segunda-feira, 3 de setembro de 2018

THE GARD - banda brasileira com personalidade de sobra pra invocar os deuses do Peso!



BANDA: THE GARD
DISCO: “Madhouse”
ANO: 2018     
SELO: Independente/ Som do Darma
FAIXAS:
1.  Immigrant Song/
2.  Play of Gods/
3.  Madhouse/
4.  The Gard Song/
5.  Music Box/
6.  Back to Rock/
7.  Kaiser PF the Sea/
8.  Panem ET Circenses/

    Quando o disco caiu em minhas mãos, logo de cara notei que a primeira faixa era um ‘cover’ do LED ZEPPELIN (mesmo antes de ouvir) e já fiquei frustrado, pô, a banda começa seu disco autoral em pleno século XXI com um cover? E ainda o lança como single? Deixei um pouco de lado o CD e fui ouvir outras bandas que tinha chegado em minhas mãos, até que chegou a hora de tirar o lacre dele e botá-lo pra rodar: Pois bem, realmente começava com a canção do LED, mas, não era a canção do LED. Calma que eu explico. A canção, a melodia, a música que começou a sair dos auto-falantes do meu aparelho não condiziam com os magos ingleses e até me lembrava um pouco nossas raízes, nossas violas, não tão regionalizadas, mas, mais atemporais e etéreas que o usual, uma melodia totalmente original, ali já me animei, pois a banda não apenas fez um ‘cover’ de um clássico do LED, mas sim, o desconstruiu e recriou a obra, mantendo apenas, algumas referências aos acordes originais e a letra original, ou seja, meio que a transformaram em uma canção com a identidade do THE GARD e isso por só já me conquistou.
    Conquista essa que se arrastou disco adentro, com uma sonoridade ímpar com as raízes profundas nos 70’s esse power-trio de Campinas/SP formado por Beck Nolder (bx/v/g), Allan Oliveira (g) e Lucas Mandelo (bt/bv) desfilou canções com instrumentos exóticos como bandolim em ‘The Gard Song’ e glockenspiel (uma espécie de caixinha de música antiga em ‘Music Box’.

    Como os três são acadêmicos de música, eles usaram muitas referências de Jazz e Música Erudita (como em ‘The Gard’) chegando à tão sonhada identidade musical própria.
    A capa tem um destaque todo seu. Com fundo branco e desenhada por Samir Monroe, destaca-se a gravura de um velho casarão representando o tal hospício que deu nome ao disco sem se prender aos clichês que fosse esperado.
    Em ‘Music Box’ além do toque suave da caixinha musical esperada senti aquela leveza e sensibilidade de nomes como THE BEATLES nos vocais e da banda REI LAGARTO nas guitarras e vozes, em tempo, o REI LAGARTO foi uma banda dos anos 90/2000 de Hard Rock da mesma cidade que o THE GARD.
    Já na próxima, ‘Back to Rock’ a banda cumpre o que anuncia e volta com todo peso que se espera, comandada pelo baixão pulsante do também vocalista Beck Nolder (que vocal alto cara!) a banda desce a laje, principalmente no refrão.
    Pois bem, não dá pra ficar aqui falando demais, o negócio é pegar pra ouvir.
    Deixo essa recomendação praqueles que estão na captura de bandas com pegadas setentistas, com o LED ZEPPELIN e afins como farol, pros que estão nessa de procurar um ‘salvador da lavoura’ (bobagem) e que tão boquiabertos com cópias vindas da gringa, ao menos os nossos tem personalidade, seguem os links:
   
 


quinta-feira, 30 de agosto de 2018

“2º UNIÃO METAL PUNK – Re-união e celebração!” (25 de Agosto de 2018)



“2º UNIÃO METAL PUNK – Re-união e celebração!”
(25 de Agosto de 2018)

