sábado, 27 de outubro de 2018

MAESTRICK – Viagem sem hora nem lugar para acabar!




BANDA: MAESTRICK
DISCO: “Expresso Della Vita: Solare”
ANO: 2018
SELO: Som do Darma/ Die Hard (http://somdodarma.com.br/pt/)
FAIXAS:
1.  Origami/
2.  I A.M. Living/
3.  Rooster Race/
4.  Daily View/
5.  Water Birds
6.  Keep Trying/
7.  The Seed/
8.  Far West/
9.  Across the River/
10.      Penitência/
11.      Hijos de La Tierra/
12.      Trainsition/

    Todo mundo aí já deve ter feito uma longa viagem na vida, se não de trem (que pena que acabaram com eles, né?), de ônibus, avião, etc...
    Pois bem, uma longa viagem é uma jornada, uma aventura da qual você só tem certeza do local e horário de embarque, o que acontecerá no percurso ninguém pode prever, pessoas que por ventura você conheça no trajeto, ou depois dele, enfim, o MAESTRICK (bandáça formada há 12 anos em São Jose do Rio Preto/SP) traz neste disco novo uma proposta ousadíssima, um disco conceitual que simula uma viagem de trem de 12 horas (durante o dia, por isso o nome ‘Solare’) em que a pessoa vivencia situações da vida humana e em breve teremos a segunda parte, com mais 12 horas de vida, mas à noite, “Expresso Della Vita: Lunare”, mas isso será mais pra frente, por isso, vamos nos ater a esta primeira parte.

    Com uma sonoridade que mescla o que há de melhor em ‘Rock sensorial’, algo que por vezes te remete à obra de gigantes do progressivo como YES, E.L.P., JETHRO TULL, ASIA, passando por mestres do Hard/Heavy como QUEEN e RUSH e até umas pitadas do alien JOE SATRIANI, esse caldeirão de sonoridades te leva mesmo pra uma experiência de viagem sem aditivos químicos, somente no áudio, uma obra tão requintada, apurada, de quilate exacerbado e feeling descomunal. E não para por aí, a banda, hoje formada por Fábio Caldeira (vocal/piano), Renato Somera (baixo/vocal), Heitor Matos (bateria/percussão) e Neemias Teixeira (teclados) contaram com algumas participações especiais que deram o tempero certo para deixar esse disco com a cara de MAESTRICK e não de nenhuma de suas referências e/ou influências. A saber, a banda contou com uma orquestra/coral com cerca de 23 músicos dando corpo a parte sinfônica do álbum. Também contaram com o percussionista Fernando Freitas (professor do Projeto Guri), os instrumentistas Leonardo Almeida e Rodrigo Pimentel nas cordas do banjo, dobro e ukulele e Adair Daufembach como produtor e guitarrista. Como visto as participações não são de nenhum Rockstar famoso e sim amigos e pessoas próximas, tanto que até a avó do vocalista, Dona Rose, participou da belíssima canção ‘Penitência’ cantando angelicalmente um trecho desta canção com letra em português brasileiro/caboclo/indígena e muita musicalidade brasileira.


    A capa e o encarte são obras de arte paralelas que complementam a viagem com riqueza de detalhes, fotografias e letras, tudo obra da artista plástica Juh Leidl (também vocalista da banda campineira Threesome - http://tocadoshark.blogspot.com/2018/01/threesome-estetica-sexualmente-hard-rock.html ).
    Toda essa relevância cultural levou o MAESTRICK a rodar a Europa (atualmente) e a firmar contrato com uma major japonesa, a Marquee/Avalon e pretendem também conquistar sua terra natal, afinal, a nossa esperança, tanto de artistas, quanto de público é que o Brasil volte a ser um exportador de grandes artistas de Rock (isso já é uma realidade há décadas) e que esses artistas também tenham êxito por aqui. Pra isso façamos nossa parte e abaixo deixo links para que você aí do outro lado conheça e contribua com o legado artístico dessa banda maravilhosa chamada MAESTRICK:




sábado, 6 de outubro de 2018

GROTESQUE – Punk podrão das ruas parte II



BANDA: GROTESQUE
DISCOS: “Punk da Periferia”
ANO: 2017
SELO: Independente
FAIXAS:
1.  Brasil/
2.  Todos Iguais/
3.  Sorria/
4.  Punk da Periferia/
5.  Capitalismo/
6.  Holocausto/
7.  Esmague/
8.  Pogo no Salão/

