terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

"Dispassion" - VOODOO SHYNE 5 anos depois.


BANDA: VOODOO SHYNE
DISCO: “DISPASSION”
ANO: 2017
FAIXAS:
1.  Oi!/
2.  O Toque/
3.  Só Sei que Sei/
4.  Copycats/
5.  Bite the Bullet/
6.  A Garota Hodierna/
7.  Madrugada Afora/
8.  S.M.S./

  Após 5 anos o baixista e vocalista paulista Voodoo Shyne reaparece na cena com mais um disco full-lenght forte e variado ao mesmo tempo.
  Com seu fiel escudeiro, o guitarrista Estevan Sinkovitz e o baterista Danilo Cremasco, VOODOO SHYNE aparece com um disco mais variado que o anterior “Satan’s Gonna Like It” de 2012. O novo disco começa pesado, moderno e seco com a faixa ‘Oi!’ (não, ela não tem anda a ver com política ou carecas). E a pegada urgente continua na segunda faixa, ‘O Toque’, a primeira em português, muito legal, com uma vaga lembrança de QUEENS OF THE STONE AGE e outras da mesma safra, o vocal varia do seco e conciso ao melódico e lírico sem maiores problemas.
  A terceira faixa continua a saga da língua-mãe, com sua suavidade e letra abstratamente poética, eu tive um lampejo remissivo de SECOS & MOLHADOS ao ouvi-la. Uma bela peça musicalmente delicada, com nuances até meio fantasmagóricas.
  Pra levantar polêmicas surgem riffs ganchudos e uma letra lindamente provocante atacando os ‘marionetes na cena’ na letra de ‘Copycats’, apreciem.
  ‘Bite the Bullet’ nos remete sonoramente ao disco anterior e é a mais agitada do play até então, toda orientada pelo baixo distorcido, bem a cara do VOODOO SHYNE que nos acostumamos a ouvir.
  Em ‘A Garota Hodierna’, o título vem em português, mas a letra é cantada em inglês, porquê? Eu sei lá, coisa de artistas! Hehehe Só sei que o instrumental é bem envolvente, assim como a letra, que na verdade se interliga com a próxima ‘Madrugada Afora’, essa sim toda em bom português.
  Pra fechar o disco, vem a faixa ‘S.M.S.’ outra que tem uma sonoridade bem clássica do VOODOO SHYNE, mas que letra é essa cara? Vai deixar a gente com a pulga atrás da orelha mesmo? A letra fala sobre as durezas da estrada do ROCK AND ROLL, mas, tem uma frase no final que nos deixou apreensivos... confira mais do material da banda adquirindo ele nos canais de contado com o artista em:


 




domingo, 19 de fevereiro de 2017

SHADOWRATH - Explicitando em seu som as agruras que o ser humano esconde


BANDA: SHADOWRATH
DISCO: “IN THE SHADOWS”
ANO: 2017
SELO: Independente (www.shadowrath.com)
FAIXAS:
1.  Become End/
2.  In the Shadows/
3.  Meaning/
4.  No Goodness in my Heart/
5.  Suicide/

  O que o lado mais obscuro da alma teria a dizer se ele pudesse falar? Isso que todo mundo tem, mas faz questão de esconder é o que a banda paulista SHADOWRATH tem a dizer através de sua obra musical.
  Oriundos de São Paulo, esse quarteto lança seu primeiro EP calcado no subestilo metálico que, acostumou-se a chamar de Melodic Death Metal no começo deste novo século. Sim, a sonoridade nos remete às bandas de Power Metal do comecinho dos 2000 e o vocal gutural (além da temática) deixa bem claro que eles adoram sons do norte gelado da Europa, pois é, daí formou-se um híbrido de Death Metal e Heavy Metal Melódico, muito difundidos na década passada e que ainda se mostra presente na cena mundial e aqui no Brasil também, aja visto esse EP que chegou aqui na redação de forma virtual, pois é, esse formato econômico que as bandas arranjaram de divulgar seu próprio som é muito funcional e prático para os artistas independentes que não tem aquela grana desejada para investirem em suas divulgações, mas, enfim, vamos ao som que, como já falei está calcado naquele instrumental limpo e pesado de JUDAS, MAIDEN, GAMMA RAY entre outros mas aliado a vocais completamente guturais, à lá CHILDREN OF BODOM, TESTAMENT e até PANTERA, mas o que mais chama a atenção é a destreza das guitarras que mais parecem giletes cortando a carne profundamente jorrando sangue em profusão, ou seja, guitarras realmente afiadas e afinadas!

