sábado, 4 de julho de 2015

VIRADA CULTURAL 2015 (21/06/2015 – Palco Rio Branco no dia do Metal)


Esse foi o clima da Virada Cultural, o respeito com o público e a admiração para o artista.
Aqui André Matos do VIPER se entregando ao público enquanto canta!


  E lá vamos nós ler mais uma história que eu vivi, sim porque resenha seria muita prepotência de um cara que saiu de casa 3 horas da madrugada de busão rumo à capital do estado de SP sem credencial nem moral pra contar pros amigos no seu blog o que viu, com fotos toscas de celular tiradas do meio da multidão. É isso que vocês queridos leitores irão ler aqui, a experiência d’um cara que tá nas ‘trincheiras do Metal nacional’ desde sempre e não é um amigo do colega do parente de alguém que foi agraciado com a pulseirinha especial ou uma credencial de imprensa, ok?
  Se não fosse ‘a little help from my friends’, vocês iriam ter que se contentar com as fotos mais toscas da Terra, hehehehe…

  Explicado isso lá vamos nós. A Virada Cultural desse ano era uma incógnita até o último minuto pros amantes do Rock, afinal, o curador da Virada responsável pelo lado ROCK da coisa, nosso querido Percy Weiss faleceu há uns 2 meses e ninguém sabia se iria ter Rock nessa Virada e sim, teve e muito. Quisera eu poder ir no sábado pra pegar as atrações desde o primeiro minuto, mas, como a vida é feita de escolhas eu escolhi sacrificar o sábado em prol das atrações de Metal Nacional que iriam dominar o Palco Rio Branco no domingo à partir das 6hs da manhã.
  6 horas o KRISIUN subiu ao palco pra começar a ‘moeção’, mas o mané aqui ainda tava dentro do Cometão essa hora e só conseguiu pegar os últimos segundos da apresentação do trio mais poderoso do país!
KORZUS
  Me restou se preparar psicologicamente para o massacre dos veteranos do KORZUS que entraram com o ‘pé na porta’ às 8 horas em ponto. Um show do KORZUS é sempre uma aula de peso, talento e, acima de tudo, respeito para com o público Metal, com Marcelo Pompeu usando o dom da oratória para mais uma vez defender os fãs de Metal e louvá-los pelos mais de 30 anos de estrada, onde ele agradeceu a cada um ali por amanhecer no centro velho de SP em nome do Metal. Clássicos não faltaram, ‘Pay for Your Lies’, Agony’, ‘Correria’ e ‘Guerreiros do Metal’ se misturavam à sons novos como a polêmica ‘Vampiro’ do último CD. Uma aula de como se deve fazer um show de Metal e de como se deve tratar os fãs, aliás uma coisa que se repetiu o dia todo em todos os shows.
Final do show do KORZUS.
  Às 10 da manhã sem deixar a peteca cair entra em cena o VOODOOPRIEST com seu repertório baseado no primeiro CD da banda “Mandu” que conta a história de um guerreiro indígena brasileiro que defendeu seu território por 7 anos sozinho, território esse que hoje se chama Piauí, tudo isso explicado detalhadamente pelo vocalista e Vítor Rodrigues (veja vídeo https://www.youtube.com/watch?v=6-_L4xtnXY8), também conhecido como Vitinho, ex- vocalista do TORTURE SQUAD. 
VOODOOPRIEST
  Vitinho uma pessoa sem igual botou o público na palma da mão com sua educação e simpatia e com os sons ‘Warrior’, ‘Trail of Blood’ e a faixa título do play em questão fez todo mundo bater cabeça e abrir rodas enormes de mosh-pit.
Um dos destaques deste show e também do DR SIN e do VIPER foram os discursos em prol da igualdade das minorias, nesse caso das raças e etnias dentro do país. Ao final da apresentação foram atender aos fãs e vender alguns CD’s e camisetas, distribuindo autógrafos e fotos com quem aparecesse. Nota 10!
Edu Nicolini (bt), Covero (g) e Vitor (v) autografando CD's
"Mandu" do VOODOOPRIEST

DR. SIN (Andria Busic, Ivan Busic e Eduardo Ardanuy)
  12 horas era hora do maior nome do Hard Rock nacional pisar no palco, DR. SIN que começaram o show com ‘Down in the Trenches’ e desfilaram vários clássicos desses mais de 20 anos de banda, como ‘Miracles’, ‘Fire’ e novos sons como a festeira ‘Saturday Night’ e ‘We’re not Alone’. Ivan Busic ainda passou a bateria ao seu roadie para tomar a frente do palco e cantar ‘You Really Got Me’ do KINKS na versão VAN HALEN e se divertir um pouco enquanto agitava o público com seu carisma inigualável. O auge final ficou por conta de ‘Futebol Mulher e Rock and Roll’ que sempre alegra todo mundo, afinal putaria move o mundo hehehehe.... (aqui um pequeno resumo em vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=pcs1-AsgoYQ )
DR. SIN com Ivan Busic cantando.

