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sábado, 23 de julho de 2022

MANÚ JOKER FALA SOBRE A NOVA FASE DO UGANGA E O NOVO ÁLBUM “LIBRE!”


 

Após um show enérgico e pesado do UGANGA em Limeira (SP) no dia 10 de Julho, falei com o vocalista Manú Joker sobre o momento atual da banda e o novo álbum “Libre!” que foi lançado em Junho em todas as plataformas digitais e em breve também em formato físico.

TOCA DO SHARK: O UGANGA está com um álbum novo saindo agora, “Libre!”, eu gostaria que você falasse um pouco sobre o conceito do álbum.

MANÚ JOKER: Cara, a gente tinha o “Servus” que ainda era um álbum muito recente no começo da pandemia, tivemos que interromper a tour que tinha recém começado,  tínhamos feito apenas alguns shows, com RATTUS, GAROTOS PODRES, CLEMENTE, OLHO SECO, a turnê estava engrenando, tínhamos datas na Europa, Rússia, aí veio a pandemia e mais uma porção de coisas junto, mudamos nossa assessoria de imprensa, troca de integrante, nossa página no Instagram foi hackeada, tudo junto, além de mortes, perdas de amigos queridos.... E aí a gente sentiu tanta inspiração pra compor mais e ao mesmo tempo nós pensamos num EP porque o “Servus” ainda estava muito recente na nossa cabeça, tínhamos muito o que trabalhar nele, um disco que deu muito trabalho e nos orgulha muito. Por isso esse EP é meio que um complemento do “Servus”, mas o consideramos um álbum pois tem muita banda de hardcore que eu gosto que tem álbuns com a mesma duração.

Nós quisemos que ele fosse mais direto e curto também na sua duração e até mais experimental que os anteriores, com poucas colaborações, tem mais o pessoal do som eletrônico, ele é mais resumido à banda no quarto de ensaio mesmo e estamos muito orgulhosos desse álbum e já começamos a turnê dele, já está em todas plataformas digitais e à partir do final de Julho teremos em formato físico disponível no site da Xaninho Discos (https://xaninhodiscos.com.br) e na Incêndio Shop (https://incendioshop.com.br) .



T.S.: E sobre o título “Libre!”?

M.J.: Eu sempre gostei de bandas e artistas latinos, não só de Metal, vão desde MASSACRE do Chile até VÍCTOR JARA e eu sempre pensei do porquê que nós criamos essa barreira por causa da língua e só olhamos pra Europa e pros EUA culturalmente e esquecendo o tamanho da América Latina? Então foi pra firmar isso, que, apesar da nossa língua, somos um povo latino, somos irmãos de todos e o disco fala da liberdade de todas as maneiras, seja pegando a estrada, seja seguindo seu sexto-sentido, enfim, é um disco que trata sobre a liberdade, mas não contando uma mesma história.

T.S.: E sobre o resgate da faixa ‘I.S.O. 666’, que foi lançada originalmente em no “Vol.3: Caos Carma Conceito” de 2010? A letra dela continua muito atual...

M.J.: É meio clichê falar isso, mas infelizmente ela ainda está muito atual. A gente tá vendo aí a galera normalizar a poluição em função de planilha de Excel. É esse mundo ridículo em que a gente está vivendo e o Brasil conseguiu ficar no c* do mundo literalmente. Espero que as coisas melhorem um pouco com os resultados dessa eleição que está vindo aí, não sou ‘chaveirinho de político’ nenhum, mas nesse cara que tá aí não dá né? Tem que ser muito mal caráter pra seguir apoiando um governo desses!

T.S.: Agora a banda está com um novo guitarrista, Umberto Buldrini, fala mais dele pra gente, como se deu essa escolha?

M.J.: A entrada do Umberto foi crucial pra essa nova fase da banda, esse novo gás que ele trouxe, o outro guitarrista que estava na banda era um cara que tocava na noite, músico assalariado e não podia se dedicar muito, aí o Umberto me procurou, sabendo que estávamos nessa busca de um novo guitarrista e falou, “...cara, sou de Avaré (SP) você me conhece, curto pra caralh* o som do UGANGA e tô pronto!”, era o que eu precisava escutar “tô pronto”. Aí ele foi pra Araguari (MG) e a gente desenrolou, ele compôs muito com a banda, até letra, hoje dia é muito raro, eu escrevo 99.5% das letras da banda e escrevi com ele, daí ele mixou o disco, eu fiz a produção musical, nós gravamos as baterias nos estúdios Family Mob, eu gravei os vocais em Araguari no Mundo da Lua Estúdio e finalizamos, captamos as guitarras e tudo mais no Audio Ground estúdio que é dele em Avaré. Não foi por isso, mas, se ele veio com um estúdio, melhor ainda hahahah...


T.S.: Como você tocou nesse assunto das letras, gostaria que você falasse da letra de ‘Retrovisor’, faixa do álbum novo que inclusive vocês tocaram hoje aqui no show.

M.J.: Ela fala daquela sensação de quando você está começando um momento novo da sua vida, tipo quando você pega a estrada sozinho e você começa a ouvir uma música e pensar um monte de coisa e aquilo meio que brilha dentro do carro como uma nova emoção, e aí você precisa parar, você para o carro e dá uma relaxada. Na verdade, é uma metáfora com o próprio retrovisor do carro, a gente vai pra frente, acelerando mas não deixa de olhar pra trás tanto pra valorizar o que passou quanto pra ficar atento com o que está vindo, um pouco de sexto-sentido, espiritualidade... Nossos temas sempre vão a mais lugares do que uma coisa só, é isso.


Fotos: Carina Cossa e Alexandre Wildshark

Ouça mais no nosso programa de rádio em https://mixcloud.com/alexandre-quadros





Marco Henriques (bt)

Raphael Franco (bx/v)

Christian Franco (g)

Raphael Franco, Manú Joker, Christian Franco, Marco Henriques e Umberto Buldrini conosco após o show.




quinta-feira, 16 de setembro de 2021

LABORATORI lança single/clipe de versão da clássica 'Walk This Way' (AEROSMITH & RUN-DMC)



 

    Após trabalhar a divulgação do EP "Nóis por Nóis" no primeiro semestre, o LABORATORI apresenta agora uma versão para a clássica ‘Walk This Way’, originalmente faixa do álbum "Toys in the Attic" (1975), do AEROSMITH. "Esta música representa muito, pois a versão de 1986 com Steven Tyler, Joe Perry e o RUN-DMC, que saiu em videoclipe, mudou o panorama. Ela ganhou notoriedade e se tornou a pedra fundamental para o início do subgênero Rap-Rock", comentou o baterista Jean Forrer. "É aquele tipo de música que saiu naturalmente nas mãos do AEROSMITH, pois veio de um riff que Joe Perry estava fazendo durante uma passagem de som. Para a gente também foi uma escolha natural. Escolhemos essa música porque é uma mistura de riff de guitarra com base de rima de rap, que é o que a gente faz", acrescentou o vocalista Chili.





    Com afinação mais baixa e letra em português, Chili (vocal), Jean Forrer (bateria), Mounir (baixo e vocal) e Wecko (guitarra) mantiveram a essência da composição, mas imprimiram as suas características. "A ideia foi dar uma nova roupagem ao som, com direito até a um breakdown na parte final", explicou Chili. "Esta é a segunda vez que lançamos um cover, pois no ano passado fizemos uma versão de 'Bulls on Parade', do RAGE AGAINST THE MACHINE, em parceria com o ESCOMBRO", acrescentou Jean Forrer.

Para acompanhar o lançamento, a banda também traz um novo modelo de camiseta para a sua linha de merchandising. Com as letras RCSF (respeito, compromisso, sangue e família) no peito, faz referência ao icônico logo do RUN-DMC e nas costas a frase "Sangue de luta é o que sou, alma guerreira, dom de vencedor", um trecho da letra escrita por Chili.

O próximo projeto do LABORATORI será um full álbum com as principais músicas da banda gravadas ao vivo no estúdio Dual Noise (SP). Nesse período de quase dois anos sem fazer shows, este trabalho vem para registrar um pouco da energia da banda em sua performance. "A primeira música já foi divulgada no início de agosto, 'Quem é Quem', mas ao longo das próximas semanas serão reveladas outras músicas no YouTube, até novembro, quando o álbum sairá na íntegra", concluiu o baixista Mounir.





Veja o vídeo de "Quem é Quem" ao vivo em 
https://youtu.be/3aL4IE81RL0

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Laboratori: "RCSF é o que vira pra nóis."