sábado, 21 de março de 2020

SLAMMER – O TRIO MALDITO CURITIBANO



BANDA: SLAMMER

DISCO: “Passage to Hell”

ANO: 2019

SELO: Independente

FAIXAS:
1.  Passage to Hell/
2.  Throne in Flames/
3.  The Antichrist’s Rage/
4.  The Slammer/
5.  Sons of Evil/
6.  Ignis Corpora/

    Eis que um ano após o EP “Rage” (leia aqui: http://tocadoshark.blogspot.com/2018/12/slammer-do-submundo-infernal-curitibano.html) o power-trio curitibano de Metal SLAMMER lança finalmente seu full-lenght.
    Formado há eras atrás, a banda se reuniu em 2017 com os fundadores Urso (baixo/vocal) e Zemov (guitarra) com Hordak
(bateria) para espalharem a heresia por onde passarem.
Hordak (bt), Urso (bx/v), Zemov (g)
SLAMMER
    E agora temos em mãos o primeiro full da banda com 6 faixas, duas já tinham sido apresentadas no EP “Rage”, a saber ‘Sons of Evil’ e ‘Antichrist’s Rage’, mas agora temos mais blasfêmias, e ofensas gratuitas aos ditos cidadãos de bem que infestam a cidade natal da banda, Curitiba/PR e o resto desse país hipócrita que se diz cristão mas defende tortura e segregação!
    A sonoridade é típica dos anos 80, WARFARE, VENOM, HELHAMMER seriam boas referências, mas prefiro definir o som da banda como o rugido de um cão de três cabeças que acabou de escapar das correntes de Hades para rasgar a carne e devorar a alma de todos os hipócritas que encontrar pela frente.
    Aqui é Metal sujo e profano sem licença poética,
sem concessões e nem invencionices. É a pura maldade gravada com sonoridade abafada e opaca, como nos acostumamos a ouvir naqueles discos da Neat Records ou nos mal reprensados pela Woodstock Discos, quem lembra?
    Enfim, não vá esperando virtuosismo desenfreado, nem polidez nas técnicas de gravação, acho que nem os copos que eles usam pra tomar cachaça são cristalinos, quem dirá o som.
    O disco é curto? Sim, queremos mais, e isso
também é uma referência daquela época em que tudo era tão difícil, bom que assim, a gente ouve ele repetidas vezes e acaba decorando os compassos cadenciados de ‘Ignis Corpora’ e ‘The Antichrist’s Rage’, ou então a emergência dos acordes e viradas malditas de ‘Passage to Hell’ e ‘Sons of Evil’ e deixa grudado na
nossa cabeça o refrão de ‘The Slammer’ pra gritar nos shows!

    Corre atrás que é satisfação garantida:







quinta-feira, 19 de março de 2020

DISUNIDOS - VETERANOS DO PUNK ROCK PARAIBANO NA CENA!



BANDA: DISUNIDOS
DISCO: “REAL SALVAÇÃO”
ANO: 2019
FAIXAS:


1.  Disunidos I/
2.  Situação Indígena/
3.  Forças Armadas/
4.  Tudo Pelo Social/
5.  Trombadinha/
6.  Real Salvação/
7.  Alô Môfi/
8.  Dia a Dia/
9.  Pobres seres
10.      Autogestão/
11.      Na TV/
12.      Não Adianta/
13.      Ditadura do Ismo/
14.      Você é Apenas Você/
15.      Pátria que o Pariu/
16.      Revolta da Natureza/
17.      Mulheres em Luta/
18.      Realidade Abstrata/
19.      Soluções Revolucionárias/
20.      Disunidos II/

    Em 1987, no século passado o Brasil acabara de sair de uma ditadura massacrante e 10 anos após o auge do movimento Punk no R.U. nascia a primeira banda de Punk Rock em João Pessoa na Paraíba, era a DISUNIDOS que lançou duas demos e rodou a cena produzindo zines e fazendo letras que até hoje representam a realidade da sociedade periférica de qualquer cidade brasileira.
    Eis que em 2015 após anos parados resolveram reunir a banda com dois novos integrantes e dois veteranos e retomar as gravações de canções que ficaram sem registros na época e finalmente lançar um álbum completo.
André (g), Marcos (bx), Fumaça (v) e Nenem (bt)
DISUNIDOS

