domingo, 24 de agosto de 2014

RESENHA CD-demo Banda METALMAD


BANDA : METALMAD
TÍTULO: “MetalMad”
ANO: 2014
SELO: Independente

FAIXAS:
1.   Bom Dia Internauta
2.   Habitantes do Asfalto
3.   Tudo o que Minha Mãe Não Gosta
4.   Beijo da Morte

  Mesmo não sendo um cara saudosista ao extremo às vezes eu me pego numas viagens no tempo ao ouvir algumas canções. E não precisa necessariamente ser canções de outros tempos, quando eu ainda tinha espinhas no rosto e engatinhava em termos musicais. Às vezes de onde você menos espera brotam sentimentos que lhe remetem a um tempo onde tudo era mais cru, mais visceral e, portanto, mais roots se me permitem o termo anglo-saxão.


  Foi o que aconteceu ao ouvir o EP da banda MetalMad, formada em 2012 na região da Baixa Mogiana (Mogi Guaçu e Mogi Mirim). O quarteto formado por Alexandre Quadros (vocal), Alexandre Diogo (bateria/voz), Wendel PopyCorn (guitarra) e Sandro Piccolo (baixo/voz) me fez fechar os olhos e me imaginar nos, agora longínquos, anos 80. Recebi via Facebook o link das músicas por intermédio do Alexandre, vocalista da banda, e demorei alguns dias antes de dar o primeiro play. Como não havia a opção de download para que eu pudesse transportar os arquivos e ouvir no caminho do trabalho ao longo da semana fui obrigado a ouvir à moda antiga, com um fone de ouvidos e deitado na cama. E quer saber? Valeu a pena fazer isso! Quem curtiu o engatinhar do Metal Brasileiro nos anos 80 com certeza vai matar saudades ao ouvir esses 4 sons! Até as características de gravação são muito parecidas. O som da bateria me fez relembrar toda aquela época do “SP Metal”.
Alexandre Quadros (v), Alexandre Diogo (bt), Sandro (bx), Wendel (g)

  ‘Bom Dia Internauta’ é a mais rápida e também a que mais me agradou. ‘Habitantes do Asfalto’ tem uma bela introdução e salta aos ouvidos o baixo fulminante. ‘Tudo o Que Minha Mãe Não Gosta’ já chama a atenção logo pelo título que é muito Rock And Roll e a pegada também não fica atrás. ‘Beijo da Morte’ me lembrou bastante o som do SALÁRIO MÍNIMO  ‘Beijo Fatal’.
  Resumidamente eu diria que foram cerca de 15 minutos de uma viagem no tempo. Pra uma época de grana bem curta em que eu dependia da troca de fitas K7 pra poder conhecer as bandas nacionais que estavam surgindo. Valeu cada minuto de audição! Só tenho a agradecer pelo privilégio de ouvir isso!


Afonso Ellero é produtor e apresentador do Programa webTV “Mult Rock” (http://multrock.tvabcd.com.br/)

Afonso Ellero

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Fotos: Rogério Seiji Kubometal(www.facebook.com/KUBOMETALFOTOGRAFIA ), arquivo MetalMad (www.facebook.com/bandametalmad
Soundcloud da MetalMad (https://soundcloud.com/etaled)
Youtube (www.youtube.com/user/MrHeavyMetalMad)

domingo, 13 de julho de 2014

R.I.P. TOMMY RAMONE (29/01/1949 - 11/07/2014)



“ O MUNDO DO ROCK AND ROLL ESTÁ CADA VEZ MAIS SILENCIOSO?”

  Me lembro do choque que foi em 2001 quando Joey Ramone nos deixou, eu ainda trabalhava em FM e fiz um mega especial para honrar sua memória, mas nós ficamos em choque pela perda dele, afinal em 2001 ainda não era tão corriqueira a perda de um ídolo de todos os Rockers. Alguns anos depois foi Johnny Ramone, eu já estava fora do ar, mas já atuante na Internet em alguns sites e fiz minha devida homenagem. No decorrer dos anos se foi Dee Dee Ramone e agora o último dos originais se calou, Tommy Ramone, ou Thomas Ederlyi (ou ainda Edérlyi Tamás) que não era americano, nasceu em Budapeste, Hungria em 29 de Janeiro de 1949 (algumas fontes citam 1952) mudando pros E.U.A. em 1956 onde, com 18 anos começou a trabalhar de engenheiro de gravação no Record Plant e então quando os RAMONES estavam sendo arquitetados por Johnny, Dee Dee e Joey ele foi recrutado para ser uma espécie de empresário/produtor dos caras, mas vendo a vaga de baterista deixada por Joey que foi tomar conta dos microfones, ele sentou atrás dos tambores e por lá ficou tempo suficiente para assumir a persona de Tommy Ramone, o baterista responsável pelos 3 discos mais clássicos da história do PUNK ROCK MUNDIAL, “Ramones” (76), “Leave Home” e “Rocket to Russia” (ambos de 77).
Johnny, Tommy, Joey e Dee Dee

  Deixando sua vaga pra Marky Ramone (o único Ramone vivo se você for daqueles que não consideram os outros passageiros, tipo CJ) ele ainda atuou nos bastidores da banda por anos a fio e o resto é história do ROCK AND ROLL.
  Pois ontem acordamos com a triste notícia de que ele faleceu anteontem (dia 11/07/2014), aos 65 (ou 62) anos, em Nova York, vitimado por câncer (mais um) no duto biliar. Um choque, mesmo para nós que já meio que estamos nos acostumando com esse tipo de notícia ruim na cena nos últimos anos, quantos já perdemos aqui no Brasil e lá fora? Incontáveis e impossível de se listar, mas hoje sendo o DIA MUNDIAL DO ROCK devemos honrar a memória de todos os soldados que perdemos não somente ouvindo e tocando (no caso dos músicos e bandas) seus sons e clássicos, mas também apoiando e valorizando as bandas novas que estão chegando agora, trazendo toda uma bagagem musical apoiada nesses mesmos pilares que eles levantaram, pois se isso não acontecer, se essas novas bandas não vingarem (esqueça esse ranço rabugento de que só o que é velho que presta, que antigamente era beeeem melhor) o nosso ROCK AND ROLL (em todas suas vertentes) irá acabar e nosso amado estilo de vida virará peça de museu, se tornará uma vaga lembrança dos antigos e sim, o ROCK irá morrer, pois não haverá renovação na cena, nem novos ídolos, nem novas grandes bandas.



  Todos morrem, suas obras ficam, mas imagine se isso tivesse acontecido no final dos anos 70? Não teríamos IRON MAIDEN, METALLICA, EXODUS, GREEN DAY, entre outros e ninguém mais usaria hoje em dia camisetas dos RAMONES pela rua, não teríamos nada do que nos orgulhar e celebrar, nem teríamos essa data de 13 de Julho como NOSSO dia.
  Pensem nisso e apoiem as bandas novas que mais lhe agradar sem dar ouvidos à mídia, especializada ou não.
  Honrem Joey, Johhny, Dee Dee e agora Tommy que fizeram de tudo para ensinar o mundo que tudo é possível, o Do It Yourself, que não é necessário ficar enfurnado num conservatório 5 anos pra depois se tornar um músico de Rock e montar uma banda incrível. Há várias bandas por aí, novas que seguiram esses preceitos e são incríveis, aqui no Brasil e lá em Israel, nos EUA e em Nova Zelândia e hoje todas estão celebrando o legado de Tommy Ramone e Cia.
  NUNCA DEIXE O ROCK AND ROLL MORRER DENTRO DE VOCÊ!

Tommy, Dee Dee, Joey e Johnny

Edérlyi Tamás


  Hoje dia mundial do rock está sendo feita a primeira postagem da ''Irmandade dos Blogs''. A irmandade dos blogs é uma página criada no facebook que tem o objetivo de fazer a união de donos de blogs , com os objetivos de haver uma maior divulgação desses blogs, de fazer postagens especiais em conjunto em épocas distintas, além de fazer com que os donos das páginas façam o intercâmbio entre si, se conhecendo, realizando parcerias entre os blogs e fazendo amizades.
Até o momento 18 blogs estão fazendo parte desta associação que foi criada recentemente, e que encontra-se em fase de estruturação funcional.
O grupo também foi aberto para os membros e visitantes de cada blog participante, que terão a oportunidade de interagir com os blogueiros, fazendo pedidos, dando sugestões ou simplesmente fazendo amizade com os mesmos.
Abaixo está a lista de blogs que estão participando dessa postagem inicial de estreia, com cada blog fazendo a abordagem em cima de um disco ou banda diferente. Visitem!!!

(https://www.facebook.com/groups/680894428651736/)

segunda-feira, 7 de julho de 2014

DESERT DANCE – “Open Secrets” (2014)



DESERT DANCE – “Open Secrets” (2014)
FAIXAS:

1. Louder, Faster and Sleeze
2. Dance
3. Crime Town
4. Let You Know

  A cada dia que vivo dentro da cena nacional, acabo por descobrir uma banda melhor do que a do dia anterior.
  Vivo nessa cena intensamente fazem 20 anos e vez por outra a gente se decepciona com trabalhos porcos e de péssimo gosto, isso é mais do que normal, mas nos últimos 14 anos o jogo meio que virou e para o nosso bem, só andam despontando bandas excelentes, ótimas ou, no mínimo boas demais para estarem fora dos grandes círculos midiáticos e musicais, afinal de contas, o Brasil é grande demais e tem (ou ao menos deveria ter) espaço para todos os estilos musicais, inclusive o nosso marginalizado ROCK AND ROLL, mais ainda o HARD ROCK que é muito deixado de lado até pelo Underground, haja visto que o país se acostumou com as bandas de som mais extremo. 

Pois bem, aqui temos a banda DESERT DANCE que acaba de debutar seu primeiro EP “Open Secrets” com qualidade de sobra pra invadir todos os espaços possíveis com seu Hardão grudento e muitíssimo bem feito, comercial e ousado, virtuoso e emocionante, trampado e descompromissado ao mesmo tempo essa banda de jovens garotos (todos na média dos 20 e poucos anos) já apresentam um certo currículo, tendo nas figuras de seu vocalista Junior Rodrigues e do baterista Nico The Boss as participações na banda ELECTRIC AGE (veja mais em: http://www.tocadoshark.blogspot.com.br/2014/02/bandaelectric-age-discogood-times-are.html ), aquela mesma que abriu o dia do Hard’n’Heavy do festival Monsters of Rock do ano passado, mesmo dia em que tocaram algumas de suas influências, como RATT, DOKKEN e WHITESNAKE, bandas que ficam evidentes em seus sons, como a segunda faixa, ‘Dance’ que explicita muito disso tudo.

  A banda é completa por Lizzy Louiz (guitarra) e Leonard Xavier (baixo), ambos jovens e talentosos instrumentistas. As guitarras de Lizzy me lembram muito Mick Mars do MÖTLEY CRÜE e o baixista tem um timbre meio agudo no seu instrumento que também nos remete aos grandes nomes do Hard dos 80’s e comecinho dos 90’s.
  Arrisco dizer que a DESERT DANCE é uma grande promessa pro Hard (em Inglês) que o Brasil nunca teve. Mas espero que não fique somente na promessa, pois nessa categoria de ‘eternas promessas’ temos um sem números de artistas aqui por essas paragens.
  Que o DESERT DANCE evidencie o nome do Brasil lá fora como um grande expoente de Hard Rock também!

  Contatos:


sexta-feira, 4 de julho de 2014

SUPER PESO BRASIL VENCE A BATALHA COM 2 DIAS DE VANTAGEM!

  

  Segundo foi amplamente noticiado nos últimos meses a produção de mega-evento 'Super Peso Brasil', um belo festival que ocorreu em novembro último reunindo 5 bandas incríveis e veteranos (TAURUS, SALÁRIO MÍNIMO,CENTÚRIAS, STRESS e METALMORPHOSE) estava fazendo uma campanha de financiamento coletivo pelo site Catarse.com para angariar a grana suficiente para financiar o Lançamento em CD+DVD do evento em si que foi totalmente registrado e, apesar dos perrengues pelo caminho, nas ultimas semanas, com uma campanha maciça na internet e nas ruas, a galera resolveu botar a mão no bolso e colaborar para que o material seja lançado no próximo mês, com 2 dias restantes para o prazo se acabar.
Segue abaixo as notas da ASE Press Music e do organizador André Bighinzoli (baixista fundador da banda METALMORPHOSE):

O festival "Super Peso Brasil", realizado a 9 de novembro de 2013 no Carioca Club (SP) e reuniu pioneiros do Heavy Metal brasileiro - Taurus (RJ), Centúrias (SP), Metalmorphose (RJ), Salário Mínimo (SP) e Stress (PA) -, foi devidamente filmado em alta definição e o áudio gravado em multipistas. A campanha de financiamento coletivo para viabilizar o lançamento do digipack com CD/DVD do evento atingiu a meta no Catarse (http://www.catarse.me/pt/superpesobrasil) e o projeto foi financiado.
 

"Nós, de todas as bandas, somos muito gratos a TODOS os apoiadores do Projeto Super Peso Brasil. A estrada foi longa desde os anos 80. Muitas alegrias, mas também muitas pedras no caminho. É por isso que somos unidos. Pela dificuldade. A dificuldade é o que mais une as pessoas. Fizemos um evento de coração, com muito respeito, pra vocês, porque acima de tudo, nós acreditamos muito no que a gente faz", diz o baixista André Bighinzoli (Metalmorphose), responsável pela campanha no Catarse. "Foi tudo gravado, imortalizado, e queríamos muito que chegasse às mãos de todos. Mais uma vez não foi fácil, porque tudo custa dinheiro. A qualidade custa dinheiro. É um orgulho imenso poder contar com tanta gente que nos apoia e valoriza a nossa caminhada e o nosso trabalho. Isto tudo é fruto da união de 5 bandas. Obrigado fãs, amigos, pessoas queridas", acrescenta.
 
Mais informações em http://www.catarse.me/pt/superpesobrasil

Desde o começo dos anúncios do evento há um ano atrás a Toca do Shark sempre esteve ao lado da produção para o que fosse preciso em termos de divulgação e aqui você pode ler algumas das matérias relacionadas:

domingo, 8 de junho de 2014

HELLARISE - "Functional Disorder"


HELLARISE
Disco: “Functional Disorder” (2013)
Selo: Independente
FAIXAS:
1.       More Mindless Violence
2.       I Don’t Believe
3.       More Than Alive
4.       Functional Disorder
5.       Rest in Pieces (Good Old Felling)

VIDEO BONUS

  Na mais recente edição do festival mineiro ROCK IN HILL  onde toquei com minha banda METALMAD, me deparei com uma força metálica paulistana chamada HELLARISE, boquiaberto eu fiquei logo na primeira canção do show, eu e meus companheiros de banda que acompanhamos um quarteto composto de dois caras e duas garotas que encabeçavam o show, a virtuosa guitarrista Mirella Max e a vocalista Flávia Morniëtári que, ao lado de Felippe Max (bateria) e Kito Vallim (baixo) apresentam neste lançamento “Functional Disorder” um misto de Death Metal com melodias na medida certa sem soar artificial ou modista. Existirão sim comparações mil pelo fato de ser uma mulher que canta gutural, então falarão de ARCH ENEMY entre outras menos conhecidas, mas eu não me arrisco a comparar o HELLARISE com nenhuma banda gringa ou brasileira que seja, desde o primeiro minuto no palco vi o HELLARISE sendo uma banda sem comparações. Essa é a vantagem de você conhecer uma banda ao vivo e depois buscar seu material de estúdio.
Felippe Max (bt)
  Ainda para ajudar conheci pessoalmente a banda, fazendo o caminho inverso desta vez, ou seja, a vocalista que veio até mim primeiramente pelo fato de nossas bandas terem dividido o palco na mesma noite onde conversamos bastante e depois eu fui comprar o meu CD (sim, eu ainda compro CD’s, ao contrário do que rola por ai, não resenho somente os que ganho, esse tipo de costume comumente usado na mídia virtual de hoje em dia é uma coisa bem torpe, mas...).
  Vale destacar que não é um CD e sim um DVD a preço de CD, pois contém 5 faixas de áudio como um EP, mais o clipe excelente da faixa título ‘More Mindless Violence’, o making-of do disco, mais um sobre o clipe que rendeu inúmeras histórias e tantos outros vídeos interessantíssimos para quem realmente se interessou pelo trabalho do HELLARISE.


 
Kito Vallim (b) e Flávia Morniëtári (v)

Flávia Morniëtári (v)

Mirella Max (g)

domingo, 1 de junho de 2014

VIRADA CULTURAL 2014 – URIAH HEEP e MARK FARNER



URIAH HEEP
  Após o fim do show do GOLPE DE ESTADO e convidados tivemos que amargar quase uma hora de espera pelo show do URIAH HEEP, muitíssimo aguardado, afinal, não é sempre que a gente pode conferir um show d’um nome tão importante no meio da rua no Brasil. Seria um acontecimento mágico, mas não foi tanto...
URIAH HEEP
  A prefeitura de SP tem o péssimo hábito de contratar sempre as piores empresas de som para a Virada Cultural, afinal de contas, praticamente todo ano temos problemas de som com grandes shows e justamente o URIAH HEEP, uma banda que ficou eternizada na história pelos seus sons de teclados ímpares e harmonias vocais belíssimas, sofreu com esse problema com os técnicos de som que mandavam o som pro P.A., pois quando Mick Box entrou sorridente no palco já deu pra perceber que o som da guitarra estava ruim, estralando, ardido e sem brilho, a bateria de Russel Gilbrook altíssima, quase que irritante, o bumbo ensurdecedor, o baixo de Dave Rimmer um absurdo de alto, e os microfones e teclados de Phil Lanzon não se ouvia, como assim, justo os teclados e microfones?
  Pois bem, a banda entrou com uma vontade louca de brilhar naquela noite, sorrisos estampados nos rostos e muita energia com ‘Against the Odds’ e ‘Overload’, mas só conseguiram aquela resposta do público numeroso com a vinda da belíssima ‘Sunrise’ e aí sim, a voz aumentou um tequinho a mais, mas o público brasileiro, aquela avenida São João inteirinha cantando em uníssono deixou Bernie Shaw inaudível, ele ainda canta como se fosse um garoto, mas os microfones não o ajudaram em nada, tanto q toda hora q rolava um solo ele ia pra lateral do palco tentar resolver o problema de som sem sucesso.
Mick Box (URIAH HEEP)
  Quando ele se lembrou de 2006, a última passagem da banda por aqui, ele disse, “...vocês ainda estão ai e nós aqui...” e emendou com o masterpiece ‘Stealin’ que fez muito marmanjo chorar, lágrimas essas que só voltaram a rolar lá pelo meio do set com a inegável peça rara ‘July Morning’, afinal de contas, TODO MUNDO cantou sílaba por sílaba enquanto Bernie sentou-se no retorno para vislumbrar o que acontecia, segundo ele, “...uma festa na rua...”
Mick Box, Russell Gilbrook e Bernie Shaw

  Como o set era curto, pouco mais de uma hora e dez minutos, eles despejaram mais 3 clássicos emendados um no outro praticamente, com um Mick Box super feliz de ali estar, um baterista descontrolado, Phil Lanzon também expelindo alegria e o caçula da banda Dave Rimmer bem contido no seu baixo para canhotos, Bernie anunciou a maravilhosa ‘Gypsy’, infelizmente sem aquele brilho de Ken Hensley e sem solo de teclados...uma pena, mas o astral continuou alto com ‘Look at Yourself’ e a que eu mais queria ouvir ‘Lady in Black’ também cantada por todos os presentes.

  O bis não poderia deixar de ser outro senão ‘Easy living’, sim, faltou muita coisa, mas ainda teríamos a presença do ilustre ex-frontman do GRAND FUNK RAILROAD...

URIAH HEEP

URIAH HEEP SET LIST
  1. Against the Odds 
  2. Overload 
  3. Sunrise 
  4. Stealin' 
  5. I'm Ready 
  6. Between Two Worlds 
  7. July Morning 
  8. Gypsy 
  9. Look at Yourself 
  10. Lady in Black
  11. Bis - Easy Livin'
Bernie Shaw

Phil Lanzon e Dave Rimmer - URIAH HEEP
 Fotos URIAH HEEP (Tatianny Ruiz)


MARK FARNER

  Esse senhor que também nos fez esperar uns 40 minutos entrou no palco da maneira mais simples possível, plugando sua guitarra sem alardes e quando nos demos conta ele já estava em cima do palco com seu trio, de tênis, jeans, camiseta discreta, cabelo amarrado gritando ‘Are You Ready’ e daí em diante era só clássicos e pérolas do GRAND FUNK RAILROAD expelidas dos falantes, poros e almas presentes.
  Com excessão de uma microfonia ou outra, o som ficou muito bom com eles e sim, Mark está em plena forma física e vocal, ainda toca feito um moleque e dança como uma criança feliz!
(FOTO: LEANDRO CHAPELLE/DIVULGAÇÃO/VIRADA CULTURAL)
  Ele ainda tem aquele gogó dos anos 70 e dança como naquela época, do seu estilo esquisitão e desengonçado fez todo mundo dançar freneticamente e se emocionarem com aqueles hinos setentistas, na minha opinião ele roubou a cena daquela noite pra ele, literalmente engoliu o show do HEEP, mas infelizmente muita gente só foi lá para ver o UH e quando o show deles acabou saíram da frente, alguns foram mais pra trás e outros simplesmente foram embora perdendo esse espetáculo que desfilou hinos como ‘Rock & Roll Soul’, ‘Footstompin´ Music’ e ‘We´re na American Band’ com o baterista Hubert Crawford nos vocais, que estavam baixos também, como os do show anterior.
  O baixista Lawrence Buckner (ex-RINGO STARR) é um mestre no que faz e quando Farner se empolgava e dava uma escorregadela nas cordas de sua guitarra ele o olhava com ar de repreensão, putz! O empregado dando dura no chefe, isso sim que é um time!

  Vale destacar também o tecladista eventual Rick Backer que só se apresenta no palco quando necessário.
  Voltando ao set elétrico ainda vimos ali ‘Shinin´On’, ‘Paranoid’, ‘Into the Sun’, ‘Sin´s a Good Man´s Brother’ e o final apoteótico com a impecável  ‘The Loco-Motion’ e a não menos brilhante ‘Some Kind of Wonderful’...eram só lágrimas de felicidade que rolavam nos rostos brilhantes de pessoas dançando euforicamente, gente que veio de longe só pra viver isso tudo, ouvi gente ali dizendo ter vindo de Fortaleza/CE, ou seja atravessou o país somente para ver MARK FARNER em ação e não se arrependeram.
  O bis ficou com a não menos mítica ‘I´m Your Captain (Closer to Home)’ que certamente foi o maior coro bradado naquela noite depois de ‘The Loco-Motion’.
   Em 20 anos que frequento shows, pouquíssimas vezes vi tamanha euforia num show de um artista não tão popular assim. Afinal de contas, GRAND FUNK RAILROAD não é um nome gigantesco no Brasil e a vinda do guitarrista e vocalista original da banda, há muito convertido ao cristianismo atraiu tanta gente, apenas 2 anos depois de seu primeiro role pra essas bandas, que eu realmente fiquei de cara. E como diz aquele velho ditado, Música Boa nunca sai de moda!

MARK FARNER SET LIST
  1. Are You Ready 
  2. Rock & Roll Soul 
  3. Footstompin' Music 
  4. We're an American Band 
  5. Aimless Lady 
  6. Shinin' On 
  7. Paranoid 
  8. Into the Sun
  9. Creepin' 
  10. Sin's a Good Man's Brother 
  11. Bad Time 
  12. The Loco-Motion (Little Eva cover)
  13. Some Kind of Wonderful (Soul Brothers Six cover)
  14. Bis - Drum Solo 
  15. I'm Your Captain (Closer to Home) 





URIAH HEEP no palco da Avenida São João