sábado, 28 de janeiro de 2012

CODA ON LINE: 3 ANOS DE ROCK AND ROLL NUMA FESTA COM 3 GRANDE NOMES!





cartaz oficial
   Após o sucesso dos Projetos Coda do Velhas Virgens e do Korzus, Eduardo e Júnior decidiram dar um tempinho maior entre o último show e o próximo, pulou de um mês para quatro meses, quatro meses de intensos trabalhos para arquitetar o Próximo Projeto Coda que mudaria de nome para 'Festa de 3 Anos do Coda on Line' e também mudaria de endereço pela primeira vez, saindo da modesta, mas aconchegante casa Tempo Clube para o suntuoso espaço do clube da burguesia guaçuana, o Cerâmica Clube, com seu extenso espaço coberto e externo para o público, um grande e equipado palco para as bandas e bares e banheiros mais suntuosos também. Seria a primeira vez que este clube da sociedade guaçuana receberia um show de Rock e não poderia ser em outro lugar, pois desta vez não seria uma banda de fora e mais duas da cidade e sim 3 grandes bandas e duas da cidade. As bandas em questão eram MADE IN BRAZIL, DR. SIN e RATOS DE PORÃO, com abertura da banda guaçuana de Metal Extremo DxOxRx (ou Disorder of Rage), mas daí resolvi recomendar uma banda de Hard também, pois teríamos o MADE e o DR. SIN, então veio a banda de covers de Hard Rock GUERILHA.
Celso Vechionne e fãs nos bastidores da Rádio

Galera de Poços de Caldas (Choose Your Side zine) no quintal da Rádio

Eu entrevistando Oswaldo Rock Vechionne
  Este show rendeu histórias ótimas e algumas não tão agradáveis assim. As boas já começaram na tarde do dia do show 25 de Agosto de 2001 com a ida das bandas referidas aos estúdios da Rádio Vale Verde FM para darem suas entrevistas ao vivo e atenderem os fãs que subiram o morro (sim, a Rádio ficava no topo do mais alto morro da cidade, difícil acesso total) e lá ia eu como fã do MADE com todo meu arsenal de materiais  referentes à história da banda e também do grande DR. SIN que acompanhava desde seu primeiro play. Chegando lá com o guitarrista da minha banda (Paulinho Bomba que levou sua guitarra à tira colo para os meninos do DR. SIN autografarem) me encontrei com o pessoal do Clube Rock de Itapira que me pediu para entrevistar o Oswaldo Vechionne do MADE para eles, pois viram que eu conhecia mais da carreira da banda do que eles, devido ao tanto de discos que levei pra banda autografar e assim o fiz, nervoso, pois a fama de Oswaldo com a imprensa não era das melhores e qual foi a minha surpresa, ele me tratou super bem (e nas futuras oportunidades que não foram poucas também) e me concedeu uma entrevista improvisada super legal da qual eu não tenho nenhuma cópia, infelizmente, tirou várias fotos e autografou toda minha coleção de MADE IN BRAZIL, ele e todo o resto da banda, inclusive o Eduardo me pediu para ser cicerone da banda mais à noite na passagem de som na casa, pois o nosso amigo Júnior teve alguns contratempos devido à saúde fragilizada de seu pai (hoje já falecido) e eu fiz com grande prazer, enquanto o André Luiz (do bloco Maldito Rock Brasileiro) acompanhava os caras do R.D.P.  e o Nê Maia o DR. SIN, ou seja um trabalho de equipe mesmo!