    Pois bem, o que saiu em 2019 foi o disco “Real Salvação” com 20 faixas, muitíssimo bem encartadas num CD digipack com arte perfeitamente Punk, encarte com letras e gravação excelente, tudo registrado por Fumaça (vocal), André Nóbrega (guitarra), Marcos Lopes (baixo e rabeca) e Nenem Mofado (bateria) contando com as participações especiais de Adriano Stevenson (guitarra em ‘Realidade Abstrata’), Marcelo Macedo (guitarra em ‘Disunidos II’), Mara Souza, Kakal e Patativa Moog (alfaias e vozes em ‘Mulheres em Luta).
    Temos o típico Punk Rock sem censura, letras conscientes. Destaques para ‘Autogestão’, ‘Real Salvação’ (muito DK), o reggae ‘Pobres Seres’ e ‘Mulhers em Luta’ com todo aquele tempero da música nordestina e vocais femininos.

    Agora é com você, corra atrás de conhecer melhor o trampo desses pioneiros do Punk Rock no nordeste brasileiro:


Arte: Charles Arthemio

segunda-feira, 16 de março de 2020

HELLISH SUMMER FEST tocando fogo no litoral paranaense!





HELLISH SUMMER FEST
Barones Club (Paranaguá/PR) 14 de Fevereiro de 2020
TRIPANOSSOMA
SEM FUTURO
SUBURBAN BASTARDS
HIGH BUTCHER
ATOMIC APPLIANCE