  Formada atualmente por Walter Vaughan (v/g), Vic Souza (g), Ariel Genaro (bx) e Felipe Lad Muniz (bt) essa banda tem muita estrada pela frente ainda e muito som pra mostrar pelos palcos mundo afora. Desejo-lhes toda sorte nesse Underground concorrido e injusto que temos abaixo do Equador e que consigam romper fronteiras para acima dessa linha geográfica imaginária, conquistando as terras geladas, onde esse estilo de som tem um amplo mercado a ser explorado.
  Ficou curioso sobre como soa essa banda nova?
  Aqui deixo os links:


Facebook: https://www.facebook.com/ShadoWrath/


terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

TUPI NAMBHA: novo álbum retrata a cultura indígena





  O cenário nacional a cada novo ano apresenta ao público bandas que ultrapassam o senso comum e inova em sua musicalidade, uma forte tendência que cresce a cada dia, são bandas que exploram a cultura indígena como a fonte de reproduzir suas ideias em música.

Uma dessas novas bandas é a TUPI NAMBHA de Brasília, a banda nascida em 2016, lançou em novembro do mesmo ano o álbum “Invasão Alienígena”, o álbum é um resgate a tribo Tupinambá que existe em solo brasileiro desde o século XVI e que já chegaram a ser considerada a maior tribo do país com mais de 100.000 indivíduos.

A banda TUPI NAMBHA utiliza de vários elementos tribais, recorrentes ao estilo da tribo indígena, além de cantar todas as letras na língua nativa dos indígenas, outra grande sacada do grupo é debater temas pertinentes há população dos índios, assuntos variados como guerra, morte, canibalismo, sobrenatural são alguns dos assuntos abordados nas letras, sendo que todos relacionados diretamente com a cultura dos Tupinambás.

O álbum “Invasão Alienígena” está disponível para audição nos principais veículos de comunicação do grupo, o mesmo informa que está programado para o primeiro trimestre de 2017 o lançamento do álbum físico, com distribuição para todo o território nacional e internacional.

Como em alguns países sul-americanos, o Brasil poderia ser um país bilíngue, como o Paraguai que atualmente fala o espanhol e o Guarani, preservando assim a sua língua pátria como uma de suas fontes culturais, essa atitude em chamar a atenção da sociedade é um dos diferencias da banda TUPI NAMBHA que não está reinventando a roda, mas sim resgatando a origem de sua terra mãe.

Confira o álbum “Invasão Alienígena”

Formação:
Marcos Loiola – Voz
Rogerio Delevedove – Guitarra

Mais informações:

domingo, 15 de janeiro de 2017

BLACKENED - Thrashão de Responsa paranaense!



BANDA: BLACKENED
DISCO: “Truth Behind Destruction”
ANO: 2016
SELO: Independente
FAIXAS:
1.  The Front Remains/
2.  Chemical Terror/
3.  Slaughtered Tomorrow/
4.  Brain Control/
5.  Into Lunacy/
6.  Suffer Under.../
7.  Extreme Violence/
8.  Stay Wasted/
9.  Truth Behind Destruction/
10.      Against the Grain/

  A verdade, que eu senti ao ouvir esse disco e tantos outros lançados nos últimos tempos, é que a galera de hoje quer ter uma experiência mais próxima daquela vivência de  três décadas atrás, aquela coisa mais orgânica de se reunir com os amigos de escola que curtem o mesmo tipo de som que você tomando umas brejas no quintal de casa ou no quarto e botar aquele disco fudido pra rodar, tuxar o volume como se não existissem vizinhos e ‘meter o louco’. Porque era exatamente isso que a gente fazia quando éramos adolescentes espinhentos e cabeludos, ao som de discos do EXCITER, MOTÖRHEAD, VENOM, KREATOR, KORZUS, ANTHRAX, SUICIDALTENDENCIES, D.R.I., SLAYER, WARFARE, REVENGE, DORSAL ATLÂNTICA etc... 
João Wegher (v/bx), Marcelo Martins (bt), Ulisses Nathan (g), Carlos Knauber (g)
BLACKENED (foto: Sarah de Oliveira)