  Era pra ser apenas um ensaio da formação clássica da banda guaçuana METALMAD, após três anos separados, armaram esse ensaio, pois o ex-vocalista Alexandre estaria na cidade de férias, eis que o baixista Sandro armou o ensaio e já cogitaram um show em parceria com a banda de Punk Rock GROTESQUE da qual Sandro faz parte tocando guitarra. Mas o show tomou proporções de festival quando uma nova banda de Death/Thrash guaçuana formada por músicos veteranos na área foi convidada para abrir o evento, essa banda formada por ex-membros do D.O.R. e DESECRATED SPHERES chama-se WARTHERIA. A partir daí a idéia foi crescendo e ficou decidido que o evento iria ser filmado e gravado para um possível lançamento futuro (CD-three-side ou DVD). Mas como chamar público para esse evento? Pelas bandas ficou decidido usar o nome de “União Metal Punk”, pouco tempo depois do cartaz feito tomaram conhecimento de que este nome já tinha sido usado anos antes num show de 2013 que reuniu as bandas METALMAD e GROTESQUE pela primeira vez, mero detalhe, mas qual seria o mote usado para unir Punks e Headbangers novamente? A celebração à amizade, simples assim. Já que tudo se originou de um mero ensaio com esse intuito, porque não expandir ele em proporções maiores? Afinal, entre os membros das três bandas existem amizades de 20 e até mais de 30 anos em alguns casos, estava decidido que o evento seria divulgado assim para unir o maior número de amigos e amigas das antigas e para reforçar a idéia, uma equipe que está atualmente colhendo filmagens e depoimentos para um futuro documentário que contará a história da cena guaçuana de som pesado resolveu divulgar esse evento como uma ótima oportunidade de encontrar algumas figuras ‘sumidas’ da cena para usar no tal documentário.


Divulgação à moda antiga, postes e pixações
  Com as idéias no lugar e a divulgação a todo vapor (com direito a cartazes colados em postes, como antigamente) eis que chega o tão aguardado sábado 25 de Agosto e logo após o pôr do sol, o Rota 25 Beer situado na Avenida Suécia em Mogi Guaçú começou a receber alguns veteranos da cena underground que há um bom tempo não saíam de casa para um show de Rock (o local foi clinicamente pensado para este fim, afinal, apesar de Mogi Guaçú hoje em dia contar com uma boa meia-dúzia de locais com som ao vivo mais voltados à vertente Rock/Pop, quase todos são mais direcionados aos famosos ‘mais-do-mesmo pop-rock costumeiro que não ofende ninguém’ e a organização do “União Metal Punk” queria mais era voltar às origens, então saíram do centro da cidade e procuraram um local rústico na periferia mal-vista da cidade, local perfeito e aconchegantemente festivo, como deve ser).

Público reunindo grandes amizades e inúmeras bandas de ontem e de hoje
  O evento começaria cedo para terminar cedo, evitando assim possíveis problemas com a vizinhança e os ‘hômi-da-lei’, deu certo. Por volta das 19h45min o local já estava com um público bem numeroso, inclusive contando com uma barraca vendendo discos de vinil, CDs e livros underground. A primeira banda subia ao palco, WARTHERIA com seu set curto e grosso executou seu Death/Thrash técnico contando com seis faixas autorais em bom português, a saber: ‘Pisando em Ossos’, ‘Horror Surreal’, ‘Wartheria’, ‘Culto à Evolução’, ‘Terra de Ninguém’ e ‘Onde se Esconde o Terror’, mostrando um som, hiper-pesado, técnico, apurado, mas sem deixar de ter aquela pegada violenta e direta que impressiona ao vivo.



WARTHERIA
  Um detalhe importante a ser frisado aqui que foi logo notado no começo do evento foi a questão dos backdrops ou bandeiras das bandas, normalmente quando uma banda toca ela põe sua bandeira no fundo do palco e a retira quando a segunda banda sobe e assim por diante, mas essa prática não foi usada neste evento, onde resolveram hastear as três bandeiras ao mesmo tempo, deixando as três lado-a-lado o evento inteiro, um símbolo forte de união entre as bandas de Metal e Punk. Outro detalhe não tão positivo foi a ausência quase que por completa do público dito Punk de Mogi Guaçú e região que não compareceu ao evento, pois é, nenhum moicano colorido foi visto, e a banda Punk GROTESQUE subiu ao palco sem o seu público costumeiro na frente do palco. Havia punks? Sim havia, os velhos entusiastas do movimento, mas aquela molecada que sempre está nos eventos punks que acontecem no Rota 25 simplesmente resolveram ignorar este evento. Uma pena, pois quem não foi perdeu um dos melhores eventos do underground guaçuano de 2018. Mesmo assim o GROTESQUE fez um baita barulho com seu Punk Rock Podrão que já rendeu à banda dois CDs, participação em uma pá de coletâneas e eventos grandes interior paulista adentro. Vários de seus sons já se tornaram clássicos do underground e foram desfilados na seguinte ordem: ‘Marcha Otário’, ‘Liberte-se’, ‘Todos Iguais’, ‘Holocausto’, ‘Brasil’, ‘Capitalismo’, ‘Exploração do 3º Mundo’, ‘Silas Malafaia’, ‘Sorria’, ‘Esmague’, ‘Pogo no Salão’, ‘Punk da Periferia’ e ‘O Metaleiro’ onde a banda espalhou sua pegada clássica de Punk’77 nua e crua abrindo boas rodas de pogo no evento que pegou o ritmo rapidinho.