Made in Brazil nos bastidores da rádio comigo e Paulinho Bomba.
  Logo, auxiliei na passagem de som do MADE  e o André de acompanhante do R.D.P. (o que renderia uma triste passagem desta festa), até que o Nê chegou para levar os caras do MADE para jantarem, daí eu me dirigí à portaria e bilheteria para o Júnior ir até a sua casa, pois estava revezando entre o show e sua casa alí próxima para auxiliar o seu pai. Os shows rolaram um após o outro com a abertura da banda GUERRILHA seguida do DxOxRx sem muitos percalços e o nosso amigo Roque (guitarrista do DxOxRx) tem a palavra agora para falar da sua experiência perante tudo isso:
 "Porra, esse show foi memorável, pois além de reunir três das grandes bandas brasileiras (cada uma em seu estilo), nós da Disorder Of Rage estávamos completando um ano de estrada justamente nessa data, foi maravilhoso isso, poder comemorar o aniversário em grande estilo. 
  Dividir o palco com o R.D.P. (uma de nossas influências), com o pessoal Dr.Sin (que foram muito humildes conosco, e inclusive o Ivan curtiu pra caralho nosso show, e até pediu uma camisa nossa para tocar na hora do show e depois ele jogou pra galera) e Made In Brazil (um ícone do rock nacional) ... foi foda !!! Um de nossos melhores shows em toda historia da banda.
  Temos varias histórias engraçadas sobre esse dia, envolvendo o pessoal do Made In Brazil e R.D.P., uma delas é que o irmão de nosso baixista iria ver nosso show pela primeira vez nesse dia, mas na hora em que iríamos entrar no palco, ele teve de sair correndo junto com o Pompeu (do Korzus, que estava de técnico de som do R.D.P.) para levar a mulher do Gordo ao hospital pois ela estava passando mal ... resultado: ele acabou nem assistindo nosso show e voltou puto a vida hehehe ... "





Bomba, eu e Ivan Busic nos bastidores da Rádio

Fábio Kill do site CYS com o DR. SIN

Ivan Busic tocando com a camisa do DxOxRx
  E nesse clima de festa a festa em si continuava, inclusive com um bolo de aniversário subindo ao palco do MADE IN BRAZIL devido ao aniversário de Oswaldo Rock Vecchione ser comemorado naquele mesmo dia! 
  Após o maravilhoso e enérgico show do MADE IN BRAZIL, contando com participação mais do que especial da turma do DR. SIN em uma das músicas, eis que eles mesmos (o DR. SIN) sobre ao palco para destruir tudo num espetáculo de música de primeira categoria (após esse show os meninos do DR. SIN estreitaram relações com a equipe do Coda que sempre era convidada a ir aos seus shows nos próximos anos, dois quais eu assisti vários e até firmei amizade com o grande fundador do fã-clube deles, o Michel Camporéze Teér.

DR. SIN na Rádio

Público insano

MADE IN BRAZIL & DR. SIN juntos no palco

Edu Ardanuy e Ivan Busic atendendo aos fãs
Eduardo Maia apresentando o show

Roda Monstro no show do R.D.P.

Rick Vechionne & Ivan Busic

Ratos de Porão
  Eis que, enquanto tudo era festa no palco e platéia, nos bastidores a coisa tava esquentando, mais precisamente no camarim do R.D.P. (que era o maior e mais confortável inclusive) onde João Gordo estava reclamando sem parar do horário que avançava madrugada adentro até que ele disse ao André que se eles não entrassem no palco em meia-hora ele não tocaria mais (em meio ao show do DR. SIN), e o André (que não era um cara pequeno e nem tinha muita paciência) endureceu 'a linha' e partiu pra cima do Gordo jogando a verdade na mesa, que ele tinha sido pago para fazer o show e iria fazê-lo pois ninguém estava extrapolando em horário e que os poucos percalços que tinham rolado era devido à saúde do pai de um dos caras que tinha pago o cachê dele e que era pra ele parar de encher o saco de todos e fazer o show dele. Resultado: o Gordo baixou o facho e depois, na hora do show do R.D.P. fez um esculacho de show, debochando dos artistas que tinham tocado antes e fazendo pouco caso do seu público, eu mesmo não tive saco de ver 'aquilo' até o fim e me debandei de lá dando de ombros pra aquelas 'palavras ao vento'.

Jão (R.D.P.)

Ivan Busic (DR. SIN)

DR. SIN ao vivo


MADE IN BRAZIL ao vivo

Linha de frente do MADE

Rick Vechionne (MADE)

Edu Ardanuy (DR. SIN)

  O saldo da festa foi muito positivo, apesar de tudo, até hoje aquela festa é comentada e lembrada com alegria por quem esteve lá (um público que poderia ter sido muuuito maior mas que não obteve o apoio de certos grupos de 'rockeiros' da região, que, ao invés de prestigiarem um verdadeiro show de Rock, preferiram ir a um encontro de motos qualquer que rolou naquele mesmo fim de semana na região, só porque era de graça para ouvir aqueles covers de sempre, lamentável!), e alguns anos depois nós ( a equipe do Coda) deu de cara com o Gordo num evento em São Paulo e ele cortou caminho do Eduardo (talvez lembrando do que aconteceu), enquanto nos shows do MADE IN BRAZIL e do DR. SIN sempre somos muito bem recebidos, inclusive nos camarins, até hoje!
  Essa festa levou o nome CODA ON LINE para outras cidades e regiões do nosso país, tento cobertura da imprensa especializada (né Fábio Kill?) e nos proporcionando momentos impagáveis na história do ROCK DA BAIXA MOGIANA!