    No último dia 14 de fevereiro rolou em Paranaguá, litoral paranaense uma união Metal Punk com as bandas curitibanas TRIPANOSSOMA (Metal) e SEM FUTURO (Punk’77), as bandas do litoral HIGH BUTCHER (Thrash de Paranaguá) e ATOMIC APPLIANCE (Heavy de Guaratuba) e a atração internacional SUBURBAN BASTARDS (MetalPunk de Assunção, Paraguai).
    O evento que foi organizado pela RF Produções Underground que atua em Guaratuba e todo litoral desde o começo da década e rolou no tradicional bar Barones Club, onde já rolaram inúmeros festivais e shows do underground nacional e internacional. Também foi o primeiro evento com a cobertura oficial do novo canal de divulgação underground ao qual a Toca do Shark firmou parceria, o ‘Litoral Underground News’.
Léo, Ovelha e Alexandre
(LITORAL UNDERGROUND NEWS)
    A primeira banda que chegou e também que tocou naquela noite foi o TRIPANOSSOMA de Curitiba, executando um Metalzão grosso e cascudo o power-trio que tem letras nada educadas em bom português desfilaram faixas de seus álbuns “Nunca Subestime a Noite” e “Futum”, destaques para ‘Corrupção’, ‘Corpo Podre’, ‘Povo’, ‘Jubileu’ e ‘Gago’.
TRIPANOSSOMA
    Sem perder muito tempo entra o SEM FUTURO, uma banda de Punk Rock’77 que contém dois integrantes do TRIPA e o vocalista insano Minhoca. A banda já rodou uns festivais da Europa inclusive representando o Punk Rock brasileiro e não descansam. É uma mescla de STIFF LITTLE FINGERS, THE STOOGES mais acelerados e o vocalista dá um show à parte, vale a pena conferir tanto o show quanto os CD’s da banda. Destaco aqui faixas como ‘Falo o que Penso’, ‘O Boteco de Barrabás’, ‘Grupo dos 8’ e ‘A Maior Mentira da História’ entre outras com letras impagáveis.
SEM FUTURO
    Madrugada à dentro sobe ao palco os paraguaios do SUBURBAN BASTARDS, mas o que foi aquilo? Uma avalanche sonora que mescla o Heavy Metal cortante dos anos 80 da N.W.O.B.H.M. com o Punk Rock brasileiro da mesma década. Imagine jogar no liquidificador RAZOR, DIAMOND HEAD, CÓLERA e OLHO SECO? 
SUBURBAN BASTARDS
    Pois foi isso que presenciei sem tirar nem por. Pela terceira vez no Brasil, mas pela primeira vez no litoral paranaense e em SC, a banda está divulgando seu primeiro CD “Suburban Bastards” e, segundo papos antes do show a banda tem muito interesse de desbravar o underground paulista e brasileiro nas próximas visitas, potencial pra isso eles tem de sobra, poder de fogo incrível, vontade e sangue nos olhos. Recomendo a todos procurarem conhecer mais a banda, seja via Youtube ou sei lá como, mas faixas como ‘Sed Fatal’, Bastardos Suburbanos’ e e ‘Guerreros de las Carreteras’ fazem qualquer banger judiar do pescoço e qualquer punk se matar no pogo.
HIGH BUTCHER
    A noite ainda era longa e chegou a vez dos veteranos do Thrash Metal caiçara, HIGH BUTCHER que nos prometeram para breve seu primeiro lançamento, não deixaram ninguém amolecer nem descansar, é um Speed/Thrash tão impecável que até morto levanta e vai pra frente do palco, com a voz rasgante de Belo à frente, destaco o hino ‘Metal is Our Mission’ e a execução mais que perfeita das cordas de Rodrigo (g) e André (bx) em ‘Face the High Butcher’ que faz você se sentir na Inglaterra de 1980!
ATOMIC APPLIANCE
    A noite chegava ao fim, mas não sem antes provar o poder de fogo dos caçulas da noite, a garotada do ATOMIC APPLIANCE de Guaratuba que tem em média 17,18 anos e estão com vontade de sobra pra conquistar território no underground. Com seu Heavy Metal clássico a banda não perde tempo com covers, e executam 99% do show somente com repertório  autoral. Precisam amadurecer é óbvio, acertar algumas arestas que só a estrada vai resolver, mas dá gosto ver aquela dupla de cordas se matando no palco ao som do Metal, falo dos guitarrista e baixista Cewen e Alan. E os veteranos das outras bandas todos foram assistir os meninos como que abençoando e aprovando o show deles sem ressalvas, isso é um atestado de competência e de que eles tem muito potencial pra se foderem no underground nacional, sim, porque ninguém se dá bem nesse ramo, mas os causos e histórias pra contar se multiplicam!

SUBURBAN BASTARDS com membros do TRIPANOSSOMA
e HIGH BUTCHER no camarim

HIGH BUTCHER

    Enfim, mais uma boa farra regada a som pesado com saldo positivo foi vista no litoral paranaense, o que sempre é um grande prazer.

ATOMIC APPLIANCE



HIGH BUTCHER


SUBURBAN BASTARDS

    Agradecimento ao Urso do SLAMMER de Curitiba e ao Leo da RF Prod. Underground de Guaratuba por mais uma vez realizarem uma festa desse porte!




segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

BASTARD GOD, Segundo tacada na cara da sociedade!

(capa Fisch3r - www.instagram.com/fisch3r888/ )


BANDA: BASTARD GOD
DISCO: “Bastard God”
ANO: 2019
FAIXAS:
1.  Manipulado/
2.  Imperialismo Norte Americano/
3.  Ego-Logia/
4.  Destrua o Nazismo/
5.  Consumismo Abusivo/
6.  Deus e o Estado/
7.  Refugiados/
8.  Obesidade/Desnutrição/
9.  Patrão Opressão/
    Após dois anos temos em mãos e ouvidos o novo play do BASTARD GOD, um dos mais ativos nomes do Grind/Crust/Core da região de Campinas/SP.
    Desta vez o disco vem com uma cara mais de álbum mesmo, desde a produção gráfica até a sonora, mais clara e não menos incômoda. A produção em estúdio (por conta de Daniel Bonfogo de Leme/SP) está mais esmerada, os instrumentos mais claros e os vocais menos embolados, mas nem por isso perdeu a sujeira e agressividade notória e obrigatória do estilo.
BASTARD GOD
Guinho (g), Porcão (bt), Amarildo (v) e Kaballero (bx)