GROTESQUE
  Cerca de uma hora de show depois era a vez da METALMAD se reunir após um hiato de três anos com apenas um ensaio feito dois dias antes. Como ¾ da banda permaneceu parada durante esse tempo todo, ninguém sabia o que esperar da performance deles, mas a banda subiu ao palco com tanta vontade de fazer dar certo que até as escorregadelas aqui e ali no som não ofuscou a empolgação e alegria que a banda expeliu em cada nota musical que ecoou pelo ar na próxima hora onde desfilaram seus antigos sons autorais com um cover ou outro pontualmente posicionado entre o set para incendiar a platéia, boa parte dela uniformizada com velhas (e novas) camisetas da banda. O clima de celebração à amizade e união tomou a frente do palco que foi invadida pelos velhos fãs da METALMAD e amigos de longa data. Quem nunca tinha os visto também passou a fazer barulho logo que o caos que a banda promove se espalhou pelo salão do Rota 25. Entre ‘Bom Dia Internauta’ e ‘Habitantes do Asfalto’ que a banda dedicou aos irmãos do GROTESQUE a banda ofereceu uma versão mais simples de ‘The Mob Rules’ do BLACK SABBATH e ‘The Kids Are Back’ do TWISTED SISTER anunciou que os mesmos caras de antes estavam de volta na área, prontamente correspondida pela platéia. Com o problema no som da guitarra incomodando no começo do show, logo resolvido pelo guitarrista do WARTHERIA Roque que foi dar uma mãozinha nas regulagens a banda seguiu a festa com mais alguns sons próprios entre versões para ‘Robot’ da PATRULHA DO ESPAÇO que pegou todos de surpresa e ‘Hell Bent for Leather’ do JUDAS PRIEST. ‘Tudo que Minha Mãe não Gosta’ levou os velhos fãs à piração que explodiu de vez quando o vocalista Alexandre anunciou o mega-clássico ‘Coração de Metal’ do STRESS que a banda já executava desde os primeiros shows. O que foi inflado pelo fato dele ostentar orgulho em vestir a camiseta do projeto/ filme/ documentário Brasil Heavy Metal, contando até com a participação do baixista do GROTESQUE Régis nos vocais na hora do refrão. Com o final do show se aproximando a banda exaltou o fato das três bandeiras estarem ladeadas no fundo do palco, sinalizando a união do underground que deveria ser seguido pelo público nos futuros eventos e tocou sua derradeira canção ‘Beijo da Morte’ anunciando assim o fim do show da METALMAD...



METALMAD

 ...Mas não a festa, afinal de contas, como última cartada, chamaram pra cima do palco os membros das outras duas bandas WARTHERIA e GROTESQUE e até a equipe da produção do evento para tocarem ‘Psycho Therapy’ dos RAMONES, levando o baixista Sandro e o vocal Alexandre a descerem do palco pra tocarem em meio ao público instalando caos que se seguiu com vários stage divings de cima do palco e uma extensão do BIS com os músicos de outras bandas presentes como BASTARD GOD, VERM NÁUSEA e ERA SUBURBANA se juntando aos já presentes numa versão insana de ‘Isto é Olho Seco’ da seminal banda OLHO SECO.
Amarildo da BASTARD GOD

parte do público incendiado

GROTESQUE,WARTHERIA,METALMAD,BASTARD GOD, ERA SUBURBANA
tocando OLHO SECO

selfie caótico com a plateia
  Após toda esta celebração gigantesca à amizade e ao underground unido as bandas e público (que há esta hora não se sabia mais quem era quem), todos ficaram pelas próximas três horas madrugada à dentro socializando, trocando materiais, idéias e batendo bons papos até o estabelecimento fechar para limpeza, ocasionando as reuniões na rua e na calçada, pouca gente queria arredar o pé dali.
  Outras celebrações como esta foram acertadas entre os organizadores e bandas, elas acontecerão, só não se sabe quando, espera-se que seja o mais breve possível e VIVA O UNDERGROUND E A UNIÃO METAL PUNK!
Amizades de todas as idades