    Desde 2013 na ativa com esta formação que conta com Tubarão Millares (vocal), Régis (baixo-ex TOXEMIA), Marlos (bateria-ex TOXEMIA, SUCO DE LIXO) e Sandro (guitarra-ex MOTORHEART, METALMAD) a banda chegou ao seu segundo disco cheio e lá vem mais 8 faixas mal-educadas do Punk Rock podrão das ruas, como eles mesmo se intitulam.
    E é isso mesmo que a banda é, vinda das ruas não há escolha em relação aos seus posicionamentos e aqui temos belíssimos exemplos do que o povo sente em relação à república em que vivemos desde 1500.
Punk Rock podrão e mal educado heheh
Sandro (g) e Tubarão (v)

    O CD já abre com ‘Brasil’ uma faixa que é o verdadeiro raio-x desse país, temos também ‘Sorria’, uma faixa divertida que relembra até a clássica canção de mesmo nome do EVALDO BRAGA. Ainda com esse clima de pogo e diversão com letra ácida temos ‘Punk da Periferia’ (essa não tem nada a ver com a do GILBERTO GIL, ok?) e ‘Pogo no Salão’.

    Um protesto contra os horrores da guerra nazista seria a faixa ‘Holocausto’ mas também espirra na letra de ‘Esmague’ que bem ataca todo tipo de preconceito. É bom aproveitarmos agora pra expelir essas opiniões sem correr o risco de prisão, pois em breve não será mais possível, aja visto o levante fascista que assolou nosso país nos últimos quatro anos.
Sandro (g), Marlos (bt), Tubarão (v), Régis (bx)
GROTESQUE
    Pra desbaratinar o texto faltou falar da segunda faixa ‘Todos Iguais’, que mostra bem como é a rotina de quem quer se sentir incluído num grupinho popularmente guiado pela moda, ah, isso existe desde sempre, mas é assim mesmo.
    Em suma, quer Punk Rock simples, direto, tosco, das ruas, panfletário e divertido? A resposta é GROTESQUE.
    Contatos:





sábado, 29 de setembro de 2018

BASTARD GOD – Grind seco direto na cara!



BANDA: BASTARD GOD
DISCO: “Universal”
ANO: 2017
SELO: Brutal Alien Records/ El Brujo Discos D.I.Y.
FAIXAS:
1.  Acomodado/
2.  Crianças sem Esperança/
3.  Foda-se/
4.  Bastard God/
5.  Vote em Ninguém/
6.  Deus/ (S.O.V. cover)
7.  Boneco do Estado/
8.  Igreja Universal/
9.  Sociedade do Espetáculo/
10.      Tragédia Anunciada/

    Finalmente na Toca do Shark a resenha deste que é um dos principais nomes do Grind/Crust/HardCore da região entre Campinas e Mogi Mirim/SP.
    Formada a mais ou menos uns 4 anos em Campinas a banda conta com Caballero (baixo), Guinho (guitarra), Porcão (bateria) e Amarildo (vocal) que já foi vocalista das bandas TOXEMIA de Mogi Guaçu e SCENES OF VIOLENCE de Mogi Mirim nos anos anteriores.
BASTARD GOD

    A banda é uma verdadeira metralhadora giratória sonora, com letras que destilam nossas frustrações com as instituições sociais estabelecidas há séculos, como a mídia (‘Crianças sem Esperança’), a igreja (‘Igreja Universal’, ‘Bastard God’, ‘Deus’), as urnas ditas democráticas (‘Vote em Ninguém’) e o braço armado do estado (‘Boneco do Estado’) entre outros grandes problemas da massa, como a imprudência no trânsito que põe muitas vidas a perder e famílias destruídas diariamente sem nenhuma punição por parte da lei (‘Tragédia Anunciada’)
    Você até pode dizer que tudo isso é batido e clichê, mas você quer coisa mais clichê do que a rotina em que vivemos desde que fomos concebidos? A vida é uma sucessão de clichês, então, não venha desmerecer uma banda justamente por transformar os sapos engolidos dia-a-dia em arte de confronto. Se a grande maioria fizesse isso, os psicólogos e psiquiatras teriam que trocar de profissão!
    Aqui você vai encontrar tudo, menos hipocrisia e meias-palavras, é Grind, Noise, Crust, HardCore, secão e direto na boca do estômago, sem demagogia ou melodia.
Caballero (bx), Guinho(g), Amarildo (v), Porcão (bt)
BASTARD GOD

    Contatos imediatos ficam por conta das redes sociais e e-mail da banda:



segunda-feira, 3 de setembro de 2018

THE GARD - banda brasileira com personalidade de sobra pra invocar os deuses do Peso!