    Amarildo (v), Porcão (bt), Kaballero (bx) e Guinho (g) estão com sangue ‘nozóio’ como sempre e o som expressa a urgência que o mundo real nos obriga.
    Letras mais do que fundamentais como ‘Destrua o Nazismo’, ‘Deus e o Estado’ (com participação especial do vocalista do GROTESQUE, Tübarão Millares) e ‘Refugiados’ são cartilha básica dos dias repressivos em que vivemos a cada giro que o relógio completa. Estamos num mundo fodido (politicamente e ambientalmente), que marcha a passos largos pro abismo criado pelos terraplanistas, e esse disco pode ser a trilha sonora perfeita pra essa descrença na raça humana.
    Se você curte um som por diversão e pra abstrair, mas mesmo assim mantém os pés no chão e não se aliena, “Bastard God” é a cacetada certa pra sua trilha sonora. Adquira sem medo.


segunda-feira, 23 de dezembro de 2019

MOTOROCKER SALVANDO A MALÁRIA DO LITORAL-PR



    No último dia 14/12 aconteceu na cidade litorânea do Paraná, Guaratuba o “6º Guaramotos” divulgado como um dos maiores encontros de moto do estado, mas não foi o que vi por lá, mas enfim, não estou aqui pra falar desse evento e sim da única atração verdadeiramente grande desde evento, o MOTOROCKER, um dos maiores nomes que o Rock paranaense já produziu essa banda não tem limites quando o assunto é tocar, o que vemos no palco é uma banda que se entrega em 110% e deixa expelir pelos poros a alegria de estarem tocando pro público, independente do tamanho dele. Já não é a primeira vez que vejo a banda e desta vez parece que a banda tava com mais ‘sangue-no-zóio’ apesar de ser o segundo show daquele mesmo dia, afinal tinham tocado em Curitiba durante a tarde e já eram 23:30 quando entraram no palco tocando o terror com seu maior hino ‘Igreja Universal do Reino do Rock’ do primeiro disco de 2006 botando os poucos ‘malárias’ e motociclistas dispostos a se divertir pra pular e cantar. Com ‘Acelera e Freia’ mantiveram o clima lá nas alturas e em seguida provocaram dizendo que nunca foram uma banda de Heavy Metal e sim de Rock And Roll e como uma boa banda de Rock And Roll tem que ter um Blues eles iriam apresentar o deles, “... em homenagem à todos os negão que começaram essa história...” citando o nome de vários deles, era o divertido ‘Blues do Satanás’!

    Um som denunciando as injustiças com os latinos ‘Periplaneta’ veio a seguir engatada em uma trinca matadora, ‘Loco de Gole’, ‘Motorocker’ e ‘Rock na Veia’, só baixaram o gás com ‘Tocando o Horror’ que é mais cadenciada e ‘Bem Estar’ que começa de boa e para essa chamaram uma mulherada ao palco pra dançar, uma boa meia dúzia delas subiram ao palco e se juntaram a festa.
Marcelus dos Santos

    Logo voltaram a animar o clima com ‘Vamo Vamo’ do segundo disco de 2010 “Rock na Veia”. Nessa hora abriram o ‘valetão’ que muita gente chama de ‘Wall of Death’ e a geral se acabou na ‘porrada’.
Eduardo Calegari

Luciano Pico (g) com Silvio Krüger (bx) ao fundo

    Num bom momento de viagem trocaram as guitarras pelos violões e mandaram ‘Homem Livre’ que serve de trilha pra qualquer um que goste de pegar uma estrada sem preocupações.

    Após ‘Pegada Seca’ seguiram com ‘Brasil’ e ‘Curva de Rio’ até que chegou o momento de mandar aquele singelo recado aos moto-clubes elitistas e burgueses com ‘M.C. Brasil’ “...seja um cabrito ou uma Harley...não importa a máquina e sim o espírito!” Demais!


A Malária só nas voadora!