  E essa banda de Curitiba parece querer viver o mesmo ritual, afinal, pelas fotos nota-se que a idade deles não permitiu à João Wegher (v/bx), Ulisses Nathan (g), Marcelo Martins (bt) e Carlos Knauber (g) vivenciar essas experiências pré-internet e eles se esforçaram pra aproximar a obra deles com as daquela mágica década. Capa e letras remetem à guerra fria, bombas atômicas, guerras sangrentas e manipulações mentais em massa ministradas por religiões assassinas. A sonoridade segue aquela métrica de riffs em profusão,bateria e baixo explosivos e solos emergenciais, pra ficar mais fiéis só faltou os refrões cantados em coro e um tratamento analógico nas gravações, se esse disco tivesse esse tratamento e fosse lançado em vinil, com essa capa detalhada e um som bem gordão aí sim a experiência de túnel do tempo estaria completa, mas o que me abate é a tristeza de saber que, mesmo com todo esses esforços da BLACKENED, dificilmente o público hoje em dia irá recriar todo aquele ritual que eu citei acima pra se deliciar com esse disco, afinal, os tempos infelizmente são outros e os hábitos se perderam em meio à tamanha revolução tecnológica e comportamental. Mas ainda restam os saudosistas que irão deixar uma lágrima escorrer se assim se permitirem.
  Deixem o toca-discos descansando e comprem esse Cdzinho dos paranaenses e se dê essa chance velho amigo thrasher!



domingo, 25 de dezembro de 2016

OLDER JACK - Metal alemão direto de Pomerode/SC



BANDA: OLDER JACK
DISCO: “Metal Über Alles”
ANO: 2016
SELO: Roadie Metal (http://roadie-metal.com/)
FAIXAS:
1.  Öl und Blut/
2.  Metal Über Alles/
3.  Fosa/
4.  In Namen das Geldes/
5.  Luft
6.  Macumba/
7.  Wahnsinn/
8.  Das Ende/
  Taí, costumo dizer aos amigos e conhecidos, podemos viver mil anos que não iremos ouvir tudo que precisamos conhecer de bom no Underground mundial e a OLDER JACK é a mais nova pérola descoberta por mim. Originária de Pomerode/SC (considerada a mais alemã das cidades brasileiras), a banda toda é composta por descendentes diretos de alemães e falam fluentemente a língua germânica, então, só por isso, por que não cantar todas as letras em alemão? Pois foi o que fizeram nesse primeiro disco da banda, talvez pra chamar a atenção do underground para si, se deu certo? Ô se deu!
  O som é dos melhores e mais caprichados (tirando uma escorregada na mixagem da faixa ‘In Namen das Geldes’ do meu CD que deu uma abaixada abrupta no som no meio da canção), um Metalzão oitentista, asperamente polido, com vocais rasgados e agudos de ‘gralhas turbinadas’ e guitarras fazendo aquela levada MERCYFUL FATE e METALLICA dos anos três primeiros discos, a bateria e o baixão pulsam forte. Detalhe pra 'Macumba' que começa com um riffão à lá MERCYFUL FATE e descamba pra SABBAzêra duma hora pra outra, coisa fina mesmo. Fico imaginando esse som mixado analogicamente pra um vinilzão daqueles que são atualmente prensados na Alemanha, ia ficar monstruoso! Com letras que não entendemos bulhufas, o press-release dá uma mãozinha avisando que falam sobre a união dentro do Metal, corrupção religiosa e aquele tema óbvio, Segunda Guerra Mundial (só espero não estarem cantando nada que tenha vindo do lado errado da luta).

  A banda é formada por César Rahn (bx), Bruno Maas (bt), Hermann Wamser (g), Deivid Wachholz (g) e Carlos Curt Klitzke (v), estão trabalhando duro pra divulgarem seu som e eu, sinceramente lhes desejo toda sorte do mundo, imagina se esses caras conseguirem fazer uma tour europeia e chegarem ao berço do Metal verdadeiro (a Alemanha, claro)? Vão ser alçados headliners rapidinho!
Alô Wacken, aqui é do Brasil, escuta aí....

Deivid Wachholz (g), César Rahn (bx), Carlos Klitzke (v)
Bruno Maas (bt), Hermann Wamser (g)
OLDER JACK


domingo, 18 de dezembro de 2016

BLACK SABBATH – O Fim a partir da ótica de um menino sonhador!