  Era hora de uma das apresentações mais esperadas pelo público subir ao palco, VIPER, sim André Matos incluído, que, ao lado de Pit Passarel, Felipe Machado, Guilherme Martin e Hugo Mariútti fizeram daquela Avenida Rio Branco uma puta festa. Pra quem já viu um show do VIPER com essa formação sabe que não é show e sim, uma reunião de velhos amigos, uma celebração aos 30 anos de amizade 
VIPER (Hugo Mariutti (g), Gui Martin (bt), Pit Passarell (bx/v), André Matos (v) e Felipe Machado (g-escondido) num dos momentos de descontração
Pit e André divertindo a galera com Val Santos no baixo (VIPER)
(confira mais nesse link http://tocadoshark.blogspot.com.br/2012/09/viper-em-itapira-uma-noite-de.html ) e esse show aqui foi mais especial ainda, pois contou com a presença de ex-integrantes da banda, como Ricardo Bocci, o último vocalista que gravou com a banda o disco “All my Life” e também já cantou no REI LAGARTO, e Val Santos que já tocou bateria e guitarra em outras formações do VIPER, inclusive nesse citado disco além de integrar o TOYSHOP com Guilherme desde os anos 90.
VIPER com Ricardo Bocci nos vocais
A festa foi tamanha que em certos momentos virou
Stand-Up Comedy com André e Pit contando piadas no microfone, zoando os moradores de um certo prédio afronte do palco que supostamente reclamaram do barulho, Pit se complicando com piadas sobre bordéis e igrejas entre outras peripécias ímpares como André e Pit indo pro meio do público cantar com os fãs, sim Pit cantou ‘Rebel Maniac’ cedendo seu baixo ao Val Santos. Ainda tivemos ‘H.R.’ com até 6 vocalistas e André fazendo backin’vocals no microfone do prato da bateria, sim uma puta bagunça e vocalistas cantando sem microfones, enquanto outros cantavam com 3 microfones nas mãos, Nando Machado (irmão do Felipe) no baixo e Val cantando, Felipe Machado pulando pra todo lado e clássicos mais clássicos, ‘Nightmare’ e  ‘At Least a Chance’ (cantadas pelo Ricardo Bocci), ‘Living for the Night’, ‘To Live Again’ entre outros finalizando com a versão deles pra ‘We Will Rock You’ do QUEEN. Festa igual essa será difícil de vermos de novo!
"♫Ev'rybody Ev'rybody...♪" Pit Passarel cantando 'Rebel Maniac'
  Você pode ter uma ideia nesse link https://www.youtube.com/watch?v=Q7G0VoBDkvE
HELLARISE no 'Palco TEST' em momento milagroso!
  Nessa hora 15hs sai correndo pra ver o HELLARISE no Palco TEST ali dois quarteirões e ainda consegui ver uns 20 minutos do show, com uma estrutura bem menor esse palco fazia parte do tal Dia da Música, um evento menor que foi inserido dentro da Virada Cultural e o Palco TEST ainda abrigou mais 24 bandas do underground como o próprio TEST, CÄTÄRRO, FIM DO SILÊNCIO entre outros. Mesmo com pouco tempo o pessoal do HELLARISE conseguiu destrinchar alguns de seus sons como o novo single 'Darkened Flames' e o clássico 'More Mindless Violence' entre um 'pacote de bolacha voador' e 'uma garrafa de Fanta fervente'. Teve de tudo um pouco nesse show, até aleijado se curando heheheh...
HELLARISE

Robertinho de Recife (METALMANIA)

  Voltei rapidão pra ver o penúltimo nome do Palco Rio Branco, o renomado guitarrista Robertinho de Recife e a nova versão da banda METALMANIA que pegou a todos de surpresa com um repertório mega-pesado, totalmente baseado em sua guitarra ultra-rápida e metálica ao extremo, acompanhado de um baterista que também cantava (Raphael Sampaio), Júnior Mauro no baixo e um ser metálico à lá DAFT PUNK sem face nos teclados e efeitos robóticos, Robertinho desfilou simpatia e carisma, aliado ao seu talento mais do que comprovado. 
METALMANIA
  Entre novos sons num show 80% instrumental, ele homenageou os fãs de São Paulo dizendo que somente a Virada Cultural numa cidade como São Paulo poderia ter um palco tão pesado como aquele por onde passaram vários garotos talentosos onde um ‘velho como ele’ não iria ficar botando banca, palavras do próprio que ganhou o público de assalto com seu carisma. Ainda tocou uns clássicos como ‘Trem Fantasma’, ‘Gata’, ‘Como um Animal’ e ‘Metal mania’, seu maior clássico metálico e fez uma justa homenagem ao falecido curador da Virada, Percy Weiss tocando uma versão Heavy Metal para ‘Jack, o Estripador’, seu maior sucesso com o MADE IN BRAZIL, mas não encerrou sem antes agradecer ao festival Monsters of Rock (usou a camisa do festival o show inteiro) por ter tocado com o MANOWAR e detonar o festival Rock in Rio, alegando que o único festival de Metal do país é o paulista e ainda teve espaço pra uma instrumental ‘Bicho de Sete Cabeças’ do ZÉ RAMALHO e um pout-pourri de riffs clássicos inegáveis do Metal mundial como ‘Crazy Train’, ‘Breaking the Law’, ‘Iron Man’ e ‘The Trooper’! Mas ele não saiu do palco sem antes tocar uma versão para ‘Metal Daze’ do MANOWAR com o baterista cantando junto com o público, era bate cabeça pra todo lado!   A maior surpresa do dia, sem dúvidas! Também temos um resumão disponível pelo pessoal do canal Rock na Mochila do youtube, https://www.youtube.com/watch?v=8oMV11MYEEo

