domingo, 19 de março de 2017

ELEPHANT CASINO - Hard Prog de Belo Horizonte expandindo os horizontes musicais!


BANDA: ELEPHANT CASINO
DISCO: “Believe”
ANO: 2016
SELO: Independente (www.elephantcasino.net )
FAIXAS:
1.  Believe/
2.  Stardust/
3.  Return/
4.  The Haze/

    Eu não estou conseguindo definir com precisão o que é esse som do ELEPHANT CASINO. É um sentimento que eu tinha nos anos 90 quando ouvia DR. SIN, QUEENSRÿCHE, uma pitada do velho DREAM THEATER, um téquinho do STRATOVARIUS mas com aquele grude Hardão do MR. BIG, VAN HALEN e até o RUSH mais moderno, enfim, um sentimento muito bom que me remeteu ao meu quarto forrado de pôsteres pelas paredes e pilas de fitas K7 que rodavam uma após a outra sem intervalos.
    Essa banda de Belo Horizonte (MG) esta na estrada à pouco mais de um ano com os vocais únicos de Fabrício Araújo, as guitarras atmosféricas e polidas de Rafael Fajardo, o baixo muito bem trabalhado de Vinícius Silveira e uma bateria bem na escola de IVAN BUSIC à cargo de Diego Sans. Sim, eu me lembro de várias canções mais progs do DR. SIN enquanto escuto essas quatro pérolas que não podem ficar no underground, esse vocal poderosíssimo (não é agudo, podem confiar em mim) de Fabrício e esse instrumental ultra-mega-agradável e competentíssimo tem que romper as amarras nacionais e ganhar o mundo, seria uma dádiva a todos que pudessem ter o prazer de ouvir esse tipo de música.
Diego (bt), Vinícius (bx), Fabrício (v), Rafael (g/v)
ELEPHANT CASINO
  O disco começa com tudo na faixa título, segue com uma balada atmosférica chamada ‘Stardust’, vão rumo ao infinito musical com ‘Return’, bem estradeira (nessa tive algumas lembranças leves da velha banda campineira REI LAGARTO) e fecham com aquela pegada QUEENSRÿCHE em ‘The Haze’. E aí você se pega pensando: “...o quê foi tudo isso?” Só quatro músicas fizeram um regaço desses na minha memória remissiva musical? Eles precisam de um disco full-lenght urgente!
  O disco se encontra em formato físico à venda por R$10,00 ou pela web.
  Confiram mais em:


Direto de Mossoró (RN) a força metálica do REVANGER!


BANDA: REVANGER
DISCO: “Gladiator”
ANO: 2015
SELO: Rising Records
FAIXAS:
1.  Enter Hades/
2.  Crazy Words/
3.  Hell’s Angels/
4.  The Evil Song/
5.  Gladiator/
6.  Chuva de Balas/
  
    Tudo de bom que aquele ‘traditional Heavy Metal’ herdado dos 80’s pode nos proporcionar a banda REVANGER aplicou em seu som. Originária de Mossoró (RN) essa banda formada por Patrick Raniery (v), Diego Sampaio (g), Diego Miranda (g), Guibyson Rodrigues (bx) e Vicente Mad Butcher (bt) tem aquela pegada rápida e cortante dos alemães RUNNING WILD, ACCEPT, aliada a letras e temáticas exploradas na NWOBHM, com certas referências à SAXON e lembranças de DEMON inclusive. VIRGIN STEELER, MANOWAR também fazem parte da receita...

    O vocalista tem um timbre não muito alto, é até moderado, mas marcante, diria que é ‘na medida certa’, as guitarras gêmeas (ou não) são aquela maravilha que esperamos do estilo, a bateria esmerada e o baixo conciso dão o tempero definitivo na sonoridade. Aposto que essa resenha está lhe soando clichezona, com essas palavras que você já leu milhares de vezes nas antigas revistas, mas o quê eu posso dizer de uma banda que executa exatamente aquela delícia de som que procurávamos na nossa juventude? O quê eu posso dizer de um disco de ‘traditional Heavy Metal’? O quê eu posso dizer sobre um disco que você põe pra ouvir e imediatamente você quer vestir seu velho coletinho forrado de patches (que muitas vezes nem lhe cabe mais, mas que você fez questão de guardar pra sempre tamanha as histórias que ele carrega), você quer vestir seu jeans surrado, sua camiseta predileta (aquela que ficou cinza) e meter uns braceletes e sair por aí batendo cabeça pra sempre (mesmo que sem aqueles cabelos de outrora). Vou dizer que a banda é saudosista e não fez nada de novo? Jamais! Irei dar ênfase que eles não querem mudar o mundo e sim uni-lo em torno de um propósito metálico, que eles não querem reinventar a roda e sim abrir uma gigantesca roda de mosh-pit e nos deixar com aquele sorriso bobo que há muito tempo não deixamos escapar.
  It’s only HEAVY METAL, but I like it!
Contatos:


terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

"Dispassion" - VOODOO SHYNE 5 anos depois.