  Quando, no começo desse ano, ouvi pela primeira vez no rádio o anúncio de que o show de despedida do BLACK SABBATH passaria por Curitiba (perto de onde moro atualmente), veio um arrepio dos pés à minha cabeça, e, ao som de ‘War Pigs’ ainda, brotaram lágrimas dos meus olhos que centenas de shows já viram, mas eu não tinha muita certeza de que conseguiria ver, financeiramente falando, só tinha certeza d’uma coisa, eu PRECISAVA ver!
  A infância inteira ouvia falar de que o BLACK SABBATH era fodido e tal, mas não tinha acesso à obra deles até que comecei a andar com minhas próprias pernas e fui a uma loja pedir uma K7 gravada do vinil “Paranoid”, aos 12 ou 13 anos eu acho... dali em diante era uma estrada sem volta em rumo ao pesado e obscuro mundo do Heavy Metal... tá, eu já conhecia muita coisa, KISS, VAN HALEN, WHITESNAKE, QUIET RIOT, TWISTED SISTER, mas era o lado colorido da coisa, eu ainda não tinha encontrado a pedra fundamental, a origem à partir da escuridão, e depois de muitos livros de terror (pegos na biblioteca da escola) devorados ao som de ‘Hands of Doom’ e ‘Electric Funeral’, por exemplo, eu fui atrás dos outros plays... e, duas décadas mais tarde, depois de ter visto Ronnie James Dio duas vezes, de ter visto outros ex membros da história da banda, como IAN GILLAN, GLENN HUGHES, ROB HALFORD (sim, ele mesmo), DON AIREY, SCOTT WARREN, ERIC SINGER e os próprios TONY IOMMI e GEEZER BUTLER, eu finalmente iria ver OZZY OSBOURNE em seu lugar de origem, cantando alguns dos mais importantes hinos do Heavy Metal mundial. Mas eu não tinha comprado ingresso ainda... um detalhe que foi sanado após uns 7 meses do anúncio oficial que eu tinha ouvido no rádio e chegou o dia do tributo, eu iria poder ver e agradecer Tony Iommi pelos últimos 47 anos de completa entrega e dedicação à essa instituição chamada BLACK SABBATH (que lhe valeu a saúde, inclusive) que nos proporcionou inúmeras obras musicais de vários conceitos e importâncias variáveis, mas todas sem iguais entre seus pares.



  Chegando a Curitiba naquela quarta feira nublada, eu me deparei com uma pedreira linda e totalmente cercada pela natureza, que visual! E, no olho daquela cratera seria realizada a missa negra de despedida de um dos maiores nomes do som pesado. Com abertura da banda RIVAL SONS que impressionou muito o meu gosto pessoal e de muita gente que lá estava presente, uma grata surpresa com qualidade de som excelente!
  Era hora então do BLACK SABBATH. Eu esperava um estrondo logo de cara, pois iriam abrir o show com a música mais cavernosa gravada no século XX numa noite nublada e no meio daquele mato todo, tinha tudo pra arrepiar até os pelos pubianos, mas... a banda entrou ao palco após um clipe cavernoso do telão mostrando o ovo do anticristo sendo eclodido dando á luz um ser das trevas e à seguir ecoaria os primeiros acordes da SG preta do canhoto mais foda do planeta! Mas cadê o som da guitarra? Malditos técnicos de som (gringos ou não), foderam meu sonho mais arrepiante, calma, tudo bem... eu estava de frente para a ‘maldita trindade’ Tony Iommi, Terry Geezer Butler e Ozzy Osbourne (senti muita falta do quarto elemento, o fundamental espancador de peles Bill Ward) lá estava não um senhor pai de família, funcionário público e sim aquele mesmo garoto que rodou milhares de vezes aquela fitinha do “Paranoid”, aquele mesmo garoto cabeludo que achou o LP “Sabotage” na feira por R$1,00 quando o CD estava em alta e o vinil não valia nada, o mesmo cabeludo e extravagante vocalista de banda de Rock que gritava sem pudores as letras de ‘Children of the Grave’ e ‘Sabbath Bloody Sabbath’ pelos bares e palcos região afora, o mesmo fã que viu o BLACK SABBATH com o DIO, o mesmo fã que idolatrou aquele Ozzy dos velhos tempos, que era um demônio  comedor de morcego e execrou aquele Ozzy ‘garoto propaganda’ da MTV, aquele mesmo fã que trocou a fase Ozzy pela fase Dio sem o menor remorso por muitos anos mas era o fã que correu comprar a edição deluxe do “13” quando saiu e que, depois de muitos anos se fazer isso, realizou todo um ritual de absorção da obra para ouvi-lo pela primeira vez, sozinho, com o som no talo, bem equalizado e encarte na mão seguindo todas as letras, lendo a ficha técnica e cheirando (sim) o disco todo, aquele mesmo fã que no começo de 2016 se emocionou ao ouvir a primeira vez no rádio o anúncio da despedida de seus ídolos, o mesmo fã que passou um 2016 de merda, só se fodeu o ano todo, teve altos problemas, estava sem esperança nenhuma de poder realizar este sonho, o mesmo fã que quase ficou viúvo em 2016.

  Esse fã, esse moleque, esse cara, pai de família, esse funcionário público, esse que vos escreve se arrepiou aos sons de ‘Fairies Wear Boots’, ‘After Forever’, ‘Into the Void’, berrou a plenos pulmões letras de ‘Snow Blind’, ‘N.I.B.’, ficou em transe com ‘Behind the Wall of Sleep’, ‘Dirty Women’ e quase chorou com ‘War Pigs’, ‘Children of the Grave’ e ‘Paranoid’, mas ficou triste com a tentativa de ‘Rat Salad’ e sentiu muita falta de Bill Ward o show todo, não teve gente, o baterista contratado lá é bom, mas não me convenceu, pra mim o velho Ward era um dos três mais influentes e pesados bateristas daquela época e ponto final.


  Ponto final mesmo, tristemente nosso pai Tony Iommi não anda assim tão bem de saúde, logo após voltar do Brasil descobriu uns nódulos estranhos no pescoço e voltou a preocupar seus fãs, Ozzy é aquele Ozzy careteiro e performático que nos mostrou a bunda no palco, mas sua garganta não aguenta mais do que uma hora de show cantando, somente Geezer ainda tá 100% eu acho... mesmo assim foi uma baita espetáculo e espero que sim, esse tenha sido o fim de uma história, pois, mais uma tentativa de tour vai queimar o filme dos caras depois desse anúncio todo. Sou daqueles que ainda presa pela honra e palavra dos artistas... um bobo fã e sonhador, mas Rockeiro até a última gota de suor \m/ \m/




domingo, 11 de dezembro de 2016

VETERANÍSSIMA BANDA ANARCA HOMENAGEIA O MADE IN BRAZIL!




Nos anos 80 um dos nomes mais ativos da cena era o ANARCA (http://tocadoshark.blogspot.com.br/2014/03/wagner-anarca-um-dos-herois-do-som.html) que há mais de 25 anos não dá nenhuma novidade aos fãs, pois seu mentor Wagner mora há esse quarto de século nos Estados Unidos, mas eis que este final de 2016 trouxe à luz do dia uma gravação novíssima sob o nome da banda registrado pelo Wagner e seu amigo e baixista que também passou pela fase clássica da banda, William Kusdra, mas porque somente agora? E o que reuniu esses dois baluartes da cena oitentista de novo depois de tanto tempo? Saiba tudo à seguir nessa entrevista exclusiva da TOCA DO SHARK com os dois.


TOCA DO SHARK: Depois de aproximadamente 30 anos, a dupla Wagner Anarca e William Kusdra resolveu se reunir em uma gravação sob o nome ANARCA. De quem partiu essa ideia?
WILLIAM KUSDRA: O MADE vai completar 50 anos de estrada. Há um projeto programado que não posso adiantar e que não é idealizado por nós, mas conversando com o Wagner decidimos gravar uma homenagem à banda.
WAGNER ANARCA: Primeiramente quero agradecer o seu interesse pela nossa trajetória e trabalho.
  Aconteceu assim, eu moro há muito tempo nos E.U.A. e sempre mantenho contato com todos meu amigos do Brasil, principalmente os músicos que passaram pelo ANARCA. Um dia o William me ligou e falou que tem um projeto que vai rolar de homenagem ao MADE IN BRAZIL e que nós fomos convidados pela Gigi Jardim para participar.

T.S.: A gravação em questão é uma homenagem ao MADE IN BRAZIL, gostaria de saber o quão importante o MADE foi na formação musical de cada um de vocês?
W.K.: A importância do MADE IN BRAZIL é total. Tocamos em vários shows com eles em 1982 quando estavam completando 15 anos de estrada. Banda mais importante pra nós aqui no Brasil desde sempre.
W.A.: Eu fiquei super honrado, pois foi a primeira banda de Rock que eu ouvi ao vivo, junto com o Lúcio Zaparolli (SANTA GANG), meu amigo de infância, lá eu resolvi tocar guitarra, imagina o tamanho da honra em poder homenagear meus heróis?

T.S.: Como funcionou essa junção para gravação, haja vista que há um bom tempo Wagner mora dos Estados Unidos e William no Brasil?
W.K.: Hoje em dia a tecnologia e a internet nos proporciona essa facilidade. Gravei o baixo no estúdio do meu irmão que é de primeira linha e o Wagner fez o mesmo lá nos Estados Unidos.
W.A.: Então, o William me falou desse projeto, que partiu da Gigi Jardim que é uma grande amiga minha e eu fiquei surpreso dela ter colocado o ANARCA no projeto pra tocar ‘Uma Banda Made in Brazil’. Era pra eu gravar a guitarra e a voz aqui, o Willian Kusdra e o Régis Tadeu iriam colocar seus devidos instrumentos gravados aí no Brasil. Mas eu não queria simplesmente fazer um cover dessa canção, eu queria algo mais elaborado, que fosse mesmo uma grande homenagem aos caras, eles que são grandes Heróis do Rock Brasileiro, assim como o Júnior da PATRULHA DO ESPAÇO, o Luiz Carlini do TUTTI FRUTTI, Paulão Batera, Faísca, Sérgio Hinds (O TERÇO), meus heróis, que fazem Rock 24 hs por dia!
  Eu fiquei semanas e semanas refletindo o que eu iria fazer e ouvindo ‘Heartbreak Hotel’ do ELVIS PRESLEY eu tive a ideia de fazer uma versão em inglês para a música e transformá-la num blues e comecei a traduzi-la fazendo umas concessões e licenças poéticas, daí fui pro estúdio de Dan O’Brien que é um amigo de 25 anos que estou aqui e um músico de mão cheia que me ajudou com umas guitarras e algumas palavras na tradução. Devo muito à ele.
Willian Kusdra (bx), Wagner Anarca (g/v) e Régis Tadeu (bt)
ANARCA nos anos 80
TS.: Além de Wagner Anarca na guitarra e voz e William Kusdra no baixo, quem mais participou com os outros instrumentos (bateria, gaita, etc...)?
W.K.: O Wagner fez tudo. Eu só toquei o baixo.
W.A.: Como eu disse, o Dan O’Brien me ajudou muito nas guitarras e na demo ele fez uma bateria eletronicamente, daí o Régis achou melhor manter essa bateria pois ele estava sem tempo pra gravar agora, ele disse que a bateria ficou ótima. Daí ficou a bateria do Dan e um fato interessante também foi a gaita imaginária que eu queria colocar, pois eu não tinha gaita nenhuma, fui pro microfone e fiz uma gaita com a mão e a boca, ele deixou gravando e fez a coisa toda virar uma gaita de verdade...hahahahaha...


Willian Kusdra (baixo) em 2016

T.S.: Pra finalizar, podemos esperar mais alguma surpresa sob o nome ANARCA?
W.K.: Com certeza meu amigo. Temos a ideia de gravarmos mais algumas músicas do nosso antigo repertório. Acho que vai rolar algo pra 2017, 2018.
W.A.: Só quero deixar bem claro que esse lance todo não tem nada à ver com o ANARCA, isso é sobre o MADE IN BRAZIL.
  Mas, paralelamente a isso eu estava conversando com a Gigi sobre filosofia e chuva, daí ela me mandou uma gravação de um tape com som de uma chuva que ela gravou e tem até um gemido dela no final. E com esta gravação eu queria fazer uma música, mas passou o tempo e veio essa gravação do som do MADE que me colocou no embalo de novo pra gravar. Então eu criei uma música chamada ‘Tears of Rain’ que é uma homenagem à Gigi Jardim, onde eu usei seu tape com som de chuva mais o gemido dela no final. Também rendeu uma versão mais atual para ‘Mercedez Benz’, aquela da JANIS JOPLIN com uma mensagem mais atual. Eu tenho um projeto de gravar um CD em breve, além dessas três citadas.
Wagner Anarca (guitarra e voz)

FOTOS dos arquivos de William Kusdra e Wagner Anarca