BANDA: THE GARD
DISCO: “Madhouse”
ANO: 2018     
SELO: Independente/ Som do Darma
FAIXAS:
1.  Immigrant Song/
2.  Play of Gods/
3.  Madhouse/
4.  The Gard Song/
5.  Music Box/
6.  Back to Rock/
7.  Kaiser PF the Sea/
8.  Panem ET Circenses/

    Quando o disco caiu em minhas mãos, logo de cara notei que a primeira faixa era um ‘cover’ do LED ZEPPELIN (mesmo antes de ouvir) e já fiquei frustrado, pô, a banda começa seu disco autoral em pleno século XXI com um cover? E ainda o lança como single? Deixei um pouco de lado o CD e fui ouvir outras bandas que tinha chegado em minhas mãos, até que chegou a hora de tirar o lacre dele e botá-lo pra rodar: Pois bem, realmente começava com a canção do LED, mas, não era a canção do LED. Calma que eu explico. A canção, a melodia, a música que começou a sair dos auto-falantes do meu aparelho não condiziam com os magos ingleses e até me lembrava um pouco nossas raízes, nossas violas, não tão regionalizadas, mas, mais atemporais e etéreas que o usual, uma melodia totalmente original, ali já me animei, pois a banda não apenas fez um ‘cover’ de um clássico do LED, mas sim, o desconstruiu e recriou a obra, mantendo apenas, algumas referências aos acordes originais e a letra original, ou seja, meio que a transformaram em uma canção com a identidade do THE GARD e isso por só já me conquistou.
    Conquista essa que se arrastou disco adentro, com uma sonoridade ímpar com as raízes profundas nos 70’s esse power-trio de Campinas/SP formado por Beck Nolder (bx/v/g), Allan Oliveira (g) e Lucas Mandelo (bt/bv) desfilou canções com instrumentos exóticos como bandolim em ‘The Gard Song’ e glockenspiel (uma espécie de caixinha de música antiga em ‘Music Box’.

    Como os três são acadêmicos de música, eles usaram muitas referências de Jazz e Música Erudita (como em ‘The Gard’) chegando à tão sonhada identidade musical própria.
    A capa tem um destaque todo seu. Com fundo branco e desenhada por Samir Monroe, destaca-se a gravura de um velho casarão representando o tal hospício que deu nome ao disco sem se prender aos clichês que fosse esperado.
    Em ‘Music Box’ além do toque suave da caixinha musical esperada senti aquela leveza e sensibilidade de nomes como THE BEATLES nos vocais e da banda REI LAGARTO nas guitarras e vozes, em tempo, o REI LAGARTO foi uma banda dos anos 90/2000 de Hard Rock da mesma cidade que o THE GARD.
    Já na próxima, ‘Back to Rock’ a banda cumpre o que anuncia e volta com todo peso que se espera, comandada pelo baixão pulsante do também vocalista Beck Nolder (que vocal alto cara!) a banda desce a laje, principalmente no refrão.
    Pois bem, não dá pra ficar aqui falando demais, o negócio é pegar pra ouvir.
    Deixo essa recomendação praqueles que estão na captura de bandas com pegadas setentistas, com o LED ZEPPELIN e afins como farol, pros que estão nessa de procurar um ‘salvador da lavoura’ (bobagem) e que tão boquiabertos com cópias vindas da gringa, ao menos os nossos tem personalidade, seguem os links:
   
 


quinta-feira, 30 de agosto de 2018

“2º UNIÃO METAL PUNK – Re-união e celebração!” (25 de Agosto de 2018)



“2º UNIÃO METAL PUNK – Re-união e celebração!”
(25 de Agosto de 2018)

