpreta Peter
Criss) e Everton Coraça (Paul Stanley que tocava no HARD ATTACK e hoje está no
MR. SPEED com Fernandão). Com a apresentação de Vagner Aguiar bradando a frase
clássica : “You Wanted the best, you got the best...”, uma riqueza de detalhes
incrível e pirotecnia digna do KISS eles fecharam a noite numa puta festa a céu
aberto que valeu muito a pena de ser visto e vivido!
Reparem que
eu dei uma grande ênfase ao segundo dia, pois gosto de falar sobre o que
vivenciei e esse dia todo eu marquei presença em todas as áreas do evento.
Já no dia
20/03, o domingo foi chuvoso, o que prejudicou a festa como um todo, dado que
era um encontro de motos ao ar livre, então muita gente debandou, outros, como
eu, não conseguiram ir ao evento e ao que se diz o sol apareceu somente durante
o show da principal banda do dia, o TUBAÍNA (ex- Tubaína do Demônio) que fez
uma bela e humorada festa com suas tiradas clássicas sobre as cidades do
interior paulistano, vale a pena dar uma pesquisada na net sobre as músicas do
TUBAÍNA. Nas palavras debochadas da banda, que até hoje se encontram no site
oficial deles: “Estiva Gerbi 20/03/2005 - 852 motociclistas, 28 crianças, 6
metaleiros, 2 bêbados e um pai evangélico que mandou a filha devolver o CD!
Show muito bacana, num festival de motociclismo.
Parecia macumba: a chuva parou bem na hora do nosso show e começou de novo
assim que terminamos a última música! Destaque para a "Galera do Metal"
de Estiva Gerbi, que dançou até “Nem!””
Ainda no
domingo tivemos as bandas covers ANARKILÓPOLIS DE Limeira que foi a primeira do
dia às 14hs, seguido pelo TUBAÍNA e as 100 PATENTE também de covers para
motoclubes de Estiva Gerbi mesmo e a BR-116 também de SP e que deve ter feito a
festa dos motoclubes restantes.
Essa festa
ainda tem muito mais história para ser contada, o problema é a gente lembrar de
tudo e compactar num post de blog.
100 PATENTE
100 PATENTE
BR 116
Encerro
aqui um capítulo especial na Cena Rocker da Baixa Mogiana que foram os
Shows/Eventos idealizados e levados à cabo pela Equipe CODA que, nas pessoas de
EDUARDO MAIA e JÚNIOR PESSINE fizeram muito mais do que qualquer pessoa pela
nossa cena! A Equipe CODA ainda tinha membros oficiais como André Luiz,
Alexandre Quadros (eu), Adilson e Beto Bian (os Bian Brothers), Léo Brito,
Williams Rogério, Eduardo Maia (Eduzinho, filho do homem), Edivaldo ‘Nê’ Maia
(fotógrafo oficial dos eventos), Délcio Padovani e Vagner Aguiar, além dos
amigos de outros programas, bandas e público em geral que se eu for citar
nomes, esquecerei o nome de algum e cometerei injustiças, então fica por isso,
VOCÊS SABEM QUEM VOCÊS REALMENTE SÃO, OBRIGADO POR TUDO!
Ainda nos
anos de 2008 e 2009 Eduardo tentou retomar o Projeto Coda, mesmo com o Programa
fora do ar, com a banda das VELHAS VIRGENS e abertura do KEROZENE e TIO VÉIO em
2008 e MASSACRATION com abertura das bandas mogimirianas AHI-5, BARBÁRIA e o
LOVE GUN KISS COVER de Itapira em 2009, mas não funcionou muito bem e não teve
o mesmo brilho dos eventos de outrora, também eram outros tempos...