WARTHERIA em ação
Tubarão Millares (GROTESQUE)

O motivo disso tudo - a plateia


As famosas bandeiras ladeadas

  Agradecimentos especiais ao Ademir, proprietário da casa Rota 25 Beer, Siloque da lojinha improvisada de discos e artigos da cultura underground e ao Edinho por ter cuidado do som tão bem. 
Agradecimentos à Luciane Bueno pelas filmagens adicionais, ao Rodrigo Treisnota e Wagner Kimba pela portaria, Donizete Cabelinho pelas peitas e à todos os presentes que vieram de longe e os que saíram de suas casas depois de anos para celebrarem as velhas amizades. Não podemos deixar de agradecer aos músicos das três bandas que motivaram tudo isso acontecer e principalmente ao público em geral que é o principal motivo dessas bandas ainda insistirem na manutenção de uma cena underground Brasil afora.
Tubarão e Marlão (GROTESQUE)

Wendel e os Alexandres (METALMAD)

Plateia com 'sangue-nozóio'

Neguetti, Regis (GROTESQUE) e Alexandre (METALMAD)
ao fundo o grande Ademir, dono do ROTA 25 
  Agradecimentos finais pelas fotos cedidas por Amarildo Mendonça, Luiz Henrique ‘Neguetti’, Tübarão Millares, Bruna Piccolo, Wagão Ongaro e Rubinho Fraleone.


domingo, 29 de julho de 2018

BLIXTEN: HEAVY ROCK 80’s com vocais inspirados!



BANDA: BLIXTEN
DISCO: “Stay Heavy”
ANO: 2018
SELO: Independente
FAIXAS:
1.  Requiem Aeternam (Intro)/
2.  Trapped in Hell/
3.  Stay Heavy/
4.  Maktub/
5.  Strong as Steel/
6.  Like Wild (bônus track)/

    Quando eu me deparo com uma banda de Heavy Metal com vocalista feminina eu fico com um pé atrás devido aquela enxurrada de bandas insossas que surgiram na primeira década dos anos 2000, um bando de cópias mal-feitas de NIGHTWISH com vocalistas bonitas que não eram do Metal, ou então as que queriam ser ARCH ENEMY sem conhecimento de causa pra tanto.

    Mas quando eu percebo que o caso não é nem o primeiro nem o segundo, a banda já conquista minha atenção de cara. Hoje tem um sem-números de estilos que as mulheres estão seguindo no mundo do som pesado e quanto mais variedades melhor, mas, sem dúvidas, as tradicionais pesam mais no meu gosto pessoal e este é o caso da banda de Araraquara (SP) BLIXTEN, quarteto formado por Kelly Hipólito (v), Miguel Arruda (g), Aron Marmorato (bx) e Murilo Deriggi (bt) e que executa um Heavy Metal tradicional dos anos 80, aquela maravilha que nos faz bater cabeça sem pensar no amanhã, ‘tuxar’ o volume e exorcizar os ‘sapos-engolidos’ do dia-a-dia.
Murilo Deriggi (bt), Miguel Arruda (g), Aron Marmorato (bx), Kelly Hipólito (v)
BLIXTEN
    O instrumental afiadíssimo com guitarras cortantes de Miguel e as bases sólidas de Aron e Murilo servem de ringue para vocalista Kelly travar uma batalha épica contra a chatice do mundo moderno usando como arma suar garganta e um feeling sobrenatural!
    A banda usa e abusa dos riffs pesados e os vocais que ora lembram Wendy O’Williams (PLASMATICS, W.O.W.), ora flertam com a deusa Doro Pesch (WARLOCK), passeiam pelas planícies do PHAMTOM BLUE entre outras mulheres perigosas, mas também escancaram umas pegadas W.A.S.P., TWISTED SISTER e, pasmem, teve momentos que me lembraram a maravilhosa cantora Linda Perry do 4 NON BLONDES, sim aquela banda noventista que pouca gente conheceu além daquela balada de FM, mas este é outro papo.
    O que eu vejo além das influências é que esses quatro tem personalidade em franco desenvolvimento, coisa que se consolidará em poucos anos, talvez no début já tenhamos uma ótima surpresa em relação a isso, ao menos é o que espero, aja visto o potencial latente em mais esta banda que torço para se tornar um dos futuros grandes nomes do Metal Nacional lá fora, assim como NERVOSA, UGANGA, KRISIUN, BLACK PANTERA, HELLISH WAR, etc...
  Ficou curioso? Aqui tem uma lista de endereços onde você poderá sanar suas dúvidas:





sábado, 21 de julho de 2018

UGANGA na linha de frente do Metal século XXI do Brasil!