  Era pra ser apenas um ensaio da formação clássica da banda guaçuana METALMAD, após três anos separados, armaram esse ensaio, pois o ex-vocalista Alexandre estaria na cidade de férias, eis que o baixista Sandro armou o ensaio e já cogitaram um show em parceria com a banda de Punk Rock GROTESQUE da qual Sandro faz parte tocando guitarra. Mas o show tomou proporções de festival quando uma nova banda de Death/Thrash guaçuana formada por músicos veteranos na área foi convidada para abrir o evento, essa banda formada por ex-membros do D.O.R. e DESECRATED SPHERES chama-se WARTHERIA. A partir daí a idéia foi crescendo e ficou decidido que o evento iria ser filmado e gravado para um possível lançamento futuro (CD-three-side ou DVD). Mas como chamar público para esse evento? Pelas bandas ficou decidido usar o nome de “União Metal Punk”, pouco tempo depois do cartaz feito tomaram conhecimento de que este nome já tinha sido usado anos antes num show de 2013 que reuniu as bandas METALMAD e GROTESQUE pela primeira vez, mero detalhe, mas qual seria o mote usado para unir Punks e Headbangers novamente? A celebração à amizade, simples assim. Já que tudo se originou de um mero ensaio com esse intuito, porque não expandir ele em proporções maiores? Afinal, entre os membros das três bandas existem amizades de 20 e até mais de 30 anos em alguns casos, estava decidido que o evento seria divulgado assim para unir o maior número de amigos e amigas das antigas e para reforçar a idéia, uma equipe que está atualmente colhendo filmagens e depoimentos para um futuro documentário que contará a história da cena guaçuana de som pesado resolveu divulgar esse evento como uma ótima oportunidade de encontrar algumas figuras ‘sumidas’ da cena para usar no tal documentário.


Divulgação à moda antiga, postes e pixações
  Com as idéias no lugar e a divulgação a todo vapor (com direito a cartazes colados em postes, como antigamente) eis que chega o tão aguardado sábado 25 de Agosto e logo após o pôr do sol, o Rota 25 Beer situado na Avenida Suécia em Mogi Guaçú começou a receber alguns veteranos da cena underground que há um bom tempo não saíam de casa para um show de Rock (o local foi clinicamente pensado para este fim, afinal, apesar de Mogi Guaçú hoje em dia contar com uma boa meia-dúzia de locais com som ao vivo mais voltados à vertente Rock/Pop, quase todos são mais direcionados aos famosos ‘mais-do-mesmo pop-rock costumeiro que não ofende ninguém’ e a organização do “União Metal Punk” queria mais era voltar às origens, então saíram do centro da cidade e procuraram um local rústico na periferia mal-vista da cidade, local perfeito e aconchegantemente festivo, como deve ser).

Público reunindo grandes amizades e inúmeras bandas de ontem e de hoje
  O evento começaria cedo para terminar cedo, evitando assim possíveis problemas com a vizinhança e os ‘hômi-da-lei’, deu certo. Por volta das 19h45min o local já estava com um público bem numeroso, inclusive contando com uma barraca vendendo discos de vinil, CDs e livros underground. A primeira banda subia ao palco, WARTHERIA com seu set curto e grosso executou seu Death/Thrash técnico contando com seis faixas autorais em bom português, a saber: ‘Pisando em Ossos’, ‘Horror Surreal’, ‘Wartheria’, ‘Culto à Evolução’, ‘Terra de Ninguém’ e ‘Onde se Esconde o Terror’, mostrando um som, hiper-pesado, técnico, apurado, mas sem deixar de ter aquela pegada violenta e direta que impressiona ao vivo.



WARTHERIA
  Um detalhe importante a ser frisado aqui que foi logo notado no começo do evento foi a questão dos backdrops ou bandeiras das bandas, normalmente quando uma banda toca ela põe sua bandeira no fundo do palco e a retira quando a segunda banda sobe e assim por diante, mas essa prática não foi usada neste evento, onde resolveram hastear as três bandeiras ao mesmo tempo, deixando as três lado-a-lado o evento inteiro, um símbolo forte de união entre as bandas de Metal e Punk. Outro detalhe não tão positivo foi a ausência quase que por completa do público dito Punk de Mogi Guaçú e região que não compareceu ao evento, pois é, nenhum moicano colorido foi visto, e a banda Punk GROTESQUE subiu ao palco sem o seu público costumeiro na frente do palco. Havia punks? Sim havia, os velhos entusiastas do movimento, mas aquela molecada que sempre está nos eventos punks que acontecem no Rota 25 simplesmente resolveram ignorar este evento. Uma pena, pois quem não foi perdeu um dos melhores eventos do underground guaçuano de 2018. Mesmo assim o GROTESQUE fez um baita barulho com seu Punk Rock Podrão que já rendeu à banda dois CDs, participação em uma pá de coletâneas e eventos grandes interior paulista adentro. Vários de seus sons já se tornaram clássicos do underground e foram desfilados na seguinte ordem: ‘Marcha Otário’, ‘Liberte-se’, ‘Todos Iguais’, ‘Holocausto’, ‘Brasil’, ‘Capitalismo’, ‘Exploração do 3º Mundo’, ‘Silas Malafaia’, ‘Sorria’, ‘Esmague’, ‘Pogo no Salão’, ‘Punk da Periferia’ e ‘O Metaleiro’ onde a banda espalhou sua pegada clássica de Punk’77 nua e crua abrindo boas rodas de pogo no evento que pegou o ritmo rapidinho.