Corria o ano de 2002 e o Coda já estava no ar ininterruptamente desde 1998, ou seja 4 anos, mas neste ano alguns sinais de desgaste começaram a aparecer, um deles foi uma tentativa de censura imposta pela 'direção' da Rádio na época, uns paus mandados de políticos retrógrados que se achavam os donos da verdade. Por exemplo, em Março desse ano, eu apresentei uma edição especial da "Enciclopédia do Rock" dedicada aos recém falecidos Paul Ballof (EXODUS), Chuck Schuldiner (DEATH) e Randy Castillo (OZZY, MÖTLEY CRÜE) e no calor do momento soltei uma frase que dizia o seguinte: "Pagodeiro que deveria morrer não morre!", pra quê? Um velho rabugento que era da direção subiu o morro e foi lá pessoalmente arrumar rolo com o Eduardo e a equipe toda dizendo que os pagodeiros também eram ouvintes da Rádio e não poderíamos falar coisas como aquelas, mas peraí, desde quando pagodeiro ouve programa de Rock? Outro exemplo, certa vez esse mesmo elemento subiu até a Rádio no nosso horário e deu de cara com alguns amigos nossos, membros de bandas conhecidas da região, mas todos devidamente tatuados e com seus piercings não foram bem vistos pelo 'distinto senhor' que chamou Eduardo num canto e lhe questionou a presença de tais elementos nas dependências da Rádio, insinuando que poderiam ser maus elementos e meliantes....Esse tipo de coisa foi nos enchendo o saco e se tornou o estopim para que (entre outros motivos) no fim desse mesmo ano decidíssemos encerrar as transmissões do Coda por um certo tempo, mas não sem antes escrevermos mais um capítulo da história do Coda (inconscientemente). Mais ou menos em abril ou maio e nós começamos a ouvir boatos da vinda do RUSH pela primeira vez ao Brasil, eis que lá pelo mês de julho ou agosto demos em primeira mão no Coda a notícia oficial de que o RUSH viria sim ao Brasil e uma das datas era em novembro no Morumbí. Eu, na época, tinha meus contatos espalhados pelo Brasil, sabe aquela velha história de você conhecer alguém que conhece um outro alguém que é um figurão das gravadoras e afins? Então, é bem por aí que eu acabei recebendo de fonte mega-segura um e-mail falando sobre esse assunto e eu soltei no Coda. Ficamos todos eufóricos, pois, quem era discípulo seguidor do programa sabe da importância que o RUSH exercia sobre a programação do Coda. O tema de abertura sempre foi 'Spirit of the Radio' além de usarmos tantas outras como trilhas, como 'Big Money' etc... Eduardo Maia, o mentor do programa é o maior fã do RUSH que conheço, acompanha a banda desde sempre e ele e o Júnior viram os 2 shows da banda no Brasil na época, Sampa na sexta dia 22 de Novembro e no dia seguinte voaram até o Rio de Janeiro pra ver o outro show, o qual virou DVD e CD.
Propaganda em contracapa de revista e com as datas erradas.
Propaganda que começou a sair em setembro no Jornal Folha de SP no formato pôster de 2 páginas
Mas não é só isso, assim que os ingressos começaram a serem vendidos nós compramos os nossos e ainda por cima organizamos uma excursão através do programa. Nós começamos a anunciar no ar e mandar o pessoal nos procurar pra adicionarem seus nomes na lista, pelo telefone da Rádio ou na loja da família do Júnior (que virou o QG oficial dessa excursão, onde as pessoas levavam a grana e os documentos necessários pra ingressarem nessa trip e onde eu e o Júnior acertávamos os detalhes burocráticos, negociações com a viação responsável). O ônibus que contratamos era de luxo e da maior viação da nossa região, tinha TV e VHS (na época era luxo pô!). Entre a equipe fixa do Coda, Eu, Eduardo, Júnior e André tínhamos amigos de longa data do programa e nobres desconhecidos, então precisava ser tudo dentro dos conformes, com documentos e afins. Eu que acabei indo até o escritório da Viação assinar o contrato de locação do ônibus (que teve o fundão transformado numa espécie de 'sauna' se é que vocês me entendem....heheheh) e como o show (que a princípio seria num sábado em SP) foi alterado pra uma sexta lá pelo mês de setembro, tive que negociar com minha chefia imediata da outra Rádio que eu trabalhava, pois sexta eu entrava no ar meia-noite e nesse dia eu não poderia estar em outro lugar senão dentro do majestoso Morumbí em SP. Como eu não tinha tirado férias neste ano ainda, eu negociei não as férias inteiras e sim somente a semana do show do RUSH e já tava de bom tamanho, só aquela semaninha alí e tava tudo certo, o resto eu pegaria em grana.
Júnior 'progressivo' Pessine como monitor de excursão (notem o detalhe: Geddy Lee na TV acima de sua cabeça)
Acertado o meu lado e os detalhes da excursão, na sexta-feira 22 de Novembro de 2002 começamos a migrar entre Mogi Guaçú e Mogi Mirim capturando os felizardos que iriam desfrutar logo mais à noite 3 horas diretas do melhor show internacional que teria rolado no Brasil até então. Chegamos em Sampa debaixo de chuva e logo nos separamos pois, cada um comprou um tipo de ingresso. O Eduardo e o Júnior compraram pista VIP, Eu, o Paulinho Batera (que na época tocava na banda Jesus.Com e hoje está na Diva Drive, além de sempre trabalhar vez por outra com algum cover do RUSH), o Carlinho (Pai Cigano) entre outros fomos pra Pista Convencional (ou seja, o gramado sagrado do Morumbi) onde encontramos mais alguns guaçuanos e o André e mais alguns foram pras cadeiras cobertas. Dentre os amigos do Coda estavam Adriano Marchiori e o finado Biscoitão, uma figura que sempre estava presente nos shows com ou sem a gente e faz muita falta (fica aqui a minha homenagem à ele que se foi em 2008).