    Outro momento divertidíssimo foi quando a banda colocou duas menininhas pequenininhas em cima do palco, na faixa duns 4 ou 5 anos, elas estavam em cima das caixas do P.A. dançando durante todo o show, o vocalista Marcelus chamou as duas pro palco e tocaram ‘Meio Caipira’ exaltando as raízes de todo brasileiro que tenha o pé no chão, o que hoje é bem difícil, com todo mundo se achando elite... o show virou uma ‘quadrilha de festa junina’! 

As fãs mirins do MOTOROCKER em ação
    Vale ressaltar aqui a humildade dessa banda juntamente aos fãs, dedicam músicas, chamam pra cima do palco, batem papos super divertidos após o show numa troca de informações e humanidade que há muito tempo está se perdendo. Essas atitudes de todos os membros sempre devem ser exaltadas, eles são muito agradecidos ao seu público, seus fãs que eles carinhosamente tratam de ‘os malárias’ e pra quem fizeram outro hino do primeiro álbum ‘Salve a Malária’ que encerrou o show com ‘Para-Raio de Encrenca’ que a antecedeu.
Juan Neto

Eduardo Calegari

Silvio Krüger

    Após o show receberam os fãs para fotos, autógrafos e longos bate papos sobre tudo quanto é assunto, que iam desde a banda na estrada até usar aparelhos ortodônticos para prevenir a queda dos dentes...
    A TOCA DO SHARK recomenda tanto os discos quanto os clipes, mas, principalmente o show desses caras, onde as músicas ficam na velocidade da luz e o caos (no bom sentido) impera!




Marcelus dos Santos batendo altos papos com
a equipe da Toca do Shark

Eduardo e Silvio com a equipe Toca do Shark e o fã Nº1 do MOTOROCKER no litoral
Leonardo Cardoso da R.F. Produções Underground.

Eduardo (g) e Marcelus (v)

Luciano Pico (g)

Os Sharks com Juan Neto (bt)



segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

MIASTHENIA QUEBRANDO PARADIGMAS SONOROS



BANDA: MIASTHENIA
DISCO: “SINFONIA RITUAL”
ANO: 2019
SELO: MUTILATION RECORDS
FAIXAS:
1.  Taqui Ongo/
2.  13 Ahau Katun/
3.  Kayanerehn Kowa/
4.  Coniupuyaras/
5.  Deuses da Aurora Ancestral/

    Falar sobre o MIASTHENIA é sempre algo desafiador, afinal é uma banda veterana da cena Extreme Pagan Metal que está sempre se superando a cada obra lançada, mas nada que se compare ao presente EP “Sinfonia Ritual”.
    Como todos sabem, a banda é liderada pela vocalista e tecladista Susane Hécate, uma sumidade em se tratando do estudo dos povos ameríndios e mitologia pré-colombiana e acompanhada de Thormianak (guitarra/baixo) e Nygrom (bateria) acabam de lançar em parceria com o produtor inglês Ifall este trabalho épico e instrumental que podemos definir como uma imersão extra sensorial na obra aqui apresentada.

    A banda pegou cinco das suas mais intrincadas canções dos discos “Supremacia Ancestral” (2008), “Legados do Inframundo” (2014) e “Antípodas” (2017) e transformou radicalmente em músicas instrumentais, sinfônicas, como uma trilha sonora que nos remete às batalhas travadas entre os invasores europeus e os povos indígenas nativos do nosso continente.
    Enquanto ouvimos de olhos fechados, passa-se um filme na nossa cabeça imaginando o horroroso derramamento de sangue que foi travado entre os ditos ‘descobridores/conquistadores’ do velho continente e os povos que seriam os legítimos detentores dos direitos sobre essas terras em que vivemos hoje.
    Ficar aqui falando que é épico, transcendental, sinfônico, belo, fantástico ou qualquer outro adjetivo para essas cinco canções seria apenas ‘encheção de lingüiça’. Como sempre, lhes recomendo procurar a obra original e ouvir de forma imersiva, alheia às influências exteriores e se dar o direito a essa experiência sem igual.
    Ah, esqueça o Metal, por enquanto e boa viagem!