Oswaldo Vechionne dando autógrafos nos bastidores da Rádio



   À seguir, cenas do público fiel que sempre fazia as Festas do Coda valer à pena:





Distribuição de camisetas do CODA ON LINE



domingo, 1 de janeiro de 2012

Projeto Coda 3: KORZUS- A Lenda viva do Metal Nacional!



  Em 1999 surgiram boatos de que o KORZUS, seminal banda da história do Metal Nacional viria tocar em Mogi Guaçú pela primeira vez, mas não pelas mãos da equipe do Coda e sim por terceiros, inclusive foi divulgado pelo próprio Korzus no extinto programa da TV Cultura 'Turma da Cultura' que sempre levava bandas para tocar lá ao vivo todo dia às 18hs e o Coda também divulgou, aliás todo mundo já esperava por eles na nossa cidade, mas nada aconteceu e até hoje não sabemos o porquê que o Korzus não tocou por aqui na época.

KORZUS (no camarim da Tempo Clube)

  Eis que em 2001, com o sucesso do show dos Velhas Virgens na bagagem Eduardo Maia e Williams Rogério se encontraram com Sílvio Golfetti (guitarrista fundador da banda e que hoje infelizmente esta fora da banda por problemas de saúde) em Mogi Guaçú mesmo para negociarem a vinda da banda pra essas terras e deu certo, em 31 de Março de 2001 (menos de 2 meses após o segundo Projeto Coda) o Korzus tocaria no Terceiro Projeto Coda para divulgar seu disco ao vivo 'Live at Monsters of Rock' gravado na última edição do festival no Brasil em 1998 e as bandas de abertura eram nativas da cidade mesmo e tinham um som similar à grande atração da noite, a saber, Insígnia, banda formada em 1999 sob o nome de Trendkill por Rafael (v) e Elery Gomes (bt), também contavam com Digão (bx) e as guitarras de Hudson (ex-D.B.T.) e Gustavo (irmão de Rafael que antes tocava baixo e agora assumira a guitarra com louvor) e a outra banda era o Collapse NR formada por Djamy (g), Tomás (bt), Marcelinho (bx) e Donegá (v).

Insígnia (Gustavo, Rafael, Elery, Digão e Hudson) ao vivo
  Essa foi a única edição do Projeto Coda do qual eu não participei ativamente nos bastidores no dia do show devido à uma dor de dente insuportável que me atacou no dia e quase me excluiu da platéia também, mas não, fui ao menos assistir, afinal ajudei a divulgar com empenho, inclusive levando o baterista do Insígnia Elery Gomes aos estúdios do meu programa 99 Rock Machine para uma entrevista uma semana antes do show, e queria ver de perto mais esse sucesso do Projeto Coda. No dia seguinte a minha cara estava deformada devido ao inchaço do meu dente, o que resultou em um belo canal na segunda feira, mas eu estava lá conferindo de perto.
  Por causa dessas e de outras não acompanhei bem os bastidores desta festa, só me lembro da entrevista deles na rádio para o Eduardo Maia que ouvi de casa mesmo,
Sílvio, Eduardo e Dick na Rádio