UGANGA – “Manifesto Cerrado” (2017)
FAIXAS:
1.  Sua Lei, Minha Lei/
2.  O Campo/
3.  Nas Entranhas do Sol/
4.  Couro Cru (part. especial – Vouglas Eremita)/
5.  Opressor/
6.  Moleque de Pedra (part. esp. – Tibanha)/
7.  Modus Vivendi/
8.  Who Are the True? (part. esp. – Murcego Pergentino)/
(versão para música do VULCANO)
9.  Aos Pés da Grande Árvore/
10.              Noite (part. esp. – Mustafá, Lilian Salgado e Tatiana Ribeiro)/


    Falar do UGANGA é uma missão complicada, porque, como definir o trabalho deles? De maneira bem simplista, talvez usando o slogan do banner deles, “Thrashcore do triângulo mineiro”, mas como eu não sou simplista (nem a banda) e não me contento com isso, vou encarar essa parada nas linhas à seguir.
    O UGANGA é uma banda que foi criada lá na primeira metade dos anos 90 pelo ex-baterista do SARCÓFAGO, Manu Joker e mais uns amigos, naquela leva de bandas que misturavam muita coisa no som (bem anos 90), com DJ e o ‘caralhoaquatro’, que passou por uns pares de mudanças na formação, fazendo o Joker trocar a bateria pelo microfone e por seu irmão Marco Henriques em seu lugar, perderam o DJ, ganharam mais dois irmãos na banda Raphael ‘Ras’ Franco (baixo/vocal) e Christian Franco (guitarra), além do guitarrista Thiago Soraggi e lançarem uma leva de discos interessantes, onde o peso e a criatividade crescia a cada lançamento e a banda passou a ficar mais interessante a cada apresentação ao vivo, a cada música lançada e chegar há duas décadas por cima com 4 álbuns fodas de estúdio e um ao vivo gravado no continente europeu. E quando acharam que iam comemorar de boas os vinte anos uma maré de problemas assolou a banda inclusive com problemas de saúde para seus membros. Foi quando foram convidados pela Sapólio Rádio (https://www.facebook.com/SapolioRadio ) a gravar um DVD comemorativo das duas décadas.   Encararam e fizeram um regaço, num clima intimista, em casa (Estação Ferroviária Stevenson entre Uberlândia e Araguari/MG) cercados de amigos/as e num formato em círculo, como se tivesses expurgando todos os problemas numa roda ritualística, o show é impecável, pesado, grooveado, talentoso, qualidade de captação do áudio e vídeo deslumbrante, sem nenhuma edição, foi numa tacada só (nem os papos cortaram) mas... demorou muito a sair, quando o DVD iria sair, a banda já estava numa nova fase, com a formação agregando um terceiro guitarrista (o Murcego) que também participou deste show como convidado e o clima já era bem melhor também, sendo assim, resolveram dar uma atualizada nele, gravando um gigantesco e detalhado documentário esmiuçando cada vírgula da história da banda. E esse documentário tomou para si o verdadeiro chamariz deste lançamento, o show acabou sendo apenas um bônus e meio que este DVD vale como se fosse um trabalho duplo com preço de simples.
    Eis que praticamente um quarto de século depois da formação embrionária desta banda com aquele que era conhecido apenas como um ex-baterista duma lendária banda mineira, hoje o nome UGANGA (assim mesmo, com letras maiúsculas) representa o que de mais interessante, instigante e criativo temos na cena do Metal brasileiro. E Manu Joker (v), Marco Henriques (bt), Christian Franco (g), Ras Franco(bx/v), Thiago Soraggi (g) e Maurício Murcego Pergentino (g) hoje formam uma das mais importantes bandas do Brasil, aqui e lá fora. É Minas Gerais mais uma vez à frente da cena de Metal pesado no Brasil!
UGANGA
  Fotos by Eddie Shumway