MADE IN BRAZIL (Celso e Oswaldo Vecchione)
  Pra fechar em grande estilo essa edição e esse palco o MADE IN BRAZIL subiu ao palco com 20 minutos de atraso para fazer adequadamente seu show ‘Tributo à Cornélius Lúcifer e Percy Weiss’ que contou com vocalistas convidados para homenagear a obra e a memória dos dois maiores vocalistas que a banda já teve com um repertório calcado em cima dos dois primeiros álbuns “Made in Brazil” de 1974 (com Cornélius nos vocais) e “Jack, o Estripador” de 1976 cantado por Percy. 
  Para isso Oswaldo que recentemente operou o tornozelo direito e ainda está impossibilitado de botar o pé no chão recebeu uma visitinha de SERGUEI que foi lhe cumprimentar na passagem de som, e tocou a maior parte do tempo sentado. Começou o show cantando ‘Jack, o Estripador’ chamando na sequência Dino Linardi (ex-vocal do GOLPE DE ESTADO) para cantar ‘Tudo Bem, Tudo Bom’ da fase Cornélius que na voz dele ficou muito semelhante, estridente como tem que ser. Em seguida subiu ao palco Paulão de Carvalho (VELHAS VIRGENS) para cantar ‘Rock de São Paulo’ e ‘Vou te Virar de Ponta Cabeça’ da fase Percy. 
MADE IN BRAZIL & SIMBAS
A minha curiosidade era saber qual o Pompeu do KORZUS iria cantar e ela foi sanada em seguida com Pompeu pedindo a bênção de Oswaldo e interpretando a mais rápida e pesada canção do primeiro disco ‘Menina Pare de Gritar’, sim, Pompeu fez todos gritarem essa letra que era berrada pelo poderoso Cornélius Lúcifer. Pompeu que ficou ao lado do palco o show inteiro acompanhado de seu filhinho Otto (o menino roubou a cena várias vezes) não saiu do palco sem antes agradecer os irmãos Vecchione pela obra da banda dizendo que se não fossem eles e outros tantos pioneiros ele não estaria em cima do palco há mais de 30 anos e Oswaldo reiterou dizendo que Pompeu carrega o Metal BR nas costas há três décadas, o que não deixa de ser verdade.
Marcello Pompeu (KORZUS) de volta ao palco da Virada
para homenagear Cornélius Lúcifer com o MADE IN BRAZIL!
  Oswaldo retoma o microfone para cantar ‘Paulicéia Desvairada’ e ‘Os Bons Tempos Voltaram’ que ele disse, foi escrita enquanto ele ia para um show de RITA LEE & TUTTI FRUTTI em 1975. E dessa época também é a amizade dele com outro convidado da noite, o mais esperado, diga-se de passagem, Simbas (ex-CASA DAS MÁQUINAS, TUTTI FRUTTI e INTELLIGENCE) que dominou o palco como ninguém, seu carisma, sua destreza, seus trejeitos e principalmente sua voz deu vida à ‘Aquarela do Brasil’, clássico de Ary Barroso que o MADE reformulou transformando-a em Rock na voz de Cornélius no primeiro disco e ‘Anjo da Guarda’. Sim, ele serelepe como só, ainda trocou de lugar com o backing vocals Rubão para este tomar a frente do palco em alguns momentos. 
Wander Mafra (t) e o MADE mostrando como se faz O Rock
em Sampa city!

As vozes reunidas em uma só festa!
(Celso e Ziggy nas guitarras com as vozes de
Simbas, Oswaldo em pé, Dino, Paulão e Pompeu)
Os momentos finais reuniram todos os membros da banda (completa por Celso Vecchione e Ziggy Mendonça nas guitarras, Rick Vecchione na bateria, Otávio Bangla no sax, Ivani Venâncio backing vocals e Wander Mafra nos teclados) e os convidados especiais para bradarem os dois maiores hinos da história da banda, ‘Minha Vida é Rock And Roll’ e ‘Uma Banda Made in Brazil’ que aqueles mais de 2 mil presentes cantaram à plenos pulmões.
Cantando em honra de Cornélius e Percy!
Simbas, Oswaldo (que não aguentou ficar sentado), Dino Linardi,
Paulão de Carvalho e Marcello Pompeu.
  E assim terminava mais um belíssimo show/celebração/espetáculo apaixonado de ROQUENROU e também findava-se mais uma Virada Cultural às 19:30 do dia 21 de junho de 2015.
Fotos toscas by ‘Me, Myself and I Photobook co.’