Korzus, dando entrevista ao vivo nos estúdios do Coda
de ter conversado um pouco com Silvio Golfetti que estava com uma camiseta belíssima do RUSH do disco 'Test for Echo' de 96 e ter cumprimentado o Dick Siebert (baixista e fundador do Korzus). Então resolvi recrutar o vocalista Rafael Bensi da banda Insígnia (que está voltando aos poucos à ativa depois de alguns anos parada) para nos falar um pouco das lembranças que ele tem daquela noite de sucesso do Projeto Coda e das bandas envolvidas:
 "Sobre o show do Korzus no Projeto Coda, posso dizer que são várias as lembranças legais, pois os caras foram super humildes com a gente (Insígnia) e com o pessoal do Collapse NR que também tocou naquela noite.
  Uma passagem legal que me lembro é que fiquei um bom tempo conversando com o Sílvio Golfetti sobre o S.P.F.C., pois ele é São Paulino roxo, assim como eu e debatíamos sobre o time e etc... mas o que mais marcou foram os elogios que recebemos dos caras no backstage quando terminamos nosso show, que foi relativamente curto. Lembro que o Rodrigo, batera do Korzus, elogiou muito nossa performance, dizendo que tínhamos muito potencial e que deveríamos continuar investindo e trabalhando pelo Metal Nacional. Ouvir esses elogios foi muito importante para o Insígnia, pois continuamos por mais alguns anos tocando, mesmo com todas as dificuldades que sempre encontramos. As histórias ilícitas vou deixar de lado, pois o blog é sério e de respeito...kkkkkkkkkk...
   O Projeto Coda foi, sem dúvida, uma iniciativa de caras que sempre batalharam pela música  pesada e nesse sentido, reafirmo meu respeito e agradecimento à toda equipe do programa que  se tornou um clássico na região!!!! Hail!!!!"
Rafael Bensi (vocal da banda INSÍGNIA)
Rafael Bensi


  Dada essas considerações do Rafael, um grande fã de Black Sabbath que era um membro fixo daquela turma que falei lá no primeiro e segundo posts, que visitava o Coda com a gente quase todo fim de semana, afinal o Rafael morava bem perto da Rádio naquela época, eu me lembro de ter ficado impressionado com a precisão cirúrgica das 'paradinhas mortais' no meio dos sons da banda pro Pompeu (vocalista da banda) atiçar a galera com stage divings matadores além do tradicional 'wall of death' que ensandecia a platéia numerosa que pintou na casa naquela noite (abaixo das expectativas e abaixo da bilheteria anterior, mas mesmo assim bem numerosa e insana) que ia de velhos Headbangers até novos rockers da geração grunge, de velhos e novos Punks até playboys e patricinhas curiosas e bem vestidas, imagina a miscelânea? 

Korzus com Integrantes das bandas Insígnia e Nervous com o Collapse ao fundo

presença constante nos shows do Coda

Do lado de um casalzinho bem vestido e comportados passava um cara de moicano empinado ou um velho headbanger arrebentado que acabou de pular do palco no meio da galera, tudo na mais perfeita harmonia, esse é um ponto que vale ressaltar, em todos os Projetos Coda não me lembro de haver nenhum tipo de estranhamento e violência nem dentro nem nos arredores da casa, o que nós sabemos que é normal, mas para a maioria das seres humanos é incabível em um show de som extremo como esses.
  Resultado financeiro e de bilheteria, como eu já falei, abaixo do esperado, mas nada que fizesse os mentores desistirem do Projeto, apenas deram um tempinho maior pra organizar outro, que seria o maior de todos em termos de tamanho físico e artístico, espere o próximo post e surpreenda-se...






domingo, 25 de dezembro de 2011

VELHAS VIRGENS - o melhor e maior PROJETO CODA de todos!


  Janeiro de 2000 - certo dia passo eu na relojoaria da família do Júnior para falar com ele e eis que dois amigos meus chegam na loja e me falam: - "E aí, tá feliz?"
  Eu respondo: "Com o quê?"
  E o outro amigo meu responde: - "Ué, vocês vão abrir o show do VELHAS VIRGENS, o Júnior não te falou?"
  Na mesma hora perguntei isso ao Júnior e ele confirmou que a banda das VELHAS VIRGENS tocaria em Mogi Guaçú no que seria o 2º Projeto Coda no comecinho de fevereiro e minha banda abriria o show, logo pirei, pois era fã da banda desde seu primeiro álbum de 95 (quando os vi pela primeira vez na Concha Acústica do Taquaral, abrindo um show do IRA!) e sabia tudo e conhecia todos os sons da banda, era a oportunidade que eu queria!
  Tudo acertado o Eduardo me pediu uma foto oficial da banda para fazer o cartaz e os flyers, mas, por incrível que pareça, mesmo a banda tendo um ano completo de formação e tendo feito vários shows, o WILD SHARK não tinha uma foto com a formação completa juntos. Então ele resolveu pescar umas fotos isoladas de cada integrante que ele tinha no acervo fotográfico do Coda, pois uns 3 meses antes, pra ser mais específico, em 14 de outubro de 2000 o WILD SHARK tocou num bela festa de confraternização de motoclubes num sábado à tarde no extinto Gelitos Bar em Mogi Guaçú e este show acabou sendo transmitido ao vivo pelo Coda pois o horário do programa coincidia com o show e foi uma grande festa com presença de parte da Equipe do Coda (original) em nosso show, a saber, Júnior Pessine (encabeçando a presença do Coda e pondo a gente ao telefone ao vivo pra dar entrevistas pro Eduardo que estava no estúdio da Rádio com o Léo Brito), Edivaldo 'Nê' Maia fazendo as fotos e o Eduzinho Maia Filho fazendo percussão pra gente no show...