BANDA: VOODOO SHYNE
DISCO: “DISPASSION”
ANO: 2017
FAIXAS:
1.  Oi!/
2.  O Toque/
3.  Só Sei que Sei/
4.  Copycats/
5.  Bite the Bullet/
6.  A Garota Hodierna/
7.  Madrugada Afora/
8.  S.M.S./

  Após 5 anos o baixista e vocalista paulista Voodoo Shyne reaparece na cena com mais um disco full-lenght forte e variado ao mesmo tempo.
  Com seu fiel escudeiro, o guitarrista Estevan Sinkovitz e o baterista Danilo Cremasco, VOODOO SHYNE aparece com um disco mais variado que o anterior “Satan’s Gonna Like It” de 2012. O novo disco começa pesado, moderno e seco com a faixa ‘Oi!’ (não, ela não tem anda a ver com política ou carecas). E a pegada urgente continua na segunda faixa, ‘O Toque’, a primeira em português, muito legal, com uma vaga lembrança de QUEENS OF THE STONE AGE e outras da mesma safra, o vocal varia do seco e conciso ao melódico e lírico sem maiores problemas.
  A terceira faixa continua a saga da língua-mãe, com sua suavidade e letra abstratamente poética, eu tive um lampejo remissivo de SECOS & MOLHADOS ao ouvi-la. Uma bela peça musicalmente delicada, com nuances até meio fantasmagóricas.
  Pra levantar polêmicas surgem riffs ganchudos e uma letra lindamente provocante atacando os ‘marionetes na cena’ na letra de ‘Copycats’, apreciem.
  ‘Bite the Bullet’ nos remete sonoramente ao disco anterior e é a mais agitada do play até então, toda orientada pelo baixo distorcido, bem a cara do VOODOO SHYNE que nos acostumamos a ouvir.
  Em ‘A Garota Hodierna’, o título vem em português, mas a letra é cantada em inglês, porquê? Eu sei lá, coisa de artistas! Hehehe Só sei que o instrumental é bem envolvente, assim como a letra, que na verdade se interliga com a próxima ‘Madrugada Afora’, essa sim toda em bom português.
  Pra fechar o disco, vem a faixa ‘S.M.S.’ outra que tem uma sonoridade bem clássica do VOODOO SHYNE, mas que letra é essa cara? Vai deixar a gente com a pulga atrás da orelha mesmo? A letra fala sobre as durezas da estrada do ROCK AND ROLL, mas, tem uma frase no final que nos deixou apreensivos... confira mais do material da banda adquirindo ele nos canais de contado com o artista em:


 




domingo, 19 de fevereiro de 2017

SHADOWRATH - Explicitando em seu som as agruras que o ser humano esconde


BANDA: SHADOWRATH
DISCO: “IN THE SHADOWS”
ANO: 2017
SELO: Independente (www.shadowrath.com)
FAIXAS:
1.  Become End/
2.  In the Shadows/
3.  Meaning/
4.  No Goodness in my Heart/
5.  Suicide/

  O que o lado mais obscuro da alma teria a dizer se ele pudesse falar? Isso que todo mundo tem, mas faz questão de esconder é o que a banda paulista SHADOWRATH tem a dizer através de sua obra musical.
  Oriundos de São Paulo, esse quarteto lança seu primeiro EP calcado no subestilo metálico que, acostumou-se a chamar de Melodic Death Metal no começo deste novo século. Sim, a sonoridade nos remete às bandas de Power Metal do comecinho dos 2000 e o vocal gutural (além da temática) deixa bem claro que eles adoram sons do norte gelado da Europa, pois é, daí formou-se um híbrido de Death Metal e Heavy Metal Melódico, muito difundidos na década passada e que ainda se mostra presente na cena mundial e aqui no Brasil também, aja visto esse EP que chegou aqui na redação de forma virtual, pois é, esse formato econômico que as bandas arranjaram de divulgar seu próprio som é muito funcional e prático para os artistas independentes que não tem aquela grana desejada para investirem em suas divulgações, mas, enfim, vamos ao som que, como já falei está calcado naquele instrumental limpo e pesado de JUDAS, MAIDEN, GAMMA RAY entre outros mas aliado a vocais completamente guturais, à lá CHILDREN OF BODOM, TESTAMENT e até PANTERA, mas o que mais chama a atenção é a destreza das guitarras que mais parecem giletes cortando a carne profundamente jorrando sangue em profusão, ou seja, guitarras realmente afiadas e afinadas!