Fotos decentes por parte do mestre Lincoln Baraccat, a lenda!

Celso 'Kim' Vecchione e...

...Ziggy Mendonça (as guitarras do MADE)


Simbas e Oswaldo (com Dino ao fundo)
apontando para a lenda viva das lentes,
Lincoln Baraccat!

KORZUS
VOODOOPRIEST
 
VOODOOPRIEST atendendo os fãs

Pit Passarell e...

...André Matos se entregando ao público do VIPER

KORZUS
Ivan Busic cantando e incitando a galera ( com Andria - DR. SIN)
DR. SIN

quarta-feira, 1 de julho de 2015

ENTREVISTA COM OSWALDO 'ROCK' VECCHIONE - MADE IN BRAZIL (20/06/15)




 O bom de se conversar com quem tem história é que os assuntos vão se entrelaçando e a pauta que era rápida e pequena se torna super extensa e detalhada.
  Já tinha entrevistado Oswaldo 'Rock' Vecchione umas outras vezes e isso sempre se repete, porque ele TEM histórias para contar de sobra, sendo ele quem é, o mentor da primeira grande banda de ROCK AND ROLL do Brasil e a mais antiga em atividade ininterrupta, sim, o MADE IN BRAZIL, os assuntos nunca cessam, mas dessa vez garanto que me segurei pra não estender muito o papo afinal, a banda ainda tinha que passar o som depois da entrevista. E mesmo assim surgiram assuntos que não estavam na pauta, como a perna recém operada de Oswaldo que insiste em tocar com a perna quebrada e as versões de músicas de bandas internacionais que a banda fez ao longo de sua discografia, culminando numa polêmica que você lê à seguir somente aqui na TOCA DO SHARK.
  Põe o vinil pra rodar e boa leitura!


TOCA DO SHARK – Oswaldo, vamos começar falando sobre o momento atual da banda e o lançamento do álbum “Massacre” em vinil. Ele era pra ter sido lançado em 1977 originalmente, foi censurado pela ditadura militar, finalmente foi lançado em CD em 2005 e agora, 38 anos depois ele saiu no formado que deveria em LP. Como está a aceitação?
OSWALDO ROCK VECCHIONE – O “Massacre” foi uma surpresa. Na verdade a gente inicialmente fez uma tiragem pequena que já se esgotou. As críticas foram bem favoráveis, não vi nenhuma falando mal, mas é o momento político também, pois ele foi uma das vítimas da ditadura que prejudicou todo terreno artístico desse país, não só a música, mas o teatro, filmes, literatura, poesia e afins. Está nos planos fazer um “Volume II” até, com muita coisa que não entrou nesse volume. No meu acervo encontrei muitas gravações da época em K7, fita de rolo e VHS. Eu encontrei um show inteiro da turnê “Massacre” de 1977 no Teatro Tereza Rachel do RJ que tinha eu no baixo, meu irmão Celso, Tony Babalú e Wander Taffo nas 3 guitarras, Juba (que depois foi pra BLITZ) na bateria e o Percy nos vocais, talvez a gente aproveite 18 minutos desse show no lado B e o restante do material não aproveitado será o lado A desse segundo volume do disco “Massacre”.

T.S. – Então podemos esperar com total certeza um segundo volume desse disco?
O.V. – Sim. Na verdade eu fiz um acordo com o pessoal da Mafer Records de São Paulo, que já lançou outros títulos em vinil no país, eles fazem uma tiragem limitada de 300 LP’s, só pra colecionador. O Danilo da Mafer me falou que vendeu quase tudo já que ficou com ele na loja e que pretende re-lançar esse volume I mas só daqui uns dois ou três anos. Mas ainda nesse ano, entre outubro e novembro sai o segundo volume. E também estou negociando um tributo ao Cornélius Lúcifer, com material ao vivo que tenho em meu acervo. Ainda estou selecionando o que pode ou não entrar pra gente lançar um LP bacana em tributo ao cara, que ele merece.