Duzinho na percussão.

  Com  essas fotos em mãos Eduardo fez uma montagem e mandou fazer o cartaz que vocês podem ver acima. A divulgação foi maciça com muitos cartazes distribuídos pela cidade e região total, milhares de flyers em preto e branco distribuídos de mão em mão (muita gente duvidava da vinda do VV pra Mogi Guaçú, mesmo a banda sendo desconhecida do grande público naquela época) nos fins de semana e nos eventos de Rock da região toda. Divulgação maciça também nas rádios da região, sim pois tínhamos mais de 3 programas de Rock no ar naquela época em toda região.

Paulão, Lips, Cláudia e Caio no Estúdio fazendo um som!
  Dado tudo isso, chegou o dia 03/02/2001, exatamente 8 dias antes do meu aniversário, tem presente maior que este? A banda chegaria de van no meio da tarde na Rádio pra entrevistas e um pocket show com um violão ao vivo no Estúdio do Coda e logo depois iria pra loja CD Company, no Centro de Mogi Guaçú pra uma tarde de autógrafos e onde dariam uma entrevista exclusiva pro meu programa, o 99 Rock Machine, então eu e o Júnior esperávamos a banda na loja junto a um séquito pequeno de fãs que foi aumentando após a chegada da banda na loja do Tonico (dono da CD Company). Com a cerveja rolando solta na loja e o rádio ligado tocando seus 3 CDs lançados na época, Paulão (v), Cavalo e Caio (g), Tuca (bx), Lips (bt) e a musa da galera Cláudia Lino (v) davam autógrafos, bebiam, interagiam com os fãs e me davam entrevista, tudo ao mesmo tempo, uma puta farra, inclusive com todo mundo (menos eu) bebendo junto à banda...imagina você que não tinha idade para ouvir o meu programa na época como saiu essa entrevista? Cheia de palavrões, sacanagens, cantadas baratas da Cláudia Lino, ofensas do Paulão (na pura sacanagem) e incursões de fãs no meio das perguntas e respostas da banda, destaque pro batera da época Lips que enquanto me concedia suas palavras me mostrava um catálogo de lingerie com belas moças e me indagava sobre o assunto... contudo a entrevista iria ao ar no dia seguinte e com o show logo mais à noite, não daria tempo d'eu editar a entrevista e a soltei no ar na íntegra daquele jeito que foi feita e esperei 'chumbo' do patrão pela segunda feira, o que não ocorreu, o patrão gostou muito do que ouviu e disse que foi a entrevista mais descontraída que ouviu na vida, e até hoje deve ser....

Em frente à loja CD Company após a entrevista (dentro da van ao fundo Júnior Pessine)


Rolando a entrevista na rádio
  Chegou a noite e mais uma banda foi confirmada em cima da hora como 'opening-act', Le Fou, banda de hard-rock de Mogi Guaçú que tinham bons amigos nossos na sua formação, quando eu cheguei na porta da casa de shows Tempo Clube com a banda vimos uma fila enorme na porta esperando pra entrar, várias vans estacionadas lá fora com placa de várias cidades da região, principalmente de Itapira de onde vieram várias vans e carros, muitas, mas muitas motos mesmo, vários moto clubes presentes em massa e dentro da casa muita gente já curtia a discotecagem exclusiva do Coda On Line nos PAs.
Amigos e público em geral mancando presença na casa lotada.
   Com clima de muita loucura no ar e nos bastidores, pois a área vip da casa tava lotada de gente de todas as estirpes e muitos bicões bebendo todas com a banda, nó estávamos no camarim e a banda Le Fou em palco botando fogo na galera com vários covers de Hard-Rock como Queen, Twisted Sister e afins....

  Eis que chega a vez do WILD SHARK subir ao palco para apresentar seu repertório calcado no Hard'n'Heavy que ia de Made In Brazil à Black Sabbath fase DIO, além de sons próprios, tudo certo e Eduardo Maia chama ao palco a nossa banda, entramos com 'a faca nos dentes', eu de gorro de bruxo, tridente (com as iniciais da banda cunhadas a ferro e fogo) em punho e botas plataformas com 10 cm de altura, metemos o pé na porta com 'Wholle Lotta Rosie' do AC/DC e eis que logo aos poucos 40 segundos de som, quando o 'couro come de verdade' eu dei um salto e desabei sobre a bateria, destruindo metade da mesma e a galera foi á loucura achando que aquilo também fazia parte do show (tem gente que até hoje acha isso e quando me encontra me parabeniza por esse feito!), mas não, me desequilibrei e cai mesmo.... eis que uns 8 anos depois deste show eu descobri exatamente o que aconteceu quando um dos meus amigos que estavam ali na beirada do palco bêbados feito uma vaca me confessa que foi ele que me derrubou, pois quando eu pulei ele agarrou na minha bota junto a outro amigo nosso, 'mui amigos' não acham?

Banda WILD SHARK
(Alexandre, Cléber, Bomba e Formiga)
  Após esse transtorno todo remontamos a bateria e continuamos o show numa crescente que pegou fogo numa improvisação em meio à 'Back in Black' e muitas invasões de palco por parte dos motociclistas mais afoitos de plantão que rendeu bons frutos à nossa banda e uma fama de doidos incuráveis, principalmente 'ao vocalista destruidor de baterias'!
  Uma pausa pro fôlego ser retomado e os copos serem enchidos e vem a atração principal da noite: A BANDA DAS VELHAS VIRGENS que começaram o show com calma com 'Sr. Sucesso', faixa título do lançamento da época e logo o jogo estava ganho com mais de 800 pessoas e lotação total naquela Tempo Clube. A presença de Cláudia Lino no palco, fosse pra dançar ou cantas faixas como 'A Mulher do Diabo' ou 'Abre essas Pernas' era sempre um frenesi que rendeu muita dor de cabeça pros marmanjos que foram acompanhados ao show, até que a Cláudia (uma pessoa excelente como humano e profissional, sempre muito solícita, simpática e totalmente desencanada a ponto de se trocar no mesmo camarim que a gente sem se grilar com detalhes, como a nossa presença...) chegou a convidar umas duas moças pra subir ao palco com ela e executar o famoso 'Blues do Velcro', e ao cantar 'A Mulher do Diabo' ela sobe vestida de Diaba com seu próprio tridente,
Paulão prestando tributo à Cláudia

Cláudia (A Mulher do Diabo)
coincidências à parte o show do VELHAS VIRGENS estava no underground naquela época, não tocava na Jovem Pan e não aparecia tanto quanto hoje, mas já tinha uma legião sem fim de fãs e naquela noite angariou mais umas centenas com certeza.

  No final da festa eles resolveram executar o hino-dos-hinos do Rock Brazuca 'Minha Vida é Rock'n'Roll' do velho MADE IN BRAZIL e foi quando o Paulão me chamou ao palco para cantar com ele e eu puxei pra cima do palco o Ricardo, na época baterista da banda Le Fou e no refrão subiu mais uns 5 ou 6 fãs e a festa fechou com essa chave de ouro com eu e o Paulão nos vocais e o resto da turma toda cantando o refrão e dançando pelo palco afora, um palco minúsculo que ficou gigante e se estendeu até a porta da casa.
  Foi a única festa 'Projeto Coda' que vi até os seguranças se divertindo!
  Preciso dizer que o saldo foi 100% positivo? Tanto que a banda VELHAS VIRGENS até hoje vem periodicamente a nossa região pra tocar. Estiveram em 2007 em Mogi Mirim (onde eu entreguei nas mãos do Paulão uma cópia em CD do áudio do show de 2001 que dei um jeito de gravar), em 2008 de volta à Mogi Guaçú e estará voltando pela terceira vez à cidade de Itapira agora no comecinho de 2012. E em todos os shows eles lotam a casa, uma tradição que começou em 2001 pelas mãos de toda a Equipe Coda On Line que no mês seguinte trariam uma lenda viva do Heavy Metal brasileiro à Mogi Guaçú. Mas essa eu conto em outro post, acompanhem.