  Formada atualmente por Walter Vaughan (v/g), Vic Souza (g), Ariel Genaro (bx) e Felipe Lad Muniz (bt) essa banda tem muita estrada pela frente ainda e muito som pra mostrar pelos palcos mundo afora. Desejo-lhes toda sorte nesse Underground concorrido e injusto que temos abaixo do Equador e que consigam romper fronteiras para acima dessa linha geográfica imaginária, conquistando as terras geladas, onde esse estilo de som tem um amplo mercado a ser explorado.
  Ficou curioso sobre como soa essa banda nova?
  Aqui deixo os links:


Facebook: https://www.facebook.com/ShadoWrath/


terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

TUPI NAMBHA: novo álbum retrata a cultura indígena





  O cenário nacional a cada novo ano apresenta ao público bandas que ultrapassam o senso comum e inova em sua musicalidade, uma forte tendência que cresce a cada dia, são bandas que exploram a cultura indígena como a fonte de reproduzir suas ideias em música.

Uma dessas novas bandas é a TUPI NAMBHA de Brasília, a banda nascida em 2016, lançou em novembro do mesmo ano o álbum “Invasão Alienígena”, o álbum é um resgate a tribo Tupinambá que existe em solo brasileiro desde o século XVI e que já chegaram a ser considerada a maior tribo do país com mais de 100.000 indivíduos.

A banda TUPI NAMBHA utiliza de vários elementos tribais, recorrentes ao estilo da tribo indígena, além de cantar todas as letras na língua nativa dos indígenas, outra grande sacada do grupo é debater temas pertinentes há população dos índios, assuntos variados como guerra, morte, canibalismo, sobrenatural são alguns dos assuntos abordados nas letras, sendo que todos relacionados diretamente com a cultura dos Tupinambás.

O álbum “Invasão Alienígena” está disponível para audição nos principais veículos de comunicação do grupo, o mesmo informa que está programado para o primeiro trimestre de 2017 o lançamento do álbum físico, com distribuição para todo o território nacional e internacional.

Como em alguns países sul-americanos, o Brasil poderia ser um país bilíngue, como o Paraguai que atualmente fala o espanhol e o Guarani, preservando assim a sua língua pátria como uma de suas fontes culturais, essa atitude em chamar a atenção da sociedade é um dos diferencias da banda TUPI NAMBHA que não está reinventando a roda, mas sim resgatando a origem de sua terra mãe.

Confira o álbum “Invasão Alienígena”

Formação:
Marcos Loiola – Voz
Rogerio Delevedove – Guitarra

Mais informações:

domingo, 15 de janeiro de 2017

BLACKENED - Thrashão de Responsa paranaense!



BANDA: BLACKENED
DISCO: “Truth Behind Destruction”
ANO: 2016
SELO: Independente
FAIXAS:
1.  The Front Remains/
2.  Chemical Terror/
3.  Slaughtered Tomorrow/
4.  Brain Control/
5.  Into Lunacy/
6.  Suffer Under.../
7.  Extreme Violence/
8.  Stay Wasted/
9.  Truth Behind Destruction/
10.      Against the Grain/

  A verdade, que eu senti ao ouvir esse disco e tantos outros lançados nos últimos tempos, é que a galera de hoje quer ter uma experiência mais próxima daquela vivência de  três décadas atrás, aquela coisa mais orgânica de se reunir com os amigos de escola que curtem o mesmo tipo de som que você tomando umas brejas no quintal de casa ou no quarto e botar aquele disco fudido pra rodar, tuxar o volume como se não existissem vizinhos e ‘meter o louco’. Porque era exatamente isso que a gente fazia quando éramos adolescentes espinhentos e cabeludos, ao som de discos do EXCITER, MOTÖRHEAD, VENOM, KREATOR, KORZUS, ANTHRAX, SUICIDALTENDENCIES, D.R.I., SLAYER, WARFARE, REVENGE, DORSAL ATLÂNTICA etc... 
João Wegher (v/bx), Marcelo Martins (bt), Ulisses Nathan (g), Carlos Knauber (g)
BLACKENED (foto: Sarah de Oliveira)