T.S. – Aproveitando o gancho, esse disco, o “Massacre” já tem dois integrantes que não estão mais entre nós, que é o guitarrista Wander Taffo que nos deixou há 7 anos e o vocal Percy Weiss que nos deixou há pouco mais de 2 meses, além do citado Cornélius Lúcifer que se foi há pouco menos de 2 anos. Amanhã vai ter um grande show em homenagem aos dois vocalistas na Virada Cultural de SP com alguns convidados e eu gostaria que você falasse mais sobre esse show.
O.V. – O show da Virada seria um tributo somente ao Cornélius, o Percy estava ‘costurando’ esse show todo junto à organização da Virada, ele iria participar inclusive, cantando com uns convidados, mas ele acabou falecendo antes e então eu resolvi propor à direção da Virada estender essa homenagem também ao Percy.
  O lance seria somente o repertório do primeiro disco que o Cornélius gravou, o “Made in Brazil” (1974) também conhecido como “disco da Banana”, como o pessoal da Virada aprovou minha ideia, iremos tocar cinco músicas do “Banana” e mais cinco do “Jack, o Estripador” (1975) que o Percy gravou conosco. Os convidados são Simbas (ex-CASA DAS MÁQUINAS), Pompeu do KORZUS, Dino Linardi que cantou na última formação do GOLPE DE ESTADO e Paulão de Carvalho das VELHAS VIRGENS.

T.S. – E falando em vocalistas do MADE IN BRAZIL, o que aconteceu com o Caio Flávio?
O.V. – Ele trabalhou muitos anos com a orquestra do Silvio Santos e atualmente trabalha com o Zezé de Camargo & Luciano há uns 15 anos.

T.S. – E sobre essas duas turnês que o MADE planejou para esse ano, “Massacre” e “Combate Rock”...
O.V. – ...a turnê desse ano é a “Combate Rock”. Esses shows especiais que nós montamos, tipo o de amanhã na Virada, o “Massacre” e o “Jack...” que a gente tinha combinado com o Percy, logicamente iremos fazer ainda, mas com algum convidado no lugar dele, temos vários shows montados, mas o que a gente excursiona pelo país é o “Combate Rock” que tem um repertório que passa por todos discos que nós gravamos.

T.S. – E aquela turnê que teriam standarts do Rock and Roll e do Blues mundial?
O.V. – Era a turnê que durou até o ano passado, durou um ano e meio, o “Rock Tributo” onde a gente misturava umas versões dos clássicos do Blues e do Rock mundial ao nosso repertório. Agora a gente mudou o set e mudamos o nome do show. Esse atual tem mais os sucessos, aquele tinha mais Blues, versões que fizemos de clássicos que gravamos nos discos oficiais da banda.

T.S. – Pegando esse gancho, o MADE tem algumas versões em português gravadas em seus discos, de bandas como T.REX, MUDDY WATERS, AC/DC...
O.V. – Isso, FREDDIE KING, alguns números que foram versões como ‘Mickey Mouse, a Gata e eu'...

T.S. – E a ‘Minha Vida é Rock and Roll’?
O.V. – Não, ‘Minha Vida é Rock and Roll’ não é versão. Algumas pessoas cismaram que a música parece um som do BOB SEGER (N.E.: a música se chama ‘Old Time Rock’n’Roll’), mas a nossa composição é anterior à dele. Essa música era pra ter entrado no disco “Paulicéia Desvairada”, que é de 1978, (N.E.: curiosamente o mesmo ano em que saiu o disco do BOB SEGER  “Stranger in Town”), mas é uma música que escrevi em 1977, assim que gravamos o “Massacre” eu escrevi ela. O Caio Flávio que era nosso vocalista cismou com essa música e não gravamos naquele ano. Daí saiu no disco de mesmo nome em 1981. Eu tenho esse disco do BOB SEGER, a música é muito boa, o jeito de cantar o refrão que é muito parecido, mas comprei ele uns três anos depois. Admito que temos muitas versões, mas ‘Minha Vida é Rock and Roll’ não é uma versão.

T.S. – Sobre a relação da banda com a Internet, como é? Falaram tanto que o mercado musical seria assassinado pelo Napster, mas uma das coisas que faz o Rock independente sobreviver em muitos casos é a relação da banda com a Internet, pois aproxima mais o artista de seus fãs sem intermediários...
O.V. – A única coisa que a Internet prejudicou aqui no Brasil foi a venda de discos, com o lance da pirataria e outro as gravadoras sempre cobravam preços absurdos aqui por um disco. Atualmente é mais barato você comprar um disco importado que tem uma qualidade superior do que um feito aqui no Brasil. Sai mais barato. Os caras (gravadoras) aqui não querem ganhar pouco não, querem muito. Acho até legal eles tomarem esse tombo pra ver se eles repensem os preços que praticam aqui no Brasil.
  Pro MADE isso não tem muita importância porque a banda há muitos anos é Underground. O disco que mais vendeu da banda foi “Jack, o Estripador”, segundo a gravadora, pois o disco não era numerado então eles pagavam o quanto eles queriam pro artista. Dizem que foram 87 mil discos e o “Banana” 80 mil. Era razoável, mas seguramente passou dos 100 mil discos os dois, porque até hoje vem gente trazer uma cópia pra gente autografar... Mas a Internet não nos atrapalha, pois não estamos mais numa multinacional como nos dois primeiros discos, os últimos seis discos foram produções independentes com tiragem de 2000 cópias, no máximo 5000 cópias, isso a gente vende fácil nas poucas lojas que ainda resistem, pela própria Internet e nos shows principalmente, onde montamos uma lojinha e vendemos Brasil afora.
Conforme dito acima, Oswaldo autografando...