GROTESQUE
  Cerca de uma hora de show depois era a vez da METALMAD se reunir após um hiato de três anos com apenas um ensaio feito dois dias antes. Como ¾ da banda permaneceu parada durante esse tempo todo, ninguém sabia o que esperar da performance deles, mas a banda subiu ao palco com tanta vontade de fazer dar certo que até as escorregadelas aqui e ali no som não ofuscou a empolgação e alegria que a banda expeliu em cada nota musical que ecoou pelo ar na próxima hora onde desfilaram seus antigos sons autorais com um cover ou outro pontualmente posicionado entre o set para incendiar a platéia, boa parte dela uniformizada com velhas (e novas) camisetas da banda. O clima de celebração à amizade e união tomou a frente do palco que foi invadida pelos velhos fãs da METALMAD e amigos de longa data. Quem nunca tinha os visto também passou a fazer barulho logo que o caos que a banda promove se espalhou pelo salão do Rota 25. Entre ‘Bom Dia Internauta’ e ‘Habitantes do Asfalto’ que a banda dedicou aos irmãos do GROTESQUE a banda ofereceu uma versão mais simples de ‘The Mob Rules’ do BLACK SABBATH e ‘The Kids Are Back’ do TWISTED SISTER anunciou que os mesmos caras de antes estavam de volta na área, prontamente correspondida pela platéia. Com o problema no som da guitarra incomodando no começo do show, logo resolvido pelo guitarrista do WARTHERIA Roque que foi dar uma mãozinha nas regulagens a banda seguiu a festa com mais alguns sons próprios entre versões para ‘Robot’ da PATRULHA DO ESPAÇO que pegou todos de surpresa e ‘Hell Bent for Leather’ do JUDAS PRIEST. ‘Tudo que Minha Mãe não Gosta’ levou os velhos fãs à piração que explodiu de vez quando o vocalista Alexandre anunciou o mega-clássico ‘Coração de Metal’ do STRESS que a banda já executava desde os primeiros shows. O que foi inflado pelo fato dele ostentar orgulho em vestir a camiseta do projeto/ filme/ documentário Brasil Heavy Metal, contando até com a participação do baixista do GROTESQUE Régis nos vocais na hora do refrão. Com o final do show se aproximando a banda exaltou o fato das três bandeiras estarem ladeadas no fundo do palco, sinalizando a união do underground que deveria ser seguido pelo público nos futuros eventos e tocou sua derradeira canção ‘Beijo da Morte’ anunciando assim o fim do show da METALMAD...



METALMAD

 ...Mas não a festa, afinal de contas, como última cartada, chamaram pra cima do palco os membros das outras duas bandas WARTHERIA e GROTESQUE e até a equipe da produção do evento para tocarem ‘Psycho Therapy’ dos RAMONES, levando o baixista Sandro e o vocal Alexandre a descerem do palco pra tocarem em meio ao público instalando caos que se seguiu com vários stage divings de cima do palco e uma extensão do BIS com os músicos de outras bandas presentes como BASTARD GOD, VERM NÁUSEA e ERA SUBURBANA se juntando aos já presentes numa versão insana de ‘Isto é Olho Seco’ da seminal banda OLHO SECO.
Amarildo da BASTARD GOD

parte do público incendiado

GROTESQUE,WARTHERIA,METALMAD,BASTARD GOD, ERA SUBURBANA
tocando OLHO SECO

selfie caótico com a plateia
  Após toda esta celebração gigantesca à amizade e ao underground unido as bandas e público (que há esta hora não se sabia mais quem era quem), todos ficaram pelas próximas três horas madrugada à dentro socializando, trocando materiais, idéias e batendo bons papos até o estabelecimento fechar para limpeza, ocasionando as reuniões na rua e na calçada, pouca gente queria arredar o pé dali.
  Outras celebrações como esta foram acertadas entre os organizadores e bandas, elas acontecerão, só não se sabe quando, espera-se que seja o mais breve possível e VIVA O UNDERGROUND E A UNIÃO METAL PUNK!
Amizades de todas as idades


WARTHERIA em ação
Tubarão Millares (GROTESQUE)