  E essa banda de Curitiba parece querer viver o mesmo ritual, afinal, pelas fotos nota-se que a idade deles não permitiu à João Wegher (v/bx), Ulisses Nathan (g), Marcelo Martins (bt) e Carlos Knauber (g) vivenciar essas experiências pré-internet e eles se esforçaram pra aproximar a obra deles com as daquela mágica década. Capa e letras remetem à guerra fria, bombas atômicas, guerras sangrentas e manipulações mentais em massa ministradas por religiões assassinas. A sonoridade segue aquela métrica de riffs em profusão,bateria e baixo explosivos e solos emergenciais, pra ficar mais fiéis só faltou os refrões cantados em coro e um tratamento analógico nas gravações, se esse disco tivesse esse tratamento e fosse lançado em vinil, com essa capa detalhada e um som bem gordão aí sim a experiência de túnel do tempo estaria completa, mas o que me abate é a tristeza de saber que, mesmo com todo esses esforços da BLACKENED, dificilmente o público hoje em dia irá recriar todo aquele ritual que eu citei acima pra se deliciar com esse disco, afinal, os tempos infelizmente são outros e os hábitos se perderam em meio à tamanha revolução tecnológica e comportamental. Mas ainda restam os saudosistas que irão deixar uma lágrima escorrer se assim se permitirem.
  Deixem o toca-discos descansando e comprem esse Cdzinho dos paranaenses e se dê essa chance velho amigo thrasher!



domingo, 25 de dezembro de 2016

OLDER JACK - Metal alemão direto de Pomerode/SC



BANDA: OLDER JACK
DISCO: “Metal Über Alles”
ANO: 2016
SELO: Roadie Metal (http://roadie-metal.com/)
FAIXAS:
1.  Öl und Blut/
2.  Metal Über Alles/
3.  Fosa/
4.  In Namen das Geldes/
5.  Luft
6.  Macumba/
7.  Wahnsinn/
8.  Das Ende/
  Taí, costumo dizer aos amigos e conhecidos, podemos viver mil anos que não iremos ouvir tudo que precisamos conhecer de bom no Underground mundial e a OLDER JACK é a mais nova pérola descoberta por mim. Originária de Pomerode/SC (considerada a mais alemã das cidades brasileiras), a banda toda é composta por descendentes diretos de alemães e falam fluentemente a língua germânica, então, só por isso, por que não cantar todas as letras em alemão? Pois foi o que fizeram nesse primeiro disco da banda, talvez pra chamar a atenção do underground para si, se deu certo? Ô se deu!
  O som é dos melhores e mais caprichados (tirando uma escorregada na mixagem da faixa ‘In Namen das Geldes’ do meu CD que deu uma abaixada abrupta no som no meio da canção), um Metalzão oitentista, asperamente polido, com vocais rasgados e agudos de ‘gralhas turbinadas’ e guitarras fazendo aquela levada MERCYFUL FATE e METALLICA dos anos três primeiros discos, a bateria e o baixão pulsam forte. Detalhe pra 'Macumba' que começa com um riffão à lá MERCYFUL FATE e descamba pra SABBAzêra duma hora pra outra, coisa fina mesmo. Fico imaginando esse som mixado analogicamente pra um vinilzão daqueles que são atualmente prensados na Alemanha, ia ficar monstruoso! Com letras que não entendemos bulhufas, o press-release dá uma mãozinha avisando que falam sobre a união dentro do Metal, corrupção religiosa e aquele tema óbvio, Segunda Guerra Mundial (só espero não estarem cantando nada que tenha vindo do lado errado da luta).

  A banda é formada por César Rahn (bx), Bruno Maas (bt), Hermann Wamser (g), Deivid Wachholz (g) e Carlos Curt Klitzke (v), estão trabalhando duro pra divulgarem seu som e eu, sinceramente lhes desejo toda sorte do mundo, imagina se esses caras conseguirem fazer uma tour europeia e chegarem ao berço do Metal verdadeiro (a Alemanha, claro)? Vão ser alçados headliners rapidinho!
Alô Wacken, aqui é do Brasil, escuta aí....

Deivid Wachholz (g), César Rahn (bx), Carlos Klitzke (v)
Bruno Maas (bt), Hermann Wamser (g)
OLDER JACK