 ...o disco da banda que mais vendeu.
T.S. – O MADE IN BRAZIL tem uma vantagem de ser uma banda pioneira no Brasil e ainda atrair público, o que não acontece com várias bandas, que tiveram uma queda brusca em matéria de público devido à ‘preguiça digital’ conforme vemos há tempos. As pessoas não saem mais de casa pra ver show, ficam esperando cair no youtube... O GOLPE DE ESTADO e a PATRULHA DO ESPAÇO mesmo recentemente publicaram notas na Internet falando sobre esse assunto que estão parando de produzir shows.
O.V. – Eu produzi muitos shows entre 60% e 70% dos shows que fizemos de 1975 até 1989. Daí então dei uma parada porque não estava compensando mais, então começamos a fazer somente shows com cachê fechado. Por exemplo, eu queria tocar em Campinas ou Porto Alegre, eu tentava vender o show. Se eu não conseguisse, eu mesmo alugava o local e bancava o show com equipamento, luz e tudo mais com meu dinheiro.... Imagina você encher um ônibus com músicos mais um caminhão com equipamentos e ir até Porto Alegre ou Salvador sem garantia nenhuma de que o público vá aparecer? Numa sequência pelo interior de SP eu vendia três shows e produzia dois, a agenda de shows era muito maior que hoje, mas era muito desgastante e eu sinto falta de produzir, mas os riscos financeiros são muito grandes.
Mesmo sentado, ainda na ativa!

T.S. – Recentemente você apareceu nos shows com a perna direita engessada e continua fazendo shows, inclusive o de hoje e o de amanhã serão com sua perna imobilizada, nos fale sobre isso.
O.V. – Eu estava fazendo uma trilha ali perto de onde moro atualmente, no Pico do Jaraguá, entrada de São Paulo e cai num barranco de uns 7 metros e tive a infelicidade de tirar o calcanhar do lugar e quebrar o tornozelo, tive duas fraturas. Tive que me submeter a uma cirurgia, fiz show com a perna quebrada ainda antes da cirurgia, fiquei 10 dias internado e eles não me operavam, pedi para sair, fui ensaiar e fazer o show do lançamento do “Massacre” no SESC Belenzinho. Agora hoje e amanhã na Virada é diferente, eu já operei, ainda dói um pouco, ainda estou proibido de botar o pé no chão, só daqui uns 40 ou 50 dias que vou ter alta pra poder pisar com o pé direito, até lá to fazendo fisioterapia e fazendo shows, o Rock não para, o que vai acontecer é que vou tocar sentado, só isso...

T.S. – Uma coisa que você já fez na época em que o MADE fez os shows acústicos né?
O.V. – Sim, mas na época eu fiz uma cirurgia e tive que refazer, ou seja, operei duas vezes seguida de uma hérnia que eu tive na virilha.

T.S. – Bem, vamos encerrar com o espaço aberto para suas considerações aos fãs.
O.V. – Eu quero divulgar nossa página no Facebook, uma página atualizada diariamente, o endereço é https://www.facebook.com/madeinbrazilbanda?fref=ts . Nosso site esta desatualizado, mas em breve vamos dar um jeito nisso. Então o contato atual mesmo é o Facebook. O MADE continua na estrada, acabamos de lançar uma revista pôster, o vinil do “Massacre”, daqui á mais ou menos um mês será relançado o disco “Sexo, Blues e Rock and Roll” em digipack com bônus ao vivo e logo mais vai sair o “Rock de Verdade” e o “Massacre” em digipack também. É isso, obrigado venham aos shows e fiquem à vontade para conversar com a banda toda!


Os dois maiores responsáveis por ainda existir
Rock and Roll no Brasil,
Oswaldo 'Rock' Vecchione e Celso 'Kim' Vecchione
a.k.a. MADE IN BRAZIL

Agradecimentos ao Samuel Profeta da casa O Profeta Pub Rock de Mogi Guaçú/SP.

segunda-feira, 29 de junho de 2015

ANIMAL HOUSE ressurge com novo EP - "Limbo"


