sábado, 10 de novembro de 2012

KISS - "MONSTER" Apenas Rock and Roll!



KISS – MONSTER (2012) Universal Music Group
  1. Hell or Hallellujah/
  2. Wall of Sound/
  3. Freak/
  4. Back to the Stone Age/
  5. Shout Mercy/
  6. Long Way Down/
  7. Eat Your Heart Out/
  8. The Devil is Me/
  9. Outta This World/
  10. All for the Love of Rock & Roll/
  11. Take me Down Below/
  12. Last Chance/



  “Sem Frescuras, Sem Baladas. Apenas ROCK’N’ROLL a todo Vapor!”
  Essa frase veio estampada num selo vermelho que encontramos colados na capa do novo disco do KISS “Monster” e era justamente isso que os fãs do KISS gostariam de encontrar no novo disco da banda...e encontraram!
Após 3 anos o KISS volta imponente com um novo disco de canções inéditas e muito fortes diga-se de passagem.

Lançando disco em Livro gigante, exagerados como sempre!
  Com a colaboração de todos, o disco “Monster” chega pra botar ordem no KISS ARMY! Com produção de Paul Stanley e composições de todos os membros, ao que tudo indica, todos participaram ativamente da criação e gravação deste disco, ao contrário de “Psycho Circus” e anteriores.
  Apesar da cirurgia de correção vocal de Paul não ter resolvido 100% seu problema, ao menos 70% ou 80% ele melhorou em relação ao disco e turnê anteriores (“Sonic Boom” de 2009).
  Outro fator que agradou em cheio os fãs foi o fato da banda ter soltado um single bem antes do lançamento que dava claros sinais de que esse disco teria muitos elementos dos anos 70.
  E é justamente com esse single que o disco começa a rodar. ‘Hell or Hallelujah’ é uma canção poderosa de riffs que lembraram em muito ‘I Stole Your Love’ e canções daquela época de 1977. Com um puta refrão poderoso é óbvio que se tornará presença constante nas próximas turnês e subirá ao posto de hit da KISSTORY!
  Com ‘Wall of Sound’ Gene chega devagar, uma boa música mas com cara de “Sonic Boom” requentado...
  Já com ‘Freak’ a banda dá mais indícios de anos 70 logo na intro da guitarra que lembrou de cara ‘Wild Thing’ do grupo THE TROGGS, mas na versão HENDRIX! Mas pára por ai, pois a canção é atual e tem um belo refrão...

Versão em CD simples
  Em ‘Back  to the Stone Age’ sim Gene aparece com todo seu poder de fogo, baixão marcante e gritos de primeira pra começar a destruição com uma letra típica do ‘Demônio’....belas guitarras aparecem aqui e acolá. Ponto positivo.
  Gostei também da seguinte ‘Shout Mercy’, não se parece com nada que o KISS tenha feito antes, é muito boa, pra cima, bem a cara de Paul Stanley que a canta muito bem... mais uma vez destaco as guitarras que estão a cara do KISS mesmo e Tommy Thayer  (que co-escreveu 8 canções das 12 do disco e mais uma totalmente sua) está relativamente se distanciando daquela cópia descarada de Ace Frehley que ele era em “Sonic Boom”, além do ótimo refrão.
  Em ‘Long Way Down’ a banda dá mais uma pista de suas influências setentistas usando aqui uma introdução que nos remete imediatamente à ‘Out on the Tiles’ gravada pelo LED ZEPPELIN no seu terceiro disco. Durante a canção temos mais umas pitadinhas de guitarras claramente influenciadas por Jimmy Page, já que Paul Stanley nunca escondeu de ninguém ser fãzáço do LED.
  ‘Eat Your Heart Out’ é um ótimo e dançante tema de Gene Simmons (essa ele assinou sozinho) que poderia estar tanto em discos como “Dressed to Kill” ou “Rock and Roll Over”  dos anos 70, como em “Hot in the Shade” de 1989. Um belíssimo Rockão daqueles que o refrão gruda na sua cabeça pra sempre! Já nesse tema Tommy volta a chupinhar os solos de Ace, não adianta elogiar, cedo ou tarde ele voltaria a encarnar o Spaceman, afinal ele é pago pra isso né?
  ‘The Devil is Me’ é mais uma ótima canção de Gene Simmons em que ele encarna o Demônio dominador, mas nunca como antigamente. Esqueça canções como ‘Unholy’, ‘War Machine’ ou até mesmo ‘Hate’, aqui tá mais praquele Gene do “Hot in the Shade”, o que não é nada ruim...mas poderia ser mais demoníaco...
   ‘Outta This World’, é o tema de Tommy Thayer no disco. Tommy escreveu e cantou, muito boa a música e a voz dele é bem próxima da do Gene, mas ainda não largou mão de ser uma cópia do Ace, tanto na letra como no solo...mostre sua persona cara!


  ‘All For the Love of Rock & Roll’ escrita por Paul Stanley para Eric Singer cantar é sem dúvidas a melhor música do disco. ROCK AND ROLL com letra maiúscula, típica canção que caberia em “Rock’n’Roll Over”, com Eric cantando muito bem, mostrando sua voz direito pela primeira vez na KISStória!
  Gene volta cantando muito em ‘Take me Down Below’ que deveria ter um refrão melhor, mas mesmo assim é um belíssimo tema em que Paul Stanley divide os vocais com ele, como em ‘Shout it Out Loud’ entre outras... Tem tudo para entra no set list da banda.
  O disco se encerra com a enérgica ‘Last Chance’ que tem uma puta pegada e Paul Stanley cantando em forma, resta saber se ao vivo ele vai garantir ela.
  Em resumo, um grande lançamento, belíssimo disco para fãs do KISS, seja novos fãs como para os antigos membros do KISS ARMY, mas como sempre terá gente que vai reclamar muito, essas são as viúvas doas anos 70 ou 80...

Versão CD-Book. O Brasil não foi esquecido!
  Ainda em tempo, esse disco foi lançado em várias versões pra acabar com a grana de qualquer fanático...saiu em CD simples, Vinil, Duo (com CD e Vinil), CD-zine (encartado numa revista especial) e em imensos livros que trazem na sua capa, o logo do disco mais a bandeira do respectivo país que foi lançado, entre outras formas de Mr. $immon$ ganhar grana fácil!
(Fotos by: KISSonline www.kissonline.com)

Versão alemã com o logo diferente.

Versão Duo com Vinil e CD.

domingo, 4 de novembro de 2012

"GUAÇÚ ROCK PAULERA - A estréia do METTALDER na sua 'Casa'"!


   

 Domingo, dia 21 de Outubro conferimos mais uma edição do mini-festival  “Guaçú Rock Paulera” no Pub do Profeta em Mogi Guaçú/SP. Idealizado pelo proprietário do Pub Samuel Profeta, esse evento visa reunir bandas de som mais extremo para tocarem no Pub em tardes/noites de Domingo, numa espécie de ‘matinê metálica’. Tendo ocorrido em outras ocasiões e dado certo Samuel resolveu investir mais uma vez neste tipo de evento trazendo dessa vez 2 bandas de Death Metal e 2 de Thrash Metal...a saber CHAOSLACE (São Bernardo do Campo/SP), PILE OF CORPSES (São Paulo/SP) ambas de Death e as duas de Thrash eram a veteraníssima EXECUTER (de Amparo/SP) e o METTALDER de Mogi Guaçú/SP e é sobre essa banda que irei falar agora.

Profeta e METTALDER
  Essa banda que já teve outras formações e outros nomes estreou recentemente como METTALDER propriamente dita em algumas cidades da região destilando seu Thrash Metal Old-School com total influência das grandes dos anos 80, como DESTRUCTION, OVERKILL, IRON ANGEL, AGENT STEEL, TAURUS e o próprio EXECUTER além das recentes bandas da cena brasileira como COMANDO NUCLEAR e FARSCAPE além de SODOM e SLAYER que a banda homenageia em cima do palco.
  Com a line-up formada por Polaco (guitarra), Paulinho (vocais), Leandro (bateria), Kleciane (guitarra) e Isaias (baixo/backing vocals também guitarrista da banda de Metal-Punk TOXEMIA) eles subiram ao palco às 18hs apresentando sons próprios e alguns covers bem executados fazendo os presentes (poucos devido ao horário, mas essenciais) baterem cabeça freneticamente como se fazia antigamente!
  Exibindo peitas de bandas de bandas como DESTRUCTION, SEPULTURA, SLAYER entre outras, trajando suas jaquetas jeans ponteadas de patchs de bandas clássicas e seus tênis brancos, eles começaram a ‘viagem aos 80’s’ com uma Intro instrumental de autoria própria emendada a um tema também autoral chamado ‘Soldados do Metal’ que nos deixou orgulhosos de vermos essa banda em ação pela primeira vez em sua cidade natal!

Linha de frente do METTALDER
  Na sequencia mandaram versões de músicas das bandas TAURUS, FARSCAPE e SODOM intercaladas a músicas próprias da banda que encerrou seu show poderoso e enérgico com 2 sons do SLAYER que não deixou ninguém de cabelo amarrado, ‘Fight ‘till Death’ e ‘Black Magic’, uma verdadeira celebração aos (poucos) Headbangers oitentistas presentes que agora esperam ansiosos pela primeira demo desta grande revelação do Thrash Metal do Interior de SP que prometeu para o mais breve possível um petardo digno de nota!


METTALDER em ação!

Kleciane (g- METTALDER)

Leandro (bt-METTALDER)

 (SET LIST DO METTALDER: Intro/ Soldados do Metal/ Mundo em Alerta (TAURUS)/ Bloody Night War/ Carrasco do Metal (FARSCAPE)/ War Machine/ Blasphemer (SODOM)/ Desastre Nuclear/ Fight'till Death (SLAYER)/ Black Magic (SLAYER).


Giovanni (bx-CHAOSLACE)
   Após um intervalo pequeno onde todos estavam a cumprimentar o mais novo ‘orgulho-guaçuano’ entra em cena a banda CHAOSLACE com seu Death Metal brutal e insano que fez os presentes perderem a noção das coisas tamanha a brutalidade com que os paulistas do ABC agrediam seus intrumentos. Um trio de peso sem pormenores e meio-termos.

Diogo (bt-CHAOSLACE)
  Já o PILE OF CORPSES não deixou a trégua se instalar no Pub e veio com a ‘faca nos dentes’ pra enlouquecer a todos com seu Death Metal com pitadas de insanidades, como máscaras e comentários atormentadores aliados à peso e brutalidade gratuita nos vocais cheios de distorções e microfonias propositais deixando os presentes atordoados e impressionados com a criatividade da banda que é uma espécie de FAITH NO MORE do Death Metal!


PILE OF CORPSES
  Para o fim daquele domingão escaldante surge o EXECUTER com um show do mais puro e tradicional Thrash Metal que está por aí à 25 anos cativando à todos os Headbangers que tem o prazer de ver um show desses caras.


Béba e Juca (EXECUTER antes do show)

EXECUTER

  Num show de uma hora e meia Juca (v), Elias (g), Paulo (bx) e Beba (bt) destilaram todo veneno que eles cultivam desde o final dos anos 80 espalhado pelos seus 3 plays “Rotten Authorities”, “Psychotic Mind” e “Welcome to Your Hell” com destaque para o hino que deu nome ao primeiro disco e o mais novo hino ‘And the Rotteness Goes On’ ale´m do clássico do WHIPLASH regravado por eles em 2006 ‘Power, Thrashing, Death’ que fez o pessoal quase destruir a casa de tantos moshpits e headbangin’ que fizeram a temperatura da casa se elevar em grande escala. 
EXECUTER
EXECUTER atendendo aos fãs antes do show
  Mas quem disse que deixaram a banda sair de lá sem executar ‘Piranha’, clássico do EXODUS que hoje em dia meio que se tornou um clássico do próprio EXECUTER devido ao fato da banda ter executado tanto no passado com uma perfeição sem precedentes.
  Fim de noite e o saldo foi mais do que positivo no quesito artístico do evento e também para os presentes...mas que o público poderia ter sido maior isso sem dúvidas, mas é muito difícil mudar a ‘cultura’ duma população que não arreda seu pé de frente da televisão em um dia de domingo.
Elias (g-EXECUTER)

Polaco (g-METTALDER) e Isaias (bx-METTALDER)

METTALDER  e fãs

METTALDER após o show
Paulinho (v-METTALDER)


Leandro Nunes (v/g-CHAOSLACE)



PILE OF CORPSES

PILE OF CORPSES e Profeta após a noitada

PILE OF CORPSES em homenagem ao Papai-Noel



domingo, 28 de outubro de 2012

Entrevista com VOODOO SHYNE





  O artista Voodoo Shyne é um baixista/vocalista da cidade de jaguariúna (inteiror de SP) que pratica um Hard Rock calcado nos 70's e que agora acaba de lançar seu primeiro full-lenght que carrega o irônico nome de "Satan's Gonna Like It" (veja aqui a resenha: http://www.tocadoshark.blogspot.com.br/2012/09/voodoo-shyne-satans-gonna-like-it.html) e mantem sua carreira solo à alguns anos. 
  Na entrevista à seguir você saberá mais sobre Voodoo Shyne o artista e sua banda solo de mesmo nome, o que levou ele à seguir sozinho e o porquê desse nome.


1. Primeiro faça um pequeno resumo de sua carreira:
  Depois d’eu passar por algumas bandas de Heavy Metal do underground paulista, eu me juntei a amigos em 2002 e formei a banda de Hard Rock SIRFACE, onde pela primeira vez usei o nome Voodoo Shyne. O SIRFACE trocou de vocalista em 2004 e mudou o nome para OUTLOVE, banda em que eu tocava baixo e já cantava parte do repertório. Em 2006 deixei o OUTLOVE e no final deste mesmo ano fiz meu primeiro show como artista solo.
O álbum “Satan´s Gonna Like It” é a consolidação do meu trabalho, que ao lado de outros projetos, estou em carreira solo desde 2006.
De lá pra cá foram dois EP´s lançados, “V Shyne” (2007) e “High Vibe” (2008), shows em muitos festivais nacionais, um ano sabático na Europa excursionando com a banda inglesa ROXVILLE e agora a síntese completa de todas estas conquistas.
Calcado no Hard Rock setentista , prezando a timbragem vintage da época, o álbum reproduz a malícia e maturidade do velho e bom Rock’n’Roll. As temáticas exploram o ocultismo, o lado obscuro das mulheres e os conflitos existenciais da vida.

2. Antes de “Satan’s Gonna Like It” você já tinha lançado alguns EPs, certo?
  Em 2007, depois de vender minha coleção de CDs e DVDs para juntar uma grana, gravei meu primeiro EP, “V Shyne”. Achei que minhas músicas soariam melhor com duas guitarras e em 2008, dei mais um passo com o EP “High Vibe”.

3. Quando que você percebeu que carreira solo seria mais vantajoso do que fazer parte de uma banda em si? Em que momento de sua jornada você decidiu seguir em frente sozinho?
  A verdade de muitas bandas, eu diria da maioria, é que ninguém trabalha de forma coesa e solidária. Numa carreira solo é a mesma coisa, mas as coisas estão bem definidas, só eu devo trabalhar mesmo. Eu sou o maior responsável.   Atualmente, tenho a sorte de tocar com músicos excepcionais, que entendem o direcionamento do meu trabalho e acima de tudo me respeitam, pois entendem a minha luta. É uma banda fixa, mas dependendo da disponibilidade de cada um, pode ser adaptada com novos músicos para um determinado show. Desta maneira as coisas fluem infinitamente melhores para todos.

4. Ouvindo suas canções a gente se pega lembrando de THE DARKNESS, THE HELLACOPTERS e um toque de Hard setentista... Diga-nos, quais são suas fortes influências e se essas que citei condizem com a realidade?
  Quando conheci THE DARKNESS em 2004, achei que eles seriam a salvação do Hard Rock, ainda gosto muito e acompanho a carreira deles. Tenho bastante influência do Hard Rock  e Heavy Metal dos anos 80, o que foi bem atenuado no meu recente álbum. Mas minhas principais e iniciais influências sempre vieram dos anos 70, como BLACK SABBATH, THIN LIZZY e ALICE COOPER.

5. Sobre seu pseudônimo VOODOO SHYNE, de onde ele surgiu?
  Foi aos 13 anos, a primeira vez que fui chamado de Voodoo. Ninguém imaginava que um apelido de infância, mais tarde se tornaria meu nome artístico. Eu era conhecido por assustar os amigos com histórias de fantasmas e pelo interesse em assuntos sobrenaturais, então ficou óbvio que eu me interessasse pelo estilo mais sombrio da música – o Rock ‘N’ Roll!



6. E o título do seu primeiro álbum “Satã vai gostar”, de onde você tirou?
   Por muito tempo ouvi dizer que o Rock era coisa do diabo, cheguei a conclusão que realmente é. Diante disso, fica óbvio que Ele(Satã) vai gostar do meu disco, pelo menos ele!! Hahaha!
  Deus é a grande mídia, o Diabo é o underground.

7. Você citou em um show que o título de seu álbum causou certo alvoroço entre a comunidade religiosa de sua cidade ao ver os cartazes do show de estreia espalhado pelos postes... Conte mais sobre essa situação bizarra?
  À primeira vista as pessoas viam um rockeiro cabeludo num cartaz, com um olhar mais acurado sacaram o nome de Satã citado no título do show. Aí não precisou de muito mais para retirarem meus cartazes de vários pontos estratégicos da cidade. Eles não entenderam a brincadeira.

8. Você é baixista e vocalista, gostaria que você listasse agora 4 vocalistas e 4 baixistas/vocalistas influentes na sua vida em separado. É possível?
  Alice Cooper, Ozzy Osbourne, David Leed Roth, Freddie Mercury (vocalistas) e Gene Simmons, Phil Lynott, Lemmy Kilmister...vou incluir o Paul Stanley nesta lista, apesar de ser guitarrista, mas é uma enorme influência.

9. Você morou certo tempo fora do país atuando em bandas de lá. Tendo sua experiência fora do país como base, como você enxerga a cena atual de Hard Rock e Rock em geral no Brasil?
  Simplesmente há uma lacuna nesta cena no Brasil. Eu não vejo uma cena Hard Rock, mas apenas bandas esparsas. Vejo nitidamente a cena Metal Pesado e centenas de bandas covers tocando Hard Rock.

10. Espaço aberto para falar o que achar que deve ao público da TOCA DO SHARK.
“O Rock n Roll vai continuar!”







sábado, 13 de outubro de 2012

FLYING COLORS - Mais um Supergrupo aterrissando!



FLYING COLORS
DISCO: “Blue Ocean” (http://flyingcolorsmusic.com/)
ANO: 2012
FAIXAS:
01 : Blue Ocean (7:05)
02 : Shoulda Coulda Woulda (4:32)
03 : Kayla (5:20)
04 : The Storm (4:53)
05 : Forever in a Daze (3:56)
06 : Love is What I’m Waiting For (3:36)
07 : Everything Changes (6:55)
08 : Better Than Walking Away (4:57)
09 : All Falls Down (3:22)
10 : Fool in My Heart (3:48)
11 : Infinite Fire (12:02)
  Alguns meses atrás um amigo meu fanático pelo DREAM THEATER me deu essa notícia: “Cara, ouça essa banda nova do Mike Portnoy. Sei que você não gosta do DT mas é fã do DEEP PURPLE e aqui tem o Steve Morse, vê ai depois me fala.”
  Com essa pequena argumentação começou minha busca e descoberta desse belíssimo trabalho chamado FLYING COLORS. Realmente nunca fui fã de DREAM THEATER e os projetos de Mike Portnoy, mas sempre fui adepto dos ‘supergroups’ à lá CHICKENFOOT e BLACK COUNTRY COMMUNION, então fui dar uma ouvida e acabei sendo pego pelos ouvidos e sentimentos. Puta banda essa (quer dizer, espero que se firme como uma banda de verdade apesar das prioridades dos membros dela) que é composta por ninguém menos que os já citados Mike Portnoy (ex-DREAM THEATER e AVENGED SEVENFOLD entre outras), Steve Morse (atual G3 e ainda membro do DEEP PURPLE e sua banda de sempre DIXIE DREGS) aliados à Neal Morse (nada a ver com Steve Morse e sim multi-instrumentista fundador do Spock’s Beard além de outros projetos), Dave LaRue (baixista do DIXIE DREGS) e o vocalista desconhecido nosso Casey McPherson (artista solo consagrado recentemente na música popular americana). A produção ficou à cargo do tarimbado produtor Peter Collins que já trabalhou com BON JOVI, ELTON JOHN e JEWELL entre outros.
  Ou seja, o time fica assim:
 Steve Morse: Guitarra solo e rítmica
Casey McPherson:
 Vocais, teclados e guitarras rítmicas
Neal Morse
: Teclados e vocais
Dave LaRue
: Baixo
Mike Portnoy
: Bateria, Percussão e vocais


A banda e a equipe de produção!
  Apesar de às vezes eles lembrarem o chatíssimo COLDPLAY, é uma banda bem coesa, estruturada e gostosa de se ouvir num geral, tem muito de Fusion, Jazz, Rock, Pop , Progressivo e outros ingredientes que só você poderá descobrir.
  A primeira canção que dá nome ao disco começa num esquema ensaio e descamba para a quase perfeição, seguida da ótima e até pesada ‘Shoulda Coulda Woulda’ e a belíssima ‘Kayla’.
  ‘The Storm’ tem aquele ‘Q’ de COLDPLAY que já te falei e você acha que nada pode salvar ela da chatisse, mas aí você começa a perceber a bateria esmerada e muito quebrada de Mike trabalhando ao fundo até aflorar um solo inspiradíssimo que só Steve Morse consegue tirar de seu instrumento. Bem que ela poderia aparecer sempre nas FMs brasileiras.

Casey McPherson (vocais/guitarra/teclados)
  Dave LaRue brilha logo no começo de ‘Forever in a Daze’, baixão trampado e guitarrinha manera fazendo a cama com um refrão bem ‘pegada’ mesmo que faz a música mudar completamente por uns segundos após o refrão dando o tom de Fusion à canção toda. Ótima!
  ‘Love is What I’m Waiting For’ é um daqueles Pops à lá THE BEATLES com direito a solinho estilo Brian May (QUEEN). Muito boa para um dia de inverno bem acompanhado em casa.

Mike Portnoy (bateria/vocais)
  Após algumas baladas você é surpreendido com uma pedaleira de bateria à velocidade da luz com a guitarra e o baixo na pegada acelerada acompanhando de perto o que os pés e mãos de Portnoy ditam, poderia ser um belo metal essa tal ‘All Falls Down’ se fosse instrumental (que é excelente), mas a voz de Casey chega chorada pra estragar tudo, numa espécie de cópia de Eddie Vedder (PEARL JAM), mas vale muito a pena ouvir pra ver a regaceira do instrumental. Putz, é de explodir os miolos!
  ‘Fool in my Heart’ me lembrou os álbuns mais recentes do AEROSMITH, mas sem aquela voz excelente de Mr. Tyler e sim a novidade agora: a voz é de Mike Portnoy, por isso ficou boa sem soar chata, um Pop bem gostoso de FM mesmo.
Steve Morse (guitarra)

  Até que o disco acaba em grande estilo com a experimental e bem recebida ‘Infinite Fire’,na verdade uma grande suíte de 12 minutos onde a banda escancara suas influências progressivas setentistas muito calcadas em YES. Sim, os caras tocam muito seus instrumentos para tocarem só Pop, eles provaram que vale a pena escutar um disco todo até o final. Grande Surpresa!
  Se você tem a mente aberta e busca novidades agradáveis aos ouvidos, ou apenas um disco para te acompanhar na estrada, procure este super-grupo, você irá me agradecer depois.
(Agradecimentos ao amigo citado lá em cima Luiz Gustavo.)

Casey e Steve gravando o disco.

sábado, 6 de outubro de 2012

KING BIRD - "Beyond the Rainbow"



DISCO:  “Beyond the Rainbow”
ARTISTA: KING BIRD
ANO: 2012
SELO: Voice Music
FAIXAS:
1.       Beyond the Rainbow/
2.       On the Fence/
3.       24 Hours (2011)/
4.       Don’t Be Late (unplugged)/

  Em 2009 perdemos o nosso grande Ronnie James DIO, disso todo mundo já sabe e a grande banda de Hard Rock brasileira KING BIRD, que tem em seus vocais o excepcional João Luiz que defende a obra de DIO na banda tributo EVIL EYES resolveu prestar sua homenagem ao mestre DIO criando em 2011 a canção ‘Beyond the Rainbow’, totalmente puxada pro estilo DIO de fazer canções memoráveis e profundas, a canção vai nessa toada, com uma letra repleta de referências à sua obra, citando frases e nomes de músicas do DEUS DO METAL!
  Mas como lançar somente esta canção isolada fica muito mixuruca para uma banda com um potencial inesgotável como é o caso do KING BIRD, a banda resolveu lançar um EP, com 4 faixas que viu a Luz do dia no começo deste ano e desde então tem o clipe da faixa principal incansavelmente veiculado nas redes sociais que hoje é a maior arma de divulgação dos artistas independentes (veja aqui o clipe: http://www.youtube.com/watch?v=o6qJfsZBwW4&feature=player_embedded)

João Luiz com Marcelo e Fabio (ao fundo) gravando o clipe 'Beyond the Rainbow'

Cena geral do clipe 'Beyond the Rainbow'
  E com a maravilhosa faixa título o EP começa, seguida pela acelerada ‘On the Fence’, muito boa e que mantém o nome KING BIRD nas alturas, um verdadeiro trabalho de equipe onde todos os grandes instrumentistas se destacam, Silvio Lopes cria riffs incríveis e ‘joga pro time’, o mesmo digo de Marcelo Ladwig, grande baterista que ao lado do excepcional baixista Fabio Cezzar (aqui na contracapa a grafia é essa, segundo o mesmo, foi uma homenagem a uma banda que ele gosta muito, a saber ZZ TOP) fazem um trabalho esmerado que em determinado momento me lembrou o eterno DR.SIN.
  ’24 Hours’ apareceu pela primeira vez em 2002 no primeiro EP da banda “The Gods Train” e aqui recebeu uma nova roupagem que mostra em sua totalidade o que é o KING BIRD como artista musical! A voz de João continua no mesmo patamar de qualidade que na versão original, o que melhorou muito foi a gravação do instrumental que aparece bem mais aqui, 10 anos depois.

Marcelo Ladwig, João Luiz, Silvio Lopes e Fábio Cezzar (KING BIRD)
  Pra fechar temos uma versão acústica da faixa ‘Don’t be Late’ que apareceu originalmente em “Jaywalker”, o primeiro full-lenght de 2005 que gravou o nome da banda na cena nacional.
  Linda e emocional esta bela canção em sua versão violão (muito bem tocado pelo guitarrista Silvio Lopes que nos brinda com um solo cristalino) vem acrescida de um baixo do mestre Fábio desenhando toda silhueta da canção em sua mente, acompanhando uma bateria marcante e pulsante que te faz bater o pé (cortesia do ‘Coruja’ Marcelo Ladwig), além, é claro, do gigantesco feeling explorado pela voz inigualável de João Luiz!
  Então é isso, mais um grande, porém curto, lançamento que a nossa prolífica cena nacional nos presenteou neste ano de 2012. Corra atrás do seu!
  (Fotos by: Renata Cecílio)
Eu acompanhado do baixista Fabio Cezzar e o amigo e fã Ed Padovan
KING BIRD
Arte de Contra-Capa e capa originais.