Visão geral do Busão com o cast ainda incompleto (várias figuras carimbadas da região)
Sem ficar falando do show em si, pois isso você pode achar na internet e até no DVD oficial da banda, vou direto aos assuntos interessantes para nós. Devido à toda aquela chuva que vez por outra diminuía e virava garôa paulistana, eu não comprei o tour-book da banda e sim 2 camisetas oficiais e um adesivo do camelô só, e me arrependo até hoje, mas se eu tivesse comprado aquele tour-book ele teria se estragado, já o Júnior comprou. Bem na minha frente um grupo de argentinos irritantes estavam me tirando do sério, mas quando o show começou eles não duraram muito ali não, pois Show de ROCK é só para os fortes e destemidos. Colei na grade que dividia o gramado (da metade pra frente só tinha cadeiras, era a área VIP) e alí eu fiquei até o fim, sozinho, pois eu já tinha me separado dos outros conhecidos pra arrumar um lugar melhor na grade, e eu consegui esse lugar. Ali eu me deliciei com clássicos como 'The Trees', 'Closer to the Heart' (exclusiva pro Brasil) e 'By Thor & The Snow Dog' entre outras que nos emocionaram, além do solo de bateria do Neil Peart, que, na verdade foi uma aula e encheu o Morumbi de 'Air-Drums'!
Lotação esgotada (40 fanáticos)
Momentos que nos arrepiaram foram '2112' com 'The Temple of the Syrinx' e principalmente 'Spirit of the Radio' pois, apesar de estarmos cada um em uma área do estádio como já falei, nos ligamos psiquicamente ouvindo o hino do CODA ON LINE ao vivo por quem o criou e nos pegamos pensando, 'Porra, daqui a uma semana o programa vai acabar.' Após voltarmos pra casa, já era sábado e era dia de Coda On Line, mas dessa vez, e única vez, Eduardo Maia não estaria presente, pois voara para o RJ com o Júnior para verem o último show daquela turnê. Restou à minha pessoa e ao André apresentarmos o Coda sozinhos, o que deve ter dado o que falar àquele velho diretor da Rádio que só confiava em Eduardo e mais ninguém. Tocamos o nosso penúltimo programa com maestria na companhia do leal técnico de som Léo Brito e do Cristiano Minhoca (que tocava baixo e cantava na banda LETAL) e no final ainda relatamos verbalmente o que vimos na noite anterior aos ouvintes que nos ligaram aquela tarde inteira para falar de apenas 2 assuntos, o show do RUSH e o fim do CODA, que voltaria ao ar dali 1 ano e meio em outra emissora, mas isso é assunto pra outra hora.
Trio célebre, André, Eduardo e Júnior
Neste ano de 2003 que o Coda ficou fora do ar, nós mantemos a nossa amizade e nossos contatos e em meio a tudo isso, sem sabermos estávamos sendo visitados no site que ainda estava no ar e pessoas de todos os cantos ouviam as nossas reprises. Pois bem, eis que em 2004 quando voltamos ao ar recebemos uma ótima notícia da equipe da revista Dynamite de SP. Estávamos entre os 10 melhores programas de Rádio do ano de 2003 concorrendo ao "Prêmio Dynamite Melhores de 2003", mas como se estivemos fora do ar neste ano? Milagres da internet, o site se manteve no ar e as pessoas ouviam nossos antigos programas e assim a fama do Coda ultrapassou as leis gerais da lógica. Fomos convidados a participar do Coquetel da noite de premiação em São Paulo, mas isso é história pra outro post.
Exatamente dois meses e dois dias após o show dos INOCENTES na festa de
4 anos do Coda, eis que surge em Mogi Guaçú o GOLPE DE ESTADO para mais um show
épico e clássico do início ao fim, acompanhado de 3 fortes nomes da cena local,
inclusive essas 3 já tinham tocado em outras edições do Projeto Coda, a saber:
Fredd Cassiano (WILD SHARK)
WILD SHARK, minha banda, voltando com nova formação após 8 meses e com CD
lançado na praça fazia 11 meses, esse foi o segundo show desta formação que
além de minha pessoa nos vocais contava agora com Luciano (ex-DANÚBIO) no
baixo, Fredd Cassiano, renomado tatuador que acabava de regressar da Europa
onde tocou bateria na banda folk ARROYO e os guitarristas Rafael e Luis Cláudio
(ex-LE FOU).
Gustavo (INSÍGNIA)
O INSÍGNIA continuava com sua formação estabilizada (a mesma que
abriu o show do KORZUS em março de 2001) dando sequência nos trabalhos de
sempre divulgando seu CD também lançado no ano anterior e o LE FOU já tinha
tocado na abertura do show dos VELHAS VIRGENS junto ao WILD SHARK em 2001 mas
não apareceu nos cartazes e flyers devido à sua inclusão em cima da hora, agora
aparecia no cartaz conforme o figurino. Isso leva as bandas INSÍGNIA e WILD
SHARK a serem os dois únicos nomes a aparecerem 2 vezes em cartazes do Projeto
Coda. Infelizmente nesse show o baterista original da banda LE FOU, Ricardo,
não pode tocar seu instrumento original devido à um problema muscular e passou
para os teclados deixando a bateria nas mãos do conhecido batera Lé da ,na época
já extinta, banda LÉ'D ZÉ PAULIN.
Tudo acertado e devidamente divulgado por toda região, chega o
dia do show que também rolou na Tempo Clube e a banda antes de ir pro clube
passar o som vai direto pra Rádio dar sua entrevista ao vivo no CODA ON LINE
como já era de praxe, enquanto nós das bandas locais passávamos o som no clube
e tentávamos nos equilibrar no palco que ficou pequeno com a inclusão da mega
bateria de Paulo Zinner ao fundo, mas, tudo bem. Ainda na Rádio alguns fãs
apareceram para tirar fotos e pegarem seus autógrafos em LPs, revistas e CDs do
GOLPE DE ESTADO que vinha com os 3 membros originais Paulo Zinner (bateria),
Hélcio Aguirra (guitarra) e Nelson Brito (baixo) além do novo vocalista Kiko
Müller (ex-TOMATE INGLÊS) que substituiu Rogério Fernandes que gravou apenas 2
sons com a banda, substituindo o inigualável Catalau, vocalista e letrista
original da banda que hoje se encontra convertido evangélicamente.
Nos estúdios da Rádio concedendo entrevistas ao vivo
CD do Móbilis Stabilis que ganhei de Hélcio Aguirra
Hélcio Aguirra, Eu e Nelson Brito (de costas autografando CDs)
O clima, como sempre, de paz e tranquilidade e os papos corriam
soltos nos corredores da Rádio e também no quintal, área para os fumantes
envolvidos, falávamos de seus trabalhos de anos e anos no underground paulista,
novos projetos, nesse quesito Hélcio Aguirra conversava comigo e eu citei sua
apresentação no ano anterior no programa da TV Cultura Musikáos com seu projeto
instrumental chamado MÓBILIS STABILIS onde ele tocava ao lado de P.A. ex-RPM,
entre outros músicos tarimbados na cena nacional e disse que tinha gostado
muito do que vi quando ele sacou de dentro de sua mochila um exemplar do
CD-demo que tinham gravado naquela época e me presenteou com o mesmo, mas,
autografado, puta surpresa a minha naquela hora!
Nelson Brito (cara de bravo!)
Outro cara gente fina com quem
troquei altos papos foi o baixista Nelson Brito que falava comigo sobre BEATLES
(eu trajava uma camiseta deles na hora) e assuntos afins, já Kiko Müller, muito
talentoso, sossegado e de falar pouco estava justamente no estúdio ao vivo
dando entrevista ao Eduardo sobre seus projetos antigos e como ele foi parar no
GOLPE, juntamente com o batera Zinner que falava sobre seus trabalhos ao lado
de RITA LEE e sua PAULO ZINNER'S ROCKESTRA.
Chegando a
noite, o clima da Tempo Clube era muuuuuuuuuuuito bom e chegavam fãs de todo
interior paulista para apreciar a puta festa que foi essa noite. Nós, do WILD
SHARK abrimos a noite com o melhor do Hard/Heavy com os altos momentos
concentrados nas nossas versões de sons do T.REX, TED NUGENT e 'Man on the
Silver Mountain/Long Live Rock and Roll' do RAINBOW, tivemos alguns problemas
com a guitarra de Luís Cláudio, o que atrasou um pouco o fim da nossa
apresentação, pois o problema surgiu em meio ao nosso show, mas tirando isso,
foi uma grande festa a nossa apresentação. Seguidos pelo INSÍGNIA que veio
metendo o pé na porta com sua mescla de Heavy clássico com Thrash dando
ênfase em sons do BLACK SABBATH, PANTERA e 'Wratchild' do IRON MAIDEN que
chegaram a re-gravar na época de sua Demo.