O motivo disso tudo - a plateia


As famosas bandeiras ladeadas

  Agradecimentos especiais ao Ademir, proprietário da casa Rota 25 Beer, Siloque da lojinha improvisada de discos e artigos da cultura underground e ao Edinho por ter cuidado do som tão bem. 
Agradecimentos à Luciane Bueno pelas filmagens adicionais, ao Rodrigo Treisnota e Wagner Kimba pela portaria, Donizete Cabelinho pelas peitas e à todos os presentes que vieram de longe e os que saíram de suas casas depois de anos para celebrarem as velhas amizades. Não podemos deixar de agradecer aos músicos das três bandas que motivaram tudo isso acontecer e principalmente ao público em geral que é o principal motivo dessas bandas ainda insistirem na manutenção de uma cena underground Brasil afora.
Tubarão e Marlão (GROTESQUE)

Wendel e os Alexandres (METALMAD)

Plateia com 'sangue-nozóio'

Neguetti, Regis (GROTESQUE) e Alexandre (METALMAD)
ao fundo o grande Ademir, dono do ROTA 25 
  Agradecimentos finais pelas fotos cedidas por Amarildo Mendonça, Luiz Henrique ‘Neguetti’, Tübarão Millares, Bruna Piccolo, Wagão Ongaro e Rubinho Fraleone.


domingo, 29 de julho de 2018

BLIXTEN: HEAVY ROCK 80’s com vocais inspirados!



BANDA: BLIXTEN
DISCO: “Stay Heavy”
ANO: 2018
SELO: Independente
FAIXAS:
1.  Requiem Aeternam (Intro)/
2.  Trapped in Hell/
3.  Stay Heavy/
4.  Maktub/
5.  Strong as Steel/
6.  Like Wild (bônus track)/

    Quando eu me deparo com uma banda de Heavy Metal com vocalista feminina eu fico com um pé atrás devido aquela enxurrada de bandas insossas que surgiram na primeira década dos anos 2000, um bando de cópias mal-feitas de NIGHTWISH com vocalistas bonitas que não eram do Metal, ou então as que queriam ser ARCH ENEMY sem conhecimento de causa pra tanto.

    Mas quando eu percebo que o caso não é nem o primeiro nem o segundo, a banda já conquista minha atenção de cara. Hoje tem um sem-números de estilos que as mulheres estão seguindo no mundo do som pesado e quanto mais variedades melhor, mas, sem dúvidas, as tradicionais pesam mais no meu gosto pessoal e este é o caso da banda de Araraquara (SP) BLIXTEN, quarteto formado por Kelly Hipólito (v), Miguel Arruda (g), Aron Marmorato (bx) e Murilo Deriggi (bt) e que executa um Heavy Metal tradicional dos anos 80, aquela maravilha que nos faz bater cabeça sem pensar no amanhã, ‘tuxar’ o volume e exorcizar os ‘sapos-engolidos’ do dia-a-dia.
Murilo Deriggi (bt), Miguel Arruda (g), Aron Marmorato (bx), Kelly Hipólito (v)
BLIXTEN
    O instrumental afiadíssimo com guitarras cortantes de Miguel e as bases sólidas de Aron e Murilo servem de ringue para vocalista Kelly travar uma batalha épica contra a chatice do mundo moderno usando como arma suar garganta e um feeling sobrenatural!
    A banda usa e abusa dos riffs pesados e os vocais que ora lembram Wendy O’Williams (PLASMATICS, W.O.W.), ora flertam com a deusa Doro Pesch (WARLOCK), passeiam pelas planícies do PHAMTOM BLUE entre outras mulheres perigosas, mas também escancaram umas pegadas W.A.S.P., TWISTED SISTER e, pasmem, teve momentos que me lembraram a maravilhosa cantora Linda Perry do 4 NON BLONDES, sim aquela banda noventista que pouca gente conheceu além daquela balada de FM, mas este é outro papo.
    O que eu vejo além das influências é que esses quatro tem personalidade em franco desenvolvimento, coisa que se consolidará em poucos anos, talvez no début já tenhamos uma ótima surpresa em relação a isso, ao menos é o que espero, aja visto o potencial latente em mais esta banda que torço para se tornar um dos futuros grandes nomes do Metal Nacional lá fora, assim como NERVOSA, UGANGA, KRISIUN, BLACK PANTERA, HELLISH WAR, etc...
  Ficou curioso? Aqui tem uma lista de endereços onde você poderá sanar suas dúvidas: