sábado, 27 de fevereiro de 2016

PRIMEZERO – Nova banda de Heavy Metal da baixa-mogiana não deixa pedra sobre pedra!



PRIMEZERO – “Primezero” (2015)
FAIXAS:
1.   Nothing Will Remain/
2.   Deuses de Papel/
3.   All my Fears/
4.   Alumina/
5.   All my Fears (unplugged)/

  Banda nova, com músicos novos, muita garra, talento, técnica de sobra e letras bem trabalhadas, aliás, tudo aí é bem trabalhado, milimetricamente planejado e arquitetado pelos músicos envolvidos, os irmãos Diego Franco (v) e Daniel Franco (bt) aliados aos guitarristas Nivaldo Mortais e Michel Massini e o baixista Daniel Coruja executaram um trabalho de primeira que em muitos momentos lembra DR. SIN, sim, não é exagero não, realmente eles manjam das técnicas e, principalmente os dois irmãos, que vieram de uma família musical, tem feeling de sobra.
  Fico feliz em ouvir um trabalho assim, recentemente o guitarrista Nivaldo Mortais deixou a banda que agora é um quarteto com apenas uma guitarra, veremos como ficará o som no primeiro full-lenght, porque nesse EP tá mais do que aprovado.
  A faixa de abertura é pesada e ultra-mega-trampada, serve de cartão de apresentação de quem eles são talvez, mas eu acho que pecou um pouco pelo excesso de quebradas nas levadas, o que não deixa tempo pra bangear direto, mas, talvez esse seja o intuito deles, sabe-se lá. O que importa é que fizeram um baita clipe legal pra ela (https://www.youtube.com/watch?v=jSgpW9rrgNw ).
  A segunda é na pegada mais direta, com letra em bom português e temática crítica, ‘Deuses de Papel’ vem pra botar moral.
  Como toda banda que se preze nessa levada tem que ter uma boa balada, eles também tem, ‘All my Fears’, putz, caberia em qualquer trilha sonora de respeito, daquelas que nos acostumamos nos áureos anos em que até as novelas tinham trilha sonora de extremo bom gosto, o que hoje não existe mais.

  Duas faixas consideradas BONUS fecham o EPzinho, uma singela canção aparentemente cantada em japonês, que depois descobri ser trilha de um anime chamado Death Note, sim J-Rock na banda é uma influência musical e a que fecha muito bem esse EP é uma versão acústica de ‘All my Fears’ que tocaria tranquilamente em qualquer rádio, sem ferir os ouvidos boçais que ainda ouvem rádio no país de extremo mal gosto em que se tornou o Brasil, essa versão acústica explicitou mais ainda o feeling e técnica dos envolvidos.
  Pois bem, chega de papo furado e bora ouvir o trabalho deles, correr atrás do seu e apoiar mais uma banda cheia de talentos padrão exportação!
  CONTATOS: (19)99415-3689

https://www.youtube.com/channel/UCeCzAutcP7l1cWGqPE4hdEA

https://soundcloud.com/officialprimezero 

Michel, Daniel, Diego e Coruja - PRIMEZERO

domingo, 14 de fevereiro de 2016

ROLLING STONES COPACABANA 2006 - O MAIOR SHOW DA MAIOR BANDA DO MUNDO NO BRASIL COMPLETA 10 ANOS!

  

  Vamos imaginar a seguinte situação ridícula: Você é um pai de família de 26 anos, trabalhador, morador do interior de São Paulo em pleno ano de 2006, com mais de 12 anos de experiência em shows internacionais de proporções desde festivais até shows undergrounds em botecos ‘copo-sujo’. Eis que de repente você vê na TV que a Maior Banda de Rock and Roll de todos os tempos irá tocar na praia de Copacaba, Rio de Janeiro, de graça no mês de seu aniversário. Logo você avisa a esposa e a família que você estará lá fielmente para conferir aquele espetáculo único e sua mãe vira pra você e diz categoricamente “Você Não Vai!”. O quê? Mas como assim? Nunca disse não antes, apesar de não gostar nenhum pouco desse estilo de vida que você leva. E ainda faz a cabeça do seu pai para apoiá-la. O que você vai fazer? E porque o NÃO?
  Pois foi justamente essa situação ridícula que vivi há 10 anos atrás. Com o auxílio do meu amigo e ex parceiro de banda Paulinho ‘Bomba’ eu fui arquitetando como iria ver os ROLLING STONES e arrumamos uma excursão que não deu certo e tivemos que arrumar uma outra excursão para irmos eu e o Bomba ver a maior banda que já caminhou pela Terra, uma de nossas maiores influências, sem dúvidas, mas tudo isso sem que minha mãe interferisse, pois, na cabeça dela, Rio de Janeiro era uma espécie de Sodoma ou Gomorra, ou algo pior e por ser um evento gigantesco de graça em Copacabana ela temia por minha vida certamente, mas na base do grito eu afirmei que iria sim e os comuniquei na véspera do show que sim, eu estava embarcando naquela noite para o Rio e que eles assistissem a transmissão pela TV que, com muita sorte, poderiam me ver em meio à diversão como sempre nesse show de Rock de proporções apoteóticas!
Adesivo da ocasião, um dos poucos souvenires possíveis de se trazer
daquele pandemônio nas areias de Copacabana
  Embarcamos numa excursão que levou um ônibus cheio, um micro-ônibus (onde fomos) e mais uma van na noite do dia 17 de fevereiro, seis dias após meu aniversário, uma sexta feira quente para desembarcarmos na praia mais famosa do mundo na madrugada do dia seguinte. Com alguns atrasos chegamos lá por volta das 7hs da manhã e aquele lugar já estava tomado de gente de tudo quanto era parte da Terra e um trânsito enlouquecedor, nosso motorista deu uma cochilada e encostou na traseira de um Escort velho desencadeando uma das situações mais ridículas da viagem, dois cariocas desceram e foram extorquir nosso motorista nos dando a pior das boas vindas possível, alimentando aquele estigma que o carioca tem aos olhos do restante do país, uma grande bobagem, sabemos disso, todo estigma é uma falácia, mas esses elementos oportunistas é que dão a má fama aos conterrâneos, sei que nós, de dentro do veículo morrendo de sono percebemos os ânimos alterados do lado de fora do micro-ônibus que estava parado e resolvemos descer, vários cabeludos mal-encarados, um deles ‘bombadão’, nosso amigo André ‘Maldito’ Luiz (que apresentava o bloco de bandas nacionais do programa de rádio Coda On Line) resolveu perguntar o que estava acontecendo, e logo mais uns cinco resolveram descer também para ‘resolver’ o problema e para nossa sorte, poucos metros à frente mais cinco amigos nossos da nossa cidade natal, que resolveram encarar uma aventura dentro de um Opalão cheio de cervejas, fitas cassete e uma bateria de caminhão para alimentar o deck, estavam com seu grande Opalão detonado com um mega adesivo da língua no capô sendo filmados pela TV Globo, eles também resolveram nos ajudar naquele impasse que logo foi deixado de lado pelos nativos oportunistas deixando nosso motorista em paz para estacionar num lugar e podermos desembarcar para aquele longo dia sob o sol da ‘Cidade Maravilhosa’.
  E sim, aquele calor insuportável não me deixou ir de preto, logo selecionei uma camiseta branca da banda MADE IN BRAZIL (do disco “Deus Salva... o Rock Alivia!!!”) para ser minha vestimenta (fazendo par à um shorts jeans surrado, boné e um bom par de havaianas... hehehe), pois pra mim o MADE IN BRAZIL seria a banda perfeita e merecedora de tocar naquele dia, não os TITÃS, que estavam distante do Rock na época, ou aquele tal Afroreggae, mas enfim, fiz minha homenagem aos paulistas-stonianos que deveriam estar lá aquele dia e provavelmente estiveram para assistir.
Vista geral do palco exclusivo pra este show no Brasil
(reprodução da internet, meramente ilustrativa sem fins lucrativos)
  Rodando aquelas areias clássicas encontramos gente de todas as etnias, raças, crenças, posições sociais/filosóficas/políticas inimagináveis, funcionários públicos em greve fazendo piquete (acho que eram os agentes penitenciários do RJ), hippies, punks, rastas, malacos e malucos, rappers, headbangers, playboys, putas, traficantes, trombadinhas, socialites falidas, camelôs de tudo quanto era bugigangas relacionadas à banda, mais amigos e conterrâneos, vendedores de vinil com uma gama sem fim de LP’s dos STONES para negociação, mas quem iria arriscar comprar algo ali que levasse o dia todo em seu porte? Malemá consegui trazer pra casa a tal latinha especial da cerveja Skol ‘Edição Rolling Stones 2006’!  Enfim, a praia é o lugar mais democrático do mundo, aceita todo tipo de gente e os STONES adorariam aquele espetáculo que, segundo disseram os jornais da época, juntou 1 milhão e 300 mil espectadores em terra firme ou não, pois a orla na hora do show ficou tomada de barcos e iates luxuosos e vendo as imagens da época, facilmente encontradas na internet, no youtube etc... vê-se um tapete gigantesco de seres humanos sedentos por Rock ou simplesmente atrás do ‘oba-oba’ certeiro, mas quantos fãs estavam ali presentes não importa, não estou aqui pra discutir tal fato, isso deixo pros radicalóides que só reclamam, estou aqui pra exaltar a terceira passagem dos Maiores pelo Brasil, terceira passagem essa que esta semana completa 10 anos, coincidentemente (ou não) a mesma semana em que a mesma banda desembarca pela quarta vez no Brasil e tome ROCK AND ROLL & BLUES na cabeça!
Saca só um pouquinho da galera presente naquela noite mágica
(reprodução da internet meramente ilustrativa sem fins lucrativos)
  Daquela feita o show foi transmitido via TV aberta e a cabo, desta vez, talvez não teremos essa boiada, daquela vez gravaram aqui um DVD que saiu no ano seguinte num Box-triplo que trouxe outros show da mesma turnê e um documentário feito no RJ seguido do show quase inteiro (faltaram 3 músicas no DVD, uma delas aquela do disco de trabalho na época “A Bigger Bang”, que foi feita em homenagem à Luciana Gimenez, a brasileira que engravidou do Mick Jagger em 1998 na segunda passagem da banda pelo Rio, ‘Oh No, Not You Again’), vários clássicos, várias canções novas, uma homenagem ao recém-falecido RAY CHARLES, uma ida ao palco menor em meio à multidão (eu fiquei do lado desse pequeno palco), telões, muitos telões espalhados pela orla, um palco exclusivo pra esse show no Brasil, único na época e uma maldita área V.I.P. bancada pela empresa de celulares que pagou o cachê da festa em parceria com a Prefeitura do Município do Rio de Janeiro.
  Pois bem, segue abaixo a trilha sonora daquele dia inesquecível que só quem viveu pra saber como foi de verdade, por isso eu sempre digo aos leitores, saiam de casa, abracem as oportunidades como essa, vão a shows ao vivo, pois no final o que nos resta são as histórias pra contar, as boas histórias pra contar...
Ronnie Wood (g), Mick Jagger (v), Keith Richards (g/v), Charlie Watts (bt)
THE ROLLING STONES

SET LIST:
1.  Jumpin’Jack Flash/
2.  It’s Only Rock and Roll/
3.  You Got me Rocking/
4.  Tumbling Dice/
5.  Oh No, Not You Again/
6.  Wild Horses/
7.  Rain Fall Down/
8.  Midnight Rambler/
9.  Night Time is the Right Time/
(homenagem ao RAY CHARLES)
10.      This Place is Empty/
11.      Happy/
12.      Miss You/
(avanço para o palco menor)
13.      Rough Justice/
14.      Get Off of my Cloud/
15.      Honky Tonky Women/
(retorno ao palco principal)
16.      Sympathy for the Devil/
17.      Start me Up/
18.      Brown Sugar/
19.      You Can’t Always Get What You Want/
20.      (I Can’t Get No) Satisfaction/
Mick Jagger na passarela do palco menor


  Texto dedicado aos vários que lá estiveram e já se foram como o saxofonista que tocava com os ROLLING STONES na época, BOBBY KEYS e nosso saudoso amigo Biscoitão que estava lá conosco e um ano depois não estava mais ao nosso lado, aquele sim era uma verdadeira ótima companhia para shows de ROCK AND ROLL!

as costas de uma camiseta pirata daquele show.

o 'troféu' do dia!

"A Bigger Bang" disco trabalhado na época do show

"The Biggest Bang" o DVD resultante desta turnê mundial.


quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

ROADIE METAL - Pela quinta vez honrando o Metal-BR!


ROADIE METAL VOLUME 5 - Coletânea - Vários artistas (2015)
Independente
FAIXAS:
CD 1
VIVALMA - Proudhome/
SHALLRISE - Simply for Nothing/
TELLUS TERROR - 3rd Rock from the Sun/
CAVERA - More Lies/
SUNROAD - Into the City of Lights/
MAGNÉTICA - Inflamáveis/
THE GOTHS - Strange Way of Living/
ROTTEN PIECES - Rot in Pieces/
LASCIA - Trapped/
MARCUS MAUSAN ROCK BAND - Last Train to Rio Largo/
D.L.M - Zumbis/
BANDA 80 ROCK - Nem Tudo está Perdido/
VELHO CORVO - Pé na Estrada/
ARONNE - Sherazad/
MORGAROTH - Panzer Division War/
ADIMI - Tão Iguais/

CD 2
KRUCIPHA - Pulse/
HOLLOW - Destruction of the Mass/
MAQUINÁRIOS - Um Grito na Noite/
BALBA - Skin to Skin/
ARONNE - Mephisto/
INDIVIDUAL - Every Men for Himself/
HALF BRIDGE - Karma/
ESFFERA C4 - Sempre João/
VÔMITOS E NÁUSEAS - Mergulho no Caos/
50 POINT - Chorume/
OUTLANDERS - Kretaceous/
CODMORSE - Sign the Hell/
CATÁSTROFE - Holocausto/
DEADFALL - Illusion/
VALFENDA - Another Dimension/
INTERSECT 4E - Reféns/


  Pois não é que o nosso incansável Gleison Junior, na batalha com seu programa de rádio ROADIE METAL ( www.canalfelicidade.com ) está nos brindando com mais um capítulo da já tradicional coletânea que leva o mesmo nome de seu programa? Sim, já são 5 os capítulos, que, desde o segundo vem em formato duplo, onde ele esmiúça o atual Underground nacional e nos brinda com mais de 30 bandas variadas que trabalham arduamente pra perpetuar o Rock pesado de qualidade tipo exportação aqui na terra do 'incentivo zero'.
  Gleison reuniu aqui 32 exemplos do que a nossa cena é capaz e esta coletânea está mais heterogênea do que as anteriores, valendo-se da diversidade sonora, que vai do mais extremo tipo de Metal existente (tipo ROTTEN PIECES, INDIVIDUAL...) ao mais clássico e em bom português , bandas instrumentais também aparecem nesse volume, como é o caso do ARONNE, bandas com linhagem Punk também marcam presença e a arte gráfica (por parte de Marcelo Nespoli), assim como a parte sonora que está bem mais alinhada, sim, porque, naturalmente numa coletânea onde vários artistas usam estúdios de qualidades diferentes enviam seus materiais, a tendência é da qualidade sonora variar muito, mas neste quinto volume da coletânea a coisa ficou bem equilibrada e como eu ia escrevendo, a arte gráfica está de primeira, com fotos e contatos de todas as bandas no encarte, assim como a formação das mesmas e um texto explicativo assinado pelo Gleison. 
  Tudo isso e mais um pouco, ou seja, juntando todos os volumes da coletânea, formamos uma espécie de 'Enciclopédia Barsa do Underground atual brasileiro', um grande trabalho desenvolvido com extremo amor e dedicação pelo que faz, por parte do já citado Gleison Junior que somente visa estimular os novos e velhos ouvintes a procurar as bandas nacionais e apoiá-las, adquirindo por meios financeiros seus materiais fazendo assim com que as engrenagens da cena continuem girando de forma lubrificada, se é que me entendem. 
  Por fim, temos mais um grande trabalho em mãos, mais um volume desse catálogo do Metal nacional chamado 'Roadie Metal'!
  Contatos via:
http://roadie-metal.com/
http://www.facebook.com/RoadieMetal
Http://soundcloud.com/roadie-metal
  E para ouvir o programa ao vivo acesse www.canalfelicidade.com às quintas das 20:30 às 23:00 ou sábado das 14:40 às 16:15.




domingo, 3 de janeiro de 2016

PROJECT BLACK PANTERA – Ousado, politizado e pesado sem ser maçante!


DISCO: “Project Black Pantera” (2015) – independente


FAIXAS:
1.  Boto pra Fuder/
2.  Ratatatá/
3.  Godzila
4.  Eu Sei
5.  Rede Social
6.  Abre a Roda e Senta o Pé/
7.  Execução na Av.38/
8.  Manifestação/
9.  Ressureição/
10.      Escravos
Bônus:
Manifestation/
Execução na Av.38/ (feat J Cole mix by Afropunk)

  Pois bem, quando recebi esse CD fiquei bem curioso, um power trio de negão com cara de rappers e com nome de Panteras Negras, pensei no conteúdo político que viria à seguir, algo na linha do PAVILHÃO 9 ou BODY COUNT, pois bem, achei alguns resquícios dessas bandas na sonoridade sim, mas logo de cara o que saltou aos ouvidos foi mesmo MUQUETA NA OREIA, sim, vi uma grande semelhança e fiquei bem feliz com o que ouvia afinal, sou fãzáço do MUQUETA e, por consequência, me tornei fã do PROJECT BLACK PANTERA também.
  Letras escancaradas, com vocal agressivo, quase gutural cantando em bom português as mazelas de ser brasileiro e se fazendo entender.
Chaene da Gama (bx/v), Charles Gama (g/v) e Rodrigo Pancho (bt)

  O trio de Uberaba/MG, pratica um Crossover de responsa com pitadas de LIVING COLOUR e BAD BRAINS entre outros com a cozinha profissionalíssima composta por Rodrigo Pancho, baterista peculiar que usa uma máscara bizarra e Chaene da Gama que faz baixo e vocal ao lado do também vocalista e guitarrista Charles Gama, uma das gratas surpresas mesmo desse final de 2015.
  Além das pancadas com letras bem sacadas como ‘Eu Sei’, ‘Rede Social’ e ‘Manifestação’ (que ganhou uma versão em inglês no final do disco, como bônus), temos uma instrumental chamada ‘Godzila’ e outras feitas pra descer o sarrafo mesmo, como os próprios nomes entregam ‘Boto pra Fuder’, ‘Ratatatá’ e ‘Abre a Roda e Senta o Pé’, ou seja, som feito pra pensar, prestar atenção mas nunca sem bangear.

  Brasil é um país propício pra bandas dessa linhagem se proliferarem aos montes, mas poucas deixam a coisa toda tão bem equalizada, digo, som, letras, riffs, batidas, mensagens, peso, arte gráfica, ou seja, a obra como um todo. O encarte mesmo, ficou muito bem localizado numa espécie de envelope digipack que na verdade não é envelope e se abre em duas partes e o encarte ao meio se abre em quatro partes, gostei muito.
  Pra fechar o play, além de ‘Manifestation’, que, como já expliquei é uma versão de ‘Manfiestação’ em inglês, pra gringo saber o que rolou no Brasil nesses últimos 2 anos com a galera tomando as ruas, também temos uma versão peculiar remixada de ‘Execução na Av.38’ com participação de J.COLE e AFROPUNK.
  Corra atrás do seu, se quiser antes conferir algo deles, veja na web:
http://www.tratore.com.br/um_cd.php?cod=7898614905049



Fotos by Facebook da banda.

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

LEMMY IS DEAD, A MORTE DO IMORTAL!


  Nem sei como começar esse texto, dá vontade de começar com um palavrão bem sonoro. Já tinha encerrado as postagens de 2015 pra Toca do Shark, até o vídeo de final de ano já foi postado, mas a velha de capuz preto e foice na mão resolveu fuder com nosso reveillon, taquipariu viu!
  Curiosamente o primeiro som do MOTÖRHEAD que conheci não era o Lemmy quem cantava, lembro bem, gravei no rádio, era 'Step Down' do disco "Bomber" de 1979 que era cantada por 'Fast' Eddie Clarke, guitarrista da formação clássica. Mas foi só o primeiro passo pra eu me afundar nesse submundo, grotesco, grosso, sujo e marginal chamado MOTÖRHEADBANGERS. Lemmy se tornou um dos meus prediletos, e quem não desejava vê-lo ao vivo tinha sérios problemas mentais, porque não dá pra explicar o cara ser fã de Rock pesado (não vou falar em metal, Lemmy que era Lemmy chamava tudo de ROCK AND ROLL) e não querer ver o MOTÖRHEAD de perto. Pois bem, quando anunciaram que o MOTÖRHEAD tocaria na terceira edição do festival Phillips Monsters of Rock eu já trabalhava de office-boy e me vi na obrigação de ir naquele fest e o fiz, vestido com a minha primeira peita do MOTÖRHEAD, com a capa do álbum "1916" (de 1991) eu vi pela primeira vez o corôa mais porra-louca do Heavy em ação. Uma experiência que em 2016 estará completando 20 anos e irei textualizar na época devida, como foi tudo aquilo!
O que sobrou da tal peita sagrada.
  Quatro anos depois lá ia eu de novo ver o MOTÖRHEAD mas dessa vez era só eles ao vivo numa casa fechada, a saber o recém inaugurado Credicard Hall de SP e o MOTÖRHEAD foi o primeiro show de Metal que a casa abrigou, os seguranças não sabiam como agir e na hora que a casa foi aberta, eles simplesmente deixaram todo mundo entrar correndo sem serem revistados uma loucura, eu, que estava com mais dois camaradas, corremos pra frente do palco e colamos na grade, ali eu descobri o que poderia ter avariado meus tímpanos, mesmo tendo ido à tantos outros shows de peso antes, nunca fui num tão alto até então. Lemmy, Mikey Dee e Phil Campbell simplesmente subiram no palco e os dois da linha de frente rodaram até o talo todos os botões dos seus amplificadores deixando o pau comer até o fim do show desgracento que se seguiu, o lendário 'Murder One' ali do lado, imponente, fazia par com o também gigante Rickenbacker, e Lemmy também gigantesco com suas botas de cowboy e chapéu era um só com aquele pedestal nas alturas, que experiência indescritível, experiência essa dezenas de vezes repetidas no Brasil desde 1989 quando tocaram aqui pela primeira vez, e que proporcionou a milhares de Rockers a chance de se encontrarem na 'presença de Deus', uma piada legal que começou com o filme 'The Airheads' ou, 'Os Cabeça-de-Vento' estrelado por Brendan Frasier e um estreante Adam Sandler em 1994, procurem no youtube e descobrirão do quê estou falando. (https://www.youtube.com/watch?v=bkBDkwa_WrU)

  Por fim, esse ano era pra ele ter marcado presença em mais uma edição do Monsters of Rock em SP, mas poucos minutos antes de subir ao palco, passou mal do estômago e foi levado às pressas ao hospital, deixando a banda incumbida de tocar com convidados como Paulo Junior do SEPULTURA empunhando seu clássico contrabaixo e Andreas Kisser na voz entre outros, mas a única banda que falou sobre ele e o homenageou mesmo foi o MANOWAR no segundo dia do festival, enfim, foi uma ausência fortemente sentida nesse festival, mas não tão fortemente sentida como sua passagem, na última noite, ontem veio a notícia direta do Eddie Trunk, apresentador do That Metal Show, não tinha como duvidarmos, Lemmy, que fez 70 anos há poucos dias e descobriu um câncer avassalador em seu interior há menos de 4 dias tinha morrido, pô, não foi só Lemmy que morreu, foi toda uma geração, foi o MOTÖRHEAD que morreu, como será a cena sem a notícia de mais um disco de inéditas do MOTÖRHEAD sendo lançado a cada dois anos, sem as respostas simples, diretas e ácidas que Lemmy proferia em cada entrevista? Como vamos viver sabendo que nunca mais poderemos ver o MOTÖRHEAD ao vivo? Sei lá, tempos nebulosos esses em que vivemos desde o ano 2000, pare pra pensar em quantos ídolos, veteranos, mestres e criadores perdemos desde a virada do século? Incontáveis e tá piorando cada dia mais... isso não tem volta, e nada para tapar essas lacunas deixadas...
O nome do documentário sobre sua vida
  Lemmy viveu como queria, (já viram o documentário sobre ele?), não se arrependeu de nada, então só nos resta celebrar sua história, sua vida e sua obra ouvindo suas músicas no volume mais alto possível e passar adiante às novas gerações essa obra inigualável, pois ele, à essas horas já se re-encontrou com Ronnie Dio, Joey Ramone, seu parceiro que morreu também este ano, Philty Animal Taylor e até seu ex-patrão Jimi Hendrix pra uma Jam gigantesca e eterna, se o tempo fechar nos próximos dias, saberemos que o peso das nuvens tem explicação.

  LONGA VIDA AO LEMMY, LONGA VIDA AO MOTÖRHEAD!!!!!!!!!!!!!!!!
Primeira fonte da terrível notícia, um tweet de Eddie Trunk (That Metal Show - VH1)


Uma das mais recentes fotos de Lemmy, tirada esse ano.

sábado, 26 de dezembro de 2015

DIRTY GLORY – O Hard Rock do Brasil mais vivo e vibrante do que nunca!


DIRTY GLORY – “Mind the Gap” (2015)
Independente (www.dirtyglory.com )
FAIXAS:
1.  Sticks and Stones/
2.  Failing the Test/
3.  20 Years of Moving On/
4.  Beyond Time/
5.  Black Lightning/
6.  Fire/
7.  Damn the Human Race/
8.  Every Time I Think About You/
9.  What’s Her Name Again?/
10.      Mr. Jack/
11.      Modern Gods/
12.      The Sentence/
  Olha, pra ser sincero essa banda está lançando seu primeiro álbum agora e já começou por cima, mas não, ela não nasceu pronta, esta por aí desde os idos de 2010, 2011 quando lançou o primeiro EP e veio lapidando de maneira esmeradíssima seu som, sua pegada, sua personalidade para enfim eclodir nesse disco (arrisco dizer) perfeito que é “Mind the Gap”.
  É Hard pesado, divertido, com pegada, personalidade, melodia, sentimento e talento de sobra. O disco que o KISS, o BON JOVI, o DEF LEPPARD e tantos outros dinos do Hardão andam tentando lançar nas últimas duas décadas mas não chegam nem perto. Essa banda deveria ser exportada, na Suécia seriam Top Ten com certeza, no Japão a ‘ovação’ seria gigantes, na terra do tio Sam tocariam bem na noite e nas FM’s, mas é aqui no Brasil que a banda reside e esse é o meu medo, pois assim como eles vi dezenas desde os anos 90, dezenas que desapareceram e eu temo pelo futuro desses 5 hard-rockers que parecem estar artisticamente prontos pra peitar o mundo sem ressalvas.
Dee Machado (g), Sas (bt), Jimmy DG (v), Reichhardt (g), Vikki Sparkz (bx)
DIRTY GLORY

  Além dessas bandas gringas que citei acima aparecerem nitidamente na sonoridade da banda que não teme em flertar com pitadas de Blues e uma timbragem mais atual nas guitarras, também sinto cheiro de HELLACOPTERS, TYKETTO, GOTHARD, TESLA, GUNS AND ROSES (da época em que eles eram perigosos), DANGER DANGER, WARRANT e tantas outras que fizeram a Sunset Strip arder feito o inferno nos 80’s.
  Recomendo a banda pra TODO MUNDO, uns poucos irão torcer o nariz mas a maioria eu asseguro a satisfação sonora total ou não são Rockers dignos, mas os da banda são e não haverá festa na Terra que não incendiará com esse play rodando, vislumbro até trilha sonora de filmes à lá ‘American Pie’ com essas músicas, mas aqui a coisa é mais difícil de acontecer, por isso aconselho essa banda a sumir daqui o mais rápido possível e levar o nome do Hard Rock brasileiro para outros continentes!

Contatos mais que imediatos se fazem através de:
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Contato para shows e merchandising: contato@dirtyglory.com

Assessoria de Imprensa: ASE Music
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