INSÍGNIA ao vivo
Por fim o LE FOU se
apresentou como sexteto como eu já disse anteriormente. Infelizmente e
incrivelmente não temos muitas fotos desse evento como um todo, pouquíssimas
fotos foram resgatadas dessa noite, as que temos são escuras e das bandas de
abertura, as do show do GOLPE foram encontradas no site do fã clube oficial (http://www.golpedeestado.com.br/faclube/index.htm),
nos nossos arquivos somente fotos na Rádio, muito estranho isso ocorrer
justamente nesse que seria o último Projeto Coda em anos, seria isso um sintoma
de desânimo da equipe do Projeto Coda em relação ao futuro da nossa cena que
desmoronaria em pouco tempo? Fica a pergunta no ar...
Eis que o GOLPE DE ESTADO surgiu onipotente no pequeno palco da
Tempo Clube, logo de cara com 'Quantas Vão' do disco "Zumbí" de 1994
e emendada com 'Todo Mundo tem um Lado Bicho' que foi gravada com os vocais de
Rogério Fernandes para ser bônus no disco "10 Anos ao Vivo" de 1996.
Contando com a presença do casal Fausto e Alessandra do Fã-Clube Oficial (do
site que citei acima), um casal super gente fina, super 10 que perpetuam a obra
maravilhosa desta banda na internet e no Brasil afora também, sempre presença
marcante nos shows deles, o show do GOLPE, além de uma grande aula de ROCK e
Música em si, veio recheado de hinos do ROCK AND ROLL Brasileiro como 'Paixão',
'Pra Poder', 'Zumbí', a dobradinha ecológica 'Caso Sério/Olhos de Guerra',
'Sanguessugas' que o guitarrista da banda INSÍGNIA, Hudson Leterson cita como
sua preferida à seguir:“ Bom, quando fomos
convidados para participar do show do GOLPE DE ESTADO, junto com o WILD
SHARK, eu particularmente , fiquei muito feliz , pois sou fã dos caras de longa
data.
Hudson Leterson
Só guardo boas lembranças desse dia,
pois além do respeito mútuo entre todas as bandas participantes, todas
respeitando o tempo pré-determinado evitando assim atrasos indesejáveis à banda
Headliner que deu um show a parte, Hélcio Aguirra destruiu tudo e apesar d’eu
gostar muito do Catalau , o vocalista Kiko Müller fez muito bem o seu
papel...mas o ápice da noite foi a execução brilhante de ‘Sanguessugas’ . Só
tenho a agradecer por ter feito parte dessa noite junto aos meus irmãos da
banda INSÍGNIA .Valeu mesmo a todos que participaram e aos organizadores do
Projeto Coda: Respect.”
Hudsera Terrorchanchada (INSÍGNIA)
Após tantos hinos e hinos eis que surge o solo de bateria de Paulo
Zinner que deixa à todos de boca aberta, estupefatos com sua técnica apurada de
sensibilidade percussiva, incrível ver Zinner atrás daqueles pratos retos de
braços abertos com sua baquetas nas pontas das mãos, de longe parecia uma águia
pousada no banquinho da bateria, incrível!
Paulo Zinner em ação!
Seguido ao incrível solo de baixo Rickenbacker de Nelson Brito,
com timbre agudo e inigualável vem os últimos 3 hinos da noite 'Nem Polícia,
Nem Bandido' do disco de mesmo nome de 1989, 'Noite de Balada' de 1988 do
"Forçando a Barra" e 'Libertação Feminina' que foi lançado em seu
primeiro play de 1986 "Golpe de Estado".
Uma noite de deixar qualquer entusiasta do VERDADEIRO ROCK
BRASILEIRO embriagado de prazer sonoro e os saudosistas de alma lavada!
Infelizmente esse foi o último show promovido 100% pelo CODA ON
LINE enquanto esteve no ar, alguns meses depois desse show a gente jogaria a
toalha e o programa ficaria fora do ar por um ano... mas não sem antes promover
a excursão mítica para o show de uma banda idolatrada no Brasil e que nunca
tinha tocado por aqui em toda sua carreira, mas isso eu conto no próximo post.
Há, vocês querem uma dica? A banda gravou o tema oficial do Programa Coda On
Line. Aguardem...
CD do INSÍGNIA
CD do WILD SHARK
GOLPE DE ESTADO e INSÍGNIA
INSÍGNIA
Digão do INSÍGNIA
Nelson Brito & Paulo Zinner nos estúdios
Eduardo Maia (o responsável pelo CODA) e GOLPE DE ESTADO