  Mais informações sobre este e outros lançamentos do UGANGA você encontra nos links abaixo:


domingo, 17 de junho de 2018

“SABBATH BRAZIL SABBATH – A BRAZILIAN TRIBUTE TO BLACK SABBATH” (2018)



FAIXAS:

        CD 1
1.  OBSKURE – The Wizard/
2.  LEVIAETHAN – Children of the Grave/
3.  TAILGUNNERS – Heaven in Black/
4.  GENOCÍDIO – Tomorrow’s Dream/
5.  UGANGA – Voodoo/
6.  ANCESTTRAL – Sabbra Cadabra/
7.  ORQUIDEA NEGRA – Heaven and Hell/
8.  CHEMICAL DISASTER – Iron Man/
9.  HELLISH WAR – Get a Grip/
10.              FOR BELLA SPANKA – Digital Bitch/
11.              KING BIRD – Supernaut/
12.              SYREN – Black Moon/
13.              KORZUS – Neon Knights/
14.              PANIC – I/
15.              MALEFACTOR – War Pigs/

CD 2
16.              SILVER MAMMOTH – Symptom of the Universe/
17.              TAURUS – Cornucopia/
18.              MX – The Mob Rules/
19.              VULTURE – In for the Kill/
20.              HEADHUNTER DC – Electric Funeral/
21.              DROWNED – Sabbath Bloody Sabbath/
22.              STEEL WARRIOR – The Shining/
23.              JAILOR – After Forever/
24.              ANTHARES – Hole in the Sky/
25.              VOODOOPRIEST – TV Crimes/
26.              ATTRACTHA – N.I.B./
27.              REVENGIN – Headless Cross/
28.              SEXTRASH – Loner/
29.              ANEUROSE – Psychophobia/
30.              DEMONS OF NOX – Paranoid/

  Alguns podem chamar de golpe, outros de oportunismo, eu chamo de, no mínimo, ‘Loucura’ (daquelas boas sabe?) o fato de um selo sediado na Europa lançar um CD duplo (numa época negra, sem trocadilhos, em que ninguém compra porra nenhuma) somente com bandas brasileiras homenageando o inigualável BLACK SABBATH. Sim, por vários motivos:
  1.  Já mencionei, estamos vivendo tempos estranhos em que ninguém investe em cultura, ainda por cima comprar um CD duplo;
  2.  O selo está na Europa e está investindo exclusivamente em bandas brasileiras, muitas delas novas desconhecidas;
  3.  É uma homenagem ao BLACK SABBATH porra! Quem poderia tocar as músicas do velho Sabbazão sem ‘botar o seu na reta’, não é mesmo?
  4.  São 30 bandas, não é pouca coisa.

  Pois bem, alguém encarou todos esses infortúnios e arriscou tudo, e esse alguém foi o selo Secret Service que acabou de lançar um tributo luxuoso aos 50 anos do BLACK SABBATH que trouxe grandes nomes da cena brasileira como KORZUS, KING BIRD, SEXTRASH, VOODOOPRIEST, TAURUS, GENOCÍDIO, MX, ANTHARES, ORQUIDEA NEGRA e LEVIAETHAN ao lado de novos e promissores nomes como JAILOR, ANEUROSE, ATTRACTHA entre outros que assumiram o risco de reler um tema em específico da maravilhosa herança que Mr. Tony Iommi e seus amigos nos deixaram. São obras intocáveis e, sendo assim, não podemos sequer comparar com as versões aqui presentes, que estão excelentes sim, mas com a personalidade dos brasileiros impressas nas gravações, só por isso já seria um grande motivo para todos nós investirmos em uma cópia da obra, arrisco dizer que ficou melhor de que aquele segundo volume do “Nativity in Black” lançado pelos gringos em 2000, vocês lembram? Aquele da capa vermelha? Então, esse aqui dá uma surra violenta nele!
  O mais legal é que não tem só as manjadas da fase 70’s e sim belas pérolas pescadas das outras fases por bandas pesadas em versões inimagináveis para sons dos anos com Tony Martin, Glenn Hughes e Ian Gillan nos vocais, como a versão maravilhosa que o STEEL WARRIOR fez para ‘The Shining’ ou que o VULTURE forjou para ‘In for the Kill’.
  Quer mais destaques? Compre sua cópia pelos canais que irei destacar abaixo e tire suas próprias conclusões.
  Meus parabéns à Secret Service Records e todas as bandas envolvidas. Aqui tem coragem e talento de sobra. Apóiem a cena nacional com ações, não likes!