ANIMAL HOUSE
DISCO : “Limbo”
FAIXAS:
1.  Last Great Hero
2.  Monochromatic
3.  New Age Messiah
4.  Middle Finger Blues (Live Unplugged)
ANO: 2015
SELO: RED FOOT CLAN
  E depois de muita história e muitas atribulações eis que ressurgem do limbo (por isso o nome do EP) a força paranaense ANIMAL HOUSE que nas pessoas de seu fundador Mutley Animal cantando e tocando bateria e Paulo On tocando guitarra e baixo lançam um EP chamado “Limbo” com 4 faixas, 3 de estúdio e uma ao vivo em formato acústico.
  O som deles é meio complicado de ser inserido em algum estilo, mas adianto que pende para o lado Stoner de ser e tem em alguns momentos vislumbres de BLACK LABEL SOCIETY e CHROME DIVISION entre outros assim...
  O vocal de Mutley é rasgadão, mas grave, uma coisa bem tensa, a bateria direta e profunda, sem espaço para invencionices estapafúrdias e as linhas de guitarra são esmeradas e virtuosas sem ser chatas.
  Peso de sobra logo na primeira faixa ‘Last Great Hero’ que é cadenciada na medida para esmagar o que estiver pela frente.
  ‘Monochromatic’ vem com tudo, derrubando paredes e massacrando pescoços, impiedosa!
  ‘New Age Messiah’ parece que contem a mão de Zakk Wylde e que sua voz irá entrar a qualquer hora... Cascuda pra caramba e aí sim a bateria tá trampadona nos pratos, mas nada que comprometa a categoria do EP. O solo de guitarra chega a cortar o ar de tão pequeno e afiado!
  De brinde veio uma faixa marota ao vivo e acústica, bem classuda mesmo, coisa fina e com um singelo título de ‘Middle Finger Blues’, imagina a letra!



  

sexta-feira, 26 de junho de 2015

ARANDU ARAKUAA lança novo single e video clipe de 'Hêwaka Waktû'







  E a banda de Metal indígena ARANDU ARAKUAA acaba de lançar seu novo single/clipe 'Hêwaka Waktû' (Nuvem Negra no idioma Akwẽ Xerente), que precede o próximo disco “Wdê Nnãkrda” (tronco de árvore na língua Akwẽ Xerente).

  A música foi composta quando o guitarrista Zândhio visitava amigos numa aldeia no estado do Tocantins.
  Parte do vídeo clip foi gravado no dia do índio na Aldeia Bananal (Santuário dos Pajés)-DF em um ritual de homenagem a um ano da morte de seu líder.
  Nessa música a banda faz uso da flauta Enawenê-nawê utilizada estritamente em rituais pelos Enawenê-nawê e alguns outros Povos do Xingu, dando a dica que o disco irá mais fundo na música e idiomas indígenas.
“Wdê Nnãkrda” foi produzido, mixado e masterizado no Broadband Studio em Brasília por Caio Duarte (DYNAHEAD), e será lançado de forma independente no Brasil em agosto de 2015.
ARANDU ARAKUAA NAS REDES SOCIAIS:

CONTATO PARA SHOWS:

terça-feira, 23 de junho de 2015

70 ANOS DE RAUL SEIXAS


  Daqui 5 dias RAUL SEIXAS completaria 70 primaveras e eu não poderia deixar de homenageá-lo aqui na Toca, afinal, ele foi um dos dois pilares fundamentais da minha entrada de cabeça nessa vida de Rock And Roll. Obrigado Raulzito!


  Quando eu nasci, Raul dos Santos Seixas tinha a idade que tenho agora, 35 anos, já tinha uma carreira de mais de 6 anos como artista solo, grandes álbuns lançados, muita história pra contar e alguns hits nas paradas com o disco “Abre-te Sésamo”.
  Na minha casa sempre rolou muita música boa, Jovem Guarda, Rock And Roll, TIM MAIA e RAUL SEIXAS não estavam fora desse caldeirão de sons e ritmos.
  Meu pai era baiano, minha mãe alagoana e eu um caçula de 4 filhos, 3 homens e 1 mulher, ou seja, ambiente propício e eu absorvia tudo que vinha dos meus irmãos mais velhos e uma dessas era a cultura Raulseixista que andava em alta graças ao especial global "Plunct-Plact-Zum!" onde RAUL SEIXAS era destaque máximo com a anárquica 'Carimbador Maluco', a maneira pela qual ele conseguiu usar o sistema contra si mesmo, anarquizando as cabeçinhas das crianças. 

Adorava cantar bem alto ‘Capim Guiné’ acompanhando uma fita K7 de um dos meus irmãos no 3 em 1 Phillips da sala e quando meu irmão do meio encanou de decorar a letra de ‘Ouro de Tolo’ que ele a escreveu todinha no caderno no esquema play/pause/rew/play/pause ad infinitum... não teve jeito, decorei com ele.
  Ainda me lembro como se fosse ontem aquele fatídico dia no final do mês de agosto de 1989 quando anunciaram na Rádio que nosso Maluco tinha nos deixado, eu ouvia a FM junto com meu irmão no quarto e a notícia nos caiu feito uma bomba, perdemos um ente bem próximo naquela hora, eu tinha apenas 9 anos.
  Quando comecei a ‘andar com as próprias pernas’ financeiramente, comecei a consumir tudo que podia sobre Raulzito, de revistas e livrinhos que a Editora Sampa lançava nas bancas de jornal até livros de verdade de livrarias e as fitas K7, sim eram os tempos das fitas piratas, que meu salário de Office boy podia pagar.
Pedacinho do meu acervo.
  Me lembro que minha primeira camiseta preta de Rock foi uma do Raul que comprei com uma grana que meu irmão me deu num Natal qualquer.
  Passei minha adolescência devorando tudo que dizia respeito ao Raul e a sua filosofia de vida, Sociedade Alternativa, O Livro da Lei, menos os livros de Paulo Coelho, bem que tentei ler ‘O Alquimista’ aos 14 anos quando o encontrei na biblioteca da escola (sempre fui rato de banca de jornal e biblioteca), mas não rolou, não cheguei à metade do livro, mas reconheço seu valor na carreira de Raul, foi ele um componente muito importante na formação da personagem mística que Raul criou em volta de si mesmo, além das letras brilhantes que ‘Dom Paulete’ lhe forneceu.

  Enfim, ele faria 70 anos esse ano e não posso deixar passar batido, afinal 70% ou mais de tudo que aprendi sobre filosofia, anarquia, vida, religião e etc... foi com ele, até minha mãe gostava de ouvir suas músicas pela casa, e olha que a dona é ranzinza e religiosa. Certa vez falávamos sobre os conteúdos de suas letras e eu disse à ela que toda criança deveria ouvir Raul Seixas em seu dia a dia para se tornar um ser humano melhor e, pra minha surpresa, ela concordou... hehehehe
  De família cristã, quando criança fui forçado a fazer o tal catecismo, tardiamente mas fiz e anos depois percebi que aprendi mais sobre religiões com Raulzito do que no catecismo propriamente, afinal lá eu ia à contra gosto e não absorvia nadinha, já do Raul...

  Quando fiz 18 anos tinha que me desligar do escritório em que trabalhava exercendo a função de Office-Boy por questões de contrato de jovem aprendiz e tudo o mais. No dia da minha dispensa, meu patrão fez o filho dele que trabalhava conosco ir comprar um presente pra mim e eis que chega ele com uma camiseta branca do Raul Seixas com uma cartola e um baita charutão na boca, imagina minha alegria, afinal o filho do meu tal patrão que me emprestou sua fitinha do disco “Sociedade da Grã-Ordem Kavernista Apresenta Sessão das 10” que eu há anos procurava e aquela estampa da camiseta era coincidentemente (se é que tal coisa exista) a mesma foto que estampava a capinha da minha primeira fitinha K7 pirateada que comprei numa feira livre...
  Nesse mesmo ano comecei a trabalhar como radialista e ali foi meu deleite, trabalhar numa emissora de Rádio FM com um arquivo enorme, ali encontrei muita coisa de Raulzito pra tocar e tocava viu, como eu tocava Raul naquela programação!
  Fiz alguns especiais sobre ele, muito elogiados devido ao montante de detalhes e informações e por não tocar sempre as mesmas canções. Bons anos aqueles em que FM ainda tinha uma programação respeitável e um público inteligente.

  Em 2009, devido aos 20 anos da passagem de Raul, a Virada Cultural de SP teve um palco especial chamado ‘Toca Raul’ onde passei várias horas vendo os vários artistas rememorando sua obra e o momento mais marcante foi quando ÂNGELO TAVARES e a BANDA KRIG-HÁ! tocava ‘Que Luz é Essa’ exatamente quando o sol começou a dar as caras por detrás do palco exatamente montado na clássica Estação da Luz, era muita luz pro momento, e ao meu lado um morador de rua, cabeludo e barbudão rodopiava seu cobertor ‘Paraíba’ no ar subindo e descendo ao ritmo nordestino da música que Raul gravou com Gilberto Gil na viola! É esse tipo de coisa que desperta a ‘nordestinidade’ que temos dentro de nós.


   Pois é, cada dia vejo que aprendi mais e mais com Raulzito ao longo dos anos, vejo uma citação histórica num documentário e já rememoro alguma canção dele, alguma citação religiosa num filme e opa! Raul de novo, alguma frase ou preceito de Anarquia e filosofia, tá ele lá na minha ‘cachola’ de novo e como diria Zeca Baleiro na letra/tributo de ‘Toca Raul’: “...Como é poderoso esse Raulzito 
Puxa vida esse cara é mesmo um mito...”


  As pessoas deveriam procurar entender melhor as mensagens que Raul deixou na terra, as mensagens que ele gravou ao lado de seus parceiros Paul Coelho, Marcelo Motta, Cláudio Roberto, Oscar Rasmussen, Kika Seixas e Marcelo Nova entre outros menos cotados. Leia nas entrelinhas.
  Enfim, é muita informação pra descrever, a importância deste senhor de agora 10.070 anos para a música, filosofia, psicologia, religiosidade e conteúdo da música realmente popular brasileira, é de uma dimensão sem fim. E eu só tenho a agradecê-lo por ter feito tanto por nós.

TOCA RAULLLLLLLLLLLLLLL!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Raulzito e Marceleza na última turnê em 1989

Também de 1989 a última vez que Raul se encontrou com